Ação da Pastoral da Criança


 07/08/2014 - Acompanhamento na gestação

Acompanhamento na gestação: o cuidado que faz a diferença!

Já foi o tempo em que se dizia: “No tempo da minha avó não tinha nada disso e as crianças nasciam bem e com saúde”. Essa realidade mudou, felizmente para melhor. Hoje, o acompanhamento gestacional é mais do que uma necessidade da gestante, é um direito do bebê que vai nascer. No passado, por questões culturais, por falta de acesso ao serviço de saúde ou mesmo por não acharem necessário, muitas mulheres não faziam o pré-natal. Se por um lado a mãe natureza agia naturalmente em muitos casos, fazendo com que tudo chegasse a um bom termo, por outro não são poucas as histórias de morte materna e neonatal, de tétano umbilical e até de paralisia cerebral em decorrência de problemas no parto.

O sistema de saúde garante o acesso a pelo menos seis consultas de pré-natal e a gestante trabalhadora ainda conta com os benefícios previstos em lei. Não há, portanto, mais desculpas para a gestante não fazer o pré-natal. No pré-natal, a gestante fica sabendo como está a sua saúde e o desenvolvimento do bebê. Ela recebe ainda orientações muito importantes que vão ajudá-la a elaborar seu plano de parto e a se preparar para o aleitamento materno, por exemplo.

Entidades médicas que lidam com a questão do pré-natal explicam quais são os objetivos principais desse acompanhamento gestacional: “O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é acolher a mulher desde o início da gravidez, assegurando, ao fim da gestação, o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar materno e neonatal. Uma atenção pré-natal e puerperal qualificada e humanizada dá-se por meio da incorporação de condutas acolhedoras e sem intervenções desnecessárias; do fácil acesso a serviços de saúde de qualidade, com ações que integrem todos os níveis da atenção: promoção, prevenção e assistência à saúde da gestante e do recém-nascido, desde o atendimento ambulatorial básico ao atendimento hospitalar para alto risco”.

Um alerta para as gestantes
Cresce no País o número de mulheres que fazem o pré-natal, mas para atingir uma cobertura completa, ainda é preciso um avanço em algumas áreas. Dados oficiais do Ministério da Saúde do Brasil, de 2011, indicam que 4,6% de mulheres grávidas estavam sem assistência de pré-natal. Outra realidade que precisa ser discutida no acompanhamento da gestante é o fato de que cresce em larga escala o número de cesarianas. De acordo com estudos, no Brasil, 28% das mulheres começam o pré-natal querendo a cesárea, enquanto a média mundial é de 10%. Os últimos dados do Ministério da Saúde revelam que enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que no máximo 15% dos partos sejam cesarianas, no Brasil o índice é de 52%, chegando a 88% na rede privada.

Portanto, conscientizar as gestantes, oferecer condições de acesso, melhorar a assistência e a qualidade dos serviços de saúde são formas concretas de garantir uma maior cobertura no acompanhamento à gestante, como também de colocar em evidência o pré-natal e priorizar o cuidado com a saúde da gestante e o bebê.

Entrevista com a educadora perinatal e representante da organização não governamental Amigas do Parto, em Curitiba (PR), Mônica Stange:

Quais as alterações mais comuns na vida da mulher durante a gravidez?
As mudanças são muitas. O corpo dessa mulher vai se preparar para poder gestar essa criança. Então, essa mulher vai ter uma série de transformações hormonais que vão gerar transformações físicas, com as quais ela vai ter que lidar nesses próximos meses. E também transformações de ordem emocional ou psicológicas, como a gente diz, que também fazem parte desse processo, porque é uma mudança.
Algumas gestantes estão sujeitas também à depressão, não é?
Todo mundo está sujeito à depressão. A gestante também está e ela fica mais sensível a essa situação justamente por conta da flutuação hormonal que acontece, tanto durante a gestação, quanto no pós-parto. É o que se chama da depressão pós-parto. Mas a depressão pode ser evitada, uma vez que a gente entende que a flutuação hormonal é normal durante a gravidez e no pós-parto. E ela é até desejada para dar condição daquela gravidez ocorrer. A gente acolhe os sintomas da flutuação hormonal, dá espaço para aquela gestante se expressar emocionalmente, dá essa acolhida. As chances dessa depressão pós-parto e da depressão na gestação ocorrerem diminuem muito.
As gestantes adolescentes e sem companheiro são aquelas que mais sofrem emocionalmente. Como resolver essa questão?
O que a gente pode fazer é dar condições pra essa adolescente tornar-se uma mãe, dentro das condições daquele momento dela, da idade que ela tem, das limitações até físicas que ela tem. Mais do que nunca, a questão da acolhida que a gente dá favorece esse desabrochar, pra essa mãe vir à tona, para ela se empoderar. Com muita acolhida, com muita compreensão, a gente tem que favorecer, dar um terreno fértil para essa mãe se desenvolver, mas sem assumir a maternidade por ela.

“Gestante, quando uma líder bater na sua porta, você abra a porta e receba com carinho, converse bastante com ela sobre o que você sente, seus medos, preocupações e dificuldades e venha à Pastoral da Criança que sempre quer o melhor para você e para seu bebê”.
Dra. Zilda

Fonte: site da Pastoral da Criança
Mais informações em: www.pastoraldacrianca.org.br


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