Irmãs Diocesanas. PASSOS DE DISCERNIMENTO

Irmãs Diocesanas.

PASSOS DE DISCERNIMENTO

O discernimento faz parte de nossas vidas, em vários aspectos existentes. Ele se faz necessário mediante decisõesàserem tomadas, escolhas à serem optadas, fortalecendo assim nossa fé e vínculo com o Senhor, nosso Mestre, que nos chama constantemente para perto de Si. É verdade que este mesmo discernimento trata-se de uma experiência vivênciada pelos homens e mulheres de todas as épocas e que os impulsionavam, assim como hoje nos impulsiona a estarmos à procura do caminho certo, do caminho ao qual somos livres e ao mesmo tempo predestinados a seguir, e podemos destacar nesse assunto as questões que abarcam em termos de vocação, dom de Deus.

      Sabemos que vocação é dom dado por Deus e que todos nós possuímos uma vocação, um chamado, por esse meio servimos ao Senhor, à Igreja, aos necessitados  e também nos santificamos. No seguimento à Cristo, cada um é chamado a fazer parte desse Corpo Místico onde Cristo é a Cabeça. É de grande valor refletir e perceber onde podemos ser mais fecundos nesta missão que nos é confiada, neste dom que nos é dado, nesta vocação a qual nosso coraçãopossue ardentemente deseja se empenhar. É necessário discernir. Discernir bem. Em todos os aspectos que engloba nossa vida, como já citado acima.

Com palavras sábias e muito bem exemplificadas, Giacomo Costa cita: ‘’O discernimento é o ritmo da vida, o passo cadenciado e regular de quem encontrou sua medida e continua seu caminho sem jamais deter-se.’’ Jamais deter-se nesse caminho discernido, contando sempre com a graça que sustenta nos momentos difíceis, nas crises, inseguranças e até mesmo no medo em corresponder ao chamado do Senhor para uma constituição familiar de onde vem todas as outras vocações, ou a profissão dos votos evangélicos de pobreza, castidade e obediência que antecipa o céu na terra em um seguimento radical à Cristo, ou abraçando a missão sacerdotal pastorando o rebanho do Senhor que aos Ministros Ordenados lhes são confiados.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

SABER SER PACIENTE COMO O MESTRE

Com os nossos corações unido ao Coração de nosso Mestre, que caminha em direção ao calvário, em vista de entregar sua vida por amor a cada um de nós, de cumprir a Vontade do Pai sendo obediente até à morte de cruz, somos também convidados a imitar o seu exemplo em nosso caminho de conversão, de liberdade para viver a vida nova. Caminhar junto com Ele, consolando-o, amando-o e desejando nunca se afastar de Seu ardente amor. Dias atrás fizemos um percurso pelo deserto, avaliando nossas ações e onde em nós precisa ainda de liberdade, auxiliados pelo Santo Espirito e fortalecidos para continuar o caminho, nós já sabemos o que vem depois da Cruz, e é bem verdade que o sofrimento certamente passa, mas precisamos  constantemente ser pacientes até lá.

De acordo com o Papa Francisco, “a paciência não é apenas uma necessidade, é um chamado: se Cristo é paciente, o cristão é chamado a ser paciente“. Não é em vão o exemplo que Nosso Senhor deixou para nós! Também tantos amigos seus fizeram o mesmo; amigos estes que tiveram medo, que até resistiram e foram também tomados pelo desânimo de não conseguir passar pelas provações, mas que insistiram em ser pacientes ao longo do caminho, ao longo do processo de conversão de cada um. Como nos diz o Santo Papa: “Paciência é saber suportar os males” ou seja, não é simplesmente ficar preocupados com o como vamos suportar, mas sim com o saber verdadeiramente. Por isso que é necessário fixar os nossos olhos em Cristo, desejando aprender Dele, porque “A Paciência de Jesus é o fruto de um amor maior” e de fato, Ele usa de Paciência, porque não quer que ninguém se perca (2Pd 3,9). Devemos meus irmãos e irmãs dar o melhor de nós, nesta constante busca pela vida nova que Cristo incansavelmente nos concede.

Aprender com Jesus a amar a Vontade do Pai, a olhar com o Seu olhar, e a ter paciência diante dos sofrimentos, é primordial. Não realizamos este caminho sozinhos, temos a Ele sempre. Nos esforcemos então, para não nos tornarmos impacientes em nossa própria caminhada, e sigamos adiante desejando ser companhia para o Mestre, que deseja o nosso amor.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

BEM- AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO, PORQUE VERÃO A DEUS.

No percurso catequético das bem-aventuranças, o evangelista Mateus propõe um caminho de seguimento cristã e espiritual, onde somos chamados a vivero anseio de ser puro, em nosso cotidiano continuamente. Mas o que significa ter um coração puro?Nas sagradas escrituras, a palavra coração, perpassa o sentido biológico do órgão humano, e designa muito mais o significadode toda centralidade da existência íntima do homem, ou seja, seus pensamentos, afetos, memórias, vontade e decisões.

Quando Jesus fala da pureza de coração, refere-se, portanto, a uma pureza interior, uma santidade íntima que somente os pobres de espírito tem a graça de possuir, o que a distingue da pureza externa e ritualista dos fariseus, quelavavam por fora o corpo, mas não abriam o coraçãopara serem purificados, como proferiu o próprio cristo, quando os comparou aos sepulcros caiados, aparentemente justos, piedosos e puros por fora, mas que por dentro eram cheios de hipocrisia e más intenções.

O bispo, são Teófilo de Antioquia nos instrui a pureza, como aprender a ver Deus com os ouvidos do coração e com os olhos da alma. Na verdade, diz ele: “Deus é visível para aqueles que são capazes de vê-lo, porque mantêm abertos os olhos da alma. Todos têm olhos, mas alguns os têm obscurecidos e não veem luz do sol.” Assim, insiste o santo, que todo ser humano deve ter a alma pura, qual um espelho reluzente, pois, quando o espelho está embaçado, não se pode ver nele o seu rosto; assim também, quando há pecado no homem, não lhe é possível ver a Deus.

Adentremos, pois, neste tempo apropriado à conversão, à mudança de mente, auxiliados pela graça e o próprio Espírito Santo e acolhamos a escuta da palavra de Deus e a sua Sabedoria que vida e saúde a todas as coisas, pois se quisermos, Ele nos diz: “se queres, podes ficar purificado” (Lc 5, 13). Por isso, ter um coração pobre e despojado, implica necessariamente ser humilde, chorar com os que choram, ter fome de justiça e ser misericordioso. Deste modo, não agreguemos “pureza” de coração com perfeição, mas antes de tudo com um processo, um caminho de retidão pessoal, alicerçado na simplicidade do coração que se dá gratuitamente, tornando-se íntimo, amigo, e por isso sem reservas em amar a Deus.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

A CARIDADE (AMOR).

“A caridade alegra-se ao ver o outro crescer; e de igual modo sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado, necessitado… A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos gerando o vínculo da partilha e da comunhão.” (Papa Francisco)

Na passagem, onde São Paulo fala sobre a Caridade ao povo de Corinto (1 Cor, 13), ele detalhadamente explica o que é a caridade, com se vive e como aplicá-la. Em algumas traduções da bíblia, a palavra que substitui é: AMOR. O amor é o sentimento; brota em nós espontaneamente. A caridade é a mobilização de nossa vontade por esse sentimento, sendo assim estas duas palavras estão interligadas.

 “O amor é paciente, é amável; o amor não é invejoso nem fanfarrão, não é orgulhoso nem faz coisas inconvenientes, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Cor 13, 4-7) Essa passagem canta o amor que o Espírito de Deus e de Cristo infunde no cristão. Mas, também, nos faz chegar a questionar, onde fica a nossa humanidade quando se fala de paciência, rancor, inveja, próprio interesse e tudo mais que nós humanamente temos? Porém temos que lembrar: que tudo isso faz parte de nós, só que de uma forma trabalhada, podada, cuidada… Precisamos, e necessitamos trabalhar isso para que possamos amar o outro como Jesus; é preciso deixar ser cuidado isso em nós. “Mas a caridade não é simples filantropia (é o ato de ajudar o próximo, por meio de várias atitudes altruístas e solidárias que colaboram com o suporte para com outros seres humanos.), mas, por um lado, é olhar o outro com os mesmos olhos de Jesus e, por outro lado, é ver Cristo no rosto dos necessitados”. (Papa Francisco)

Estamos vivendo o tempo Quaresmal, tempo de penitência, jejum e oração, e de Caridade. É tempo de olhar para o outro, para aquele que as vezes fazemos descaso, que não damos atenção e até mesmo, nem falamos mais. Tempo de olhar para o outro com o olhar misericordioso de Jesus, daquele que cuida, que cura as feridas e AMA; aquele que perdoa o pecado.

Que neste tempo no deserto, onde nos encontramos com Jesus, Ele possa nos ensinara viver a Caridade de forma fraternal e espiritual, olhando para o nosso próximo com compaixão.

Santa Quaresma, a todos! Deus abençoe.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

A FRATERNIDADE É GRAÇA.

Sabemos muito bem que neste tempo quaresmal, somos provocados pelos apelos de Jesus e até nos tornamos inquietos pela proposta que Ele mesmo nos dá, de optarmos por uma vida nova. Mas, nos empenhar para deixar o homem velho, os pensamentos contrários aos de Deus, as atitudes cheias de interesses próprios, fazendo com que nos esquivemos da relação com o outro, é uma tarefa bem exigente, mas que não é distante daquilo que nós somos capazes de fazer. O desejo de Jesus é que abracemos a proposta de viver uma vida nova, que transformemos nossas atitudes antigas e creiamos no Evangelho, em sua palavra que é vida. Porém, somos muitas das vezes tendenciosos a ficar protelando o dia que queremos mudar de vida e querer ficar adiando a nossa própria mudança é um costume que consequentemente vai refletindo em outras vidas, tornando-as acomodadas e sem força para viver o novo. Se faz necessário essa consciência de que o nosso testemunho, o nosso agir reflete sim na vida dos outros. 

Se realmente quisermos ter parte com Deus e optarmos pelo Seu amor misericordioso que nos guia até a terra prometida, é necessário escutar atentamente seus apelos, mudar de vida verdadeiramente e ter fé em Suas promessas para cada um de nós! É urgente esse movimento, que deve ser permissão nossa ao longo da caminhada. Não se trata só do movimento de Deus, por meio de Seu Espírito Santo, mas também de nossa própria acolhida e docilidade à sua voz. Deus que quis nos chamar à vida, e é Ele mesmo quem nos alcança por primeiro desde sempre. Entretanto, ter essa consciência de que Deus deseja a nossa colaboração, precisa nos movimentar para agir com ousadia, e que nos impulsione para tomar atitudes a fim de não continuarmos parados. 

“Imediatamente o Espírito O levou ao deserto” (Mc 1, 12) Logo no início deste evangelho, temos essa certeza de que é o Espírito Santo que nos leva como cristãos, a vivenciar bem este tempo forte de preparação, de conversão, de vida nova em Cristo Jesus. Temos a certeza também de que ao ser conduzidos pelo deserto, somos impelidos por uma força que é imediata, não que seja lenta, mas é por graça de Deus na medida certa. Que alegria saber que é imediato, pois se não o fosse, talvez seríamos até tendenciosos a querer escolher a intensidade com que desejamos ser conduzidos no deserto, mas aí correríamos o risco de nem sequer iniciar este caminho e iriamos perder esta preparação essencial para nossas vidas. 

Que possamos com a graça de Deus e iluminados por sua divina Palavra permitir que Sua voz nos guie de fato, e assim, aprendamos a oferecer ao mundo um testemunho coerente com o apelo de Nosso Senhor e que em nosso processo de conversão vivenciemos o hoje com atitudes que emanam da Sagrada Palavra, assim como somos advertidos todos os dias. Na esperança de que ao sair do deserto, comtemplaremos aquela liberdade que o Filho de Deus já nos concedeu. 

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

CONFIANÇA E ABANDONO – Parte II.

Na vida espiritual falar de confiança e abandono é falar de uma alma amiga de Deus. Que é íntima, unida ao seu Criador. Não permite esta alma que as situações de angústias, perseguições, traumas, medos, tenham força para guiarem seus passos, mas mantem-se fiel à voz do Senhor. 

O seguimento a Cristo exige de cada um de nós uma decisão e atitude: ”Negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” Nestas palavras de Jesus não devemos enxergar peso, ou que seja algo impossível que Ele mesmo nos pede. Mas devemos ver que o seguimento a Ele nos torna discípulos (as) cada vez mais parecidos com o Mestre. Não há peso, senão o jugo suave e o fardo leve que Ele concede aos seus.

Nesta mesma perpectiva, a ”pequena grande” Santa Terezinha do Menino Jesus, cuja espiritualidade Carmelita, tinha em sua vida espiriutal estes dois pilares, Confiança e Abandono. Era ela uma grande conhecedora dos seus limites, de tudo aquilo que ela gostaria de oferecer a Jesus, mas se via na condição de uma pequena ave, que mal sabia voar. Um certo dia, Santa Terezinha tomou em seu coração a mais plena certeza de que não existe abandono sem confiança, e também não há confiança em Deus sem o abandono de si. Isto a faria levantar vôos.

Tomemos todos os dias nossa cruz e sigamos o Senhor com Confiança e Abandono, pois sua graça não nos faltará  e nossos pés não se desviarão do caminho.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

UM ANÚNCIO AUTÊNTICO COMO CONSEQUÊNCIA DE UM CORAÇÃO GRATO.

Um testemunho autêntico como consequência de um coração grato é fruto da vida de um cristão que encontrou e acolheu verdadeiramente a Palavra que é o próprio Cristo, pois “se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14)”. Sabendo dessa verdade, é preciso questionar-se “no encontro com Jesus, verdadeiramente O acolhi? Ou ainda, verdadeiramente me encontrei com Jesus? A experiência do encontro com Cristo não deve passar despercebido, pois é vivenciado no mais íntimo de nós. “Os Evangelhos atestam que a passagem de Jesus suscitava frequentemente alegria e louvor a Deus naqueles que o encontravam”. Nos tornamos portadores de gratidão quando cultivamos a alegria; quem é feliz não deixa de agradecer. Portanto, é necessário fazer memória constantemente, para sempre sentirmos em nós aquela inquietação primeira, ao ouvirmos falar de Jesus, nos recordar também do nosso encontro com Ele. Dessa forma, como nos diz o Papa Franscisco “precisamos ser pessoas que se deixa interpelar pela Palavra de Cristo” pois é justamente refletindo a Palavra e chegando a respostas concretas com a luz do Espirito Santo que o nosso coração aprende a agradecer. 

Nós devemos perceber se de fato existe gratidão em nosso coração. Ter em mente que em mim há vida, que à minha volta há irmãos, que vivencio experiências que servem para meu crescimento humano e espiritual, e que primeiramente, além de tudo isso, existe um Deus que me ama, que insiste em me conceder a sua misericórdia. Olhar para dentro de nós é enxergar os motivos de agradecer e conseguir ainda perceber os motivos que fora de nós nos enche de gratidão e dessa forma é impossível deixar de ser um testemunho autêntico, se torna espontâneo, pois “a boca fala da abundância do coração” (Mt 12, 34). Quando o nosso coração está cheio de gratidão e louvores a Deus que não nos deixa faltar nada, não existe espaço para a ingratidão em nós, por isso precisamos ter em nossos lábios louvores e não murmurações. 

Somos chamados a dar um testemunho autêntico e não devemos ser superficiais naquilo que fazemos, em nossa vivência com os irmãos e ainda nas funções que exercemos “É Deus que deseja alcançar os outros através do nosso testemunho” vemos isto na exortação apostólica EVANGELII GAUDIUM “Falar com o coração implica mantê-lo não só ardente, mas também iluminado pela integridade da Revelação e pelo caminho que essa Palavra percorreu no coração da Igreja e do nosso povo fiel ao longo da sua história”. Sejamos, pois, inquietos pela Palavra do Senhor, sejamos inquietos pela forma como Jesus viveu e deu a Sua vida. Quando nós O acolhemos no dia a dia, através dos irmãos, da Palavra, da Eucaristia, ainda em tantos meios que o Senhor utiliza para nos encontrar, então verdadeiramente o nosso coração se encherá de gratidão e seremos capazes de viver um testemunho autêntico. 

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

A GRAÇA DE VIVER EM COMUNIDADE.

Viver em comunidade é se dispor a ter uma vida em comum, de partilha e de oferta constante. Todo esse movimento é mútuo e não parte de outra fonte senão o Coração transpassado de Cristo. No batismo somos introduzidos na comunidade cristã, somos um só povo com os pés à caminho e na missão com um único anúncio. Em situações que causam desânimo entre os agentes de pastorais e movimentos, leigos animadores de comunidade eclesial de base, membros do CPP (Conselho Pastoral Paroquial), logo podemos ver a graça de viver em comunidade; Aqueles que mais precisam são sempre animados novamente pelo movimento comunitário, que trabalha para que não haja desistências, enfraquecimento da fé, inconstância na caminhada cristã.
Dentro dos Institutos Religiosos, Congregações, Comunidades de Vida, de carismas específico, há uma maior convivência por parte dos irmãos e irmãs reunidos pelo amor de Cristo. Esse amor que une é também levado em cada missão, em cada ato de evangelização. Mesmo nos momentos em que não se usam palavras, mas o povo de Deus pode se sentir amado pelo Senhor através de singelos gestos que partem dos Consagrados. Aqui vemos a grande beleza da vida comunitária que é viver um único ideal, pois todos tem o mesmo sentido que é viver o « mandamento novo » do Senhor, amando-se umas às outras como Ele nos amou (cf. Jo 13,34). Poderíamos dizer que a única exigência seria amar? Sim! Pois quem ama é verdadeiro, quem ama é honesto, quem ama é próximo, é sensível, é disponível, é solidário, é missionário, é prestativo, é de oração, QUEM AMA É COMUNIDADE.
Na Exortação Apostólica Vita Consecrata, São João Paulo II diz: ”Na vida de comunidade, também se deve tornar de algum modo palpável que a comunhão fraterna, antes de ser instrumento para uma determinada missão, é espaço teologal, onde se pode experimentar a presença mística do Senhor ressuscitado (cf. Mt 18,20) (90). Isto verifica-se graças ao amor recíproco de quantos compõem a comunidade: um amor alimentado pela Palavra e pela Eucaristia, purificado no sacramento da Reconciliação, sustentado pela invocação da unidade, especial dom do Espírito para aqueles que se colocam numa escuta obediente do Evangelho. É precisamente Ele, o Espírito, que introduz a alma na comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo (cf. 1 Jo 1,3), comunhão essa que é a fonte da vida fraterna.” Todos os dias o sim a Deus precisa ser renovado e com isso, o sim à vida partilhada, vida ofertada. Uma vez que se deixa tudo para trás para abraçar a única riqueza que é Jesus, é preciso constantemente encontrar forças no Senhor e louvá-Lo por ter presenteado irmãos e irmãs e nos ajudam igual como aquele cirineu que ajudou o próprio Senhor a carregar sua cruz.
Viver em comunidade é graça, é alegria. Somos salvos diariamente do nosso egoísmo, medos, paralisias e desânimo. Ao lado dos nossos irmãos e irmãs podemos oferecer à Ele o nosso melhor porque quem ama é comunidade, é fraterno.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

FELIZ VERDADEIRA ALEGRIA.

E iniciando as oitavas de Natal, onde celebramos oito dias daquela noite da Verdadeira Alegria, possamos, meus Irmãos e Irmãs, não perder esse sentimento que nos foi proporcionado: nós encontramos a verdadeira alegria na manjedoura, o Cristo menino que veio para nós! Como os três reis magos, que sabiam o que iam encontrar, seguiram a sua Luz e lhe renderam presentes. Nós também sabemos quem íamos encontrar na manjedoura, e o que nós levamos para presentar  esse Menino que acaba de nascer?Nosso coração, nossa vida… É tempo de refletir no que temos oferecido a Deus.

Um menino, pequeno, sem regalias… nasce em meio aos animais, entre as palhas…Simples!A alegria está escondida na Manjedoura. Por isso vemos: Felizes os pobres de coração porque herdarão o Reino dos Céus, essa é a nossa Alegria. A Salvação que se esconde nessa frágil Manjedoura nos apresenta a verdadeira alegria e sentido de nossa vida cristã, de nossa vida Consagrada. Nosso Papa insiste: “Onde há Consagrados, há alegria”, dize-o porque sabe que os consagrados vivem ao redor da Manjedoura contemplando a Salvação e, na escolha de abraçar a pobreza que ela apresenta alcançam a Bem aventurança por isso são felizes. Aí está nossa alegria: O Céu que herdamos na pobreza da Manjedoura.” (Me. Isis, ID)Vamos viver ao redor dessa manjedoura, retornemos a ela para que a nossa alegria seja completa, voltemos para que Ele nos envolva em seu olhar e em seu coração.

Que nessas oitavas de Natal, não venhamos perder esta essência que celebramos dias atrás. A verdadeira Alegria, a alegria que não passa. Mesmo que as vezes queiramos voltar, retroceder, nos voltemos à manjedoura, onde nasce toda a força para continuarmos a prosseguir na nossa missão e vocação!Que esteja sempre em nosso coração o Menino Deus, que veio para o mundo para nos amar e nos ensinar a amar. Assim Seja.

Feliz Natal! Feliz Verdadeira Alegria!

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

CONFIANÇA E ABANDONO.

Na vida cristã, somos todos chamados e chamadas a renunciar a si mesmo, tomar nossa cruz e seguir. Esse seguimento deve ser constantemente alimentado com a confiança e o abandono diante da voz Daquele que chamou. Viver de fé, viver de esperança e não mudar a “rota do coração” diante dos desafios que esse seguimento implica, pois devemos logo compreender que, sem a Divina Graça, não conseguimos ir muito longe; com as próprias forças quase nada faremos, mas com a graça podemos ir longe. Como na vida do Apóstolo Paulo, que tendo consciência de seus limites e buscando uma vida reta, recebeu do Senhor este consolo: “Para você é suficiente a minha graça, pois a força se cumpre na fraqueza.” (2Cor 12, 7-10)

Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face viveu uma vida escondida, muito embora tenha se tornado a Padroeira das Missões. E quem não conhece esta querida santinha? A pequena Carmelita era “escondida” na Graça. Certo dia, Santa Terezinha partilhava que tinha muitos medos, e que tais medos lhes fazia recuar, mas com a graça de Deus ela não somente avançava, mas voava. E este vôo que ela é justamente a configuração de sua vida com a vida de Cristo. Seu coração que se assemelha ao Divino Coração no amor e na capacidade de se dar, de ofertar tudo o que tem.

Falar de Abandono e Confiança é falar de dois pilares que constituem a Via da Pequena, ou também conhecida como a Via do Amor. Deixemos que esse amor toque nossa vida, nossa história, nosso agora e transforme tudo em nós para o Amor. Que não tenhamos medo de nos abandonar Nele, pois é somente Nele que estamos seguros.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

VIVER A SANTIDADE COM ALEGRIA.

O documento pastoral Gaudete et exsultate “Alegrai-vos e exultai”, feito pelo Papa Francisco e publicado no ano de 2018. Este documento tem a intenção de nos fazer crescer na vida de santidade e viver esta vida de alegria através do próprio pedido de Jesus: “Sede santos assim como o vosso Pai Celeste é Santo” (Mt 5,48). E Ele não faz somente o pedido, mas nos ensina como, através das bem-aventuranças; nelas há traços do rosto do Mestre, o qual somos chamados a deixar transparecer no dia a dia da nossa vida.2  

O Papa Francisco em sua missão de pastorear suas ovelhas, através de um olhar de cuidado sobre cada membro da Igreja, vem nos alertar sobre a vida de santidade que todos os batizados devem assumir independente do lugar ou vocação, e que além de assumir esse chamado é necessário vive-lo com alegria, mesmo nos momentos difíceis. Uma alegria que deve ser característica de nossa fé, que revelam um cristão que se esforça para combater as situações de pecado, aqueles que nos impedem de ser o homem novo semelhante a Cristo. Deixar as vontades próprias; o desejo de ser superior aos outros; o pensar só em mim e pouco me importar com os outros; a falta de humildade, onde tantos outros males prejudiciais à minha relação com outro, são consequências de um individualismo doentio. O semblante que deve prevalecer em nós mediante a esta vida de perfeição, é o da alegria e não o de desânimo que contamina tudo em volta. Tornar tudo mais alegre, em cada ação nossa, e a partir de nós! Vivendo uma vida de santidade, como consequência de uma conversão total como nos pede a Igreja; não por partes de nós ou pela metade, mas sendo homem inteiro, que se abre a vida nova que o Ressuscitado propõe a todos. Sendo assim, a partir de nós mesmos, a vida de santidade é possível para cada batizado em seus respectivos estados de vida, contanto que não se arranque suas experiências pessoais, seus afetos, suas potencialidades (mesmo que escondidas) e até mesmo limitações; pois dessa forma, não é possível capacitar homens para o Reino de Deus com uma parte de si obscura, que não se mostra.  

A intenção do Papa nesta exortação é também de nos fazer ter uma consciência de que santidade não é algo que abraçamos e que nos tira a humanidade, é totalmente o contrário, ela na verdade nos faz ser quem somos, com a nossa humanidade. “Santidade é também saber por si mesmo, onde quer chegar”.3 Existe uma meta que precisa ser alcançada, mas se nós por livre escolha não queremos chegar a lugar nenhum, pois preferimos o comodismo, o individualismo, e deixar que a vida nos leve a algum lugar, devemos automaticamente saber também que “quem não quer chegar a lugar algum, jamais irá encontrar-se” pois saber quem eu sou, passa por um percurso, onde há memórias, há história, há um homem cheio de si. É justamente esse homem que Deus chama! 

Não existiu santo sem conversão, não existiu santo que não se trabalhou em vista de imitar o exemplo de Nosso Senhor Jesus, não existiu santo que deixou de ser inteiro, de ser quem era mesmo. Existiu muitos santos que sabiam onde queria chegar, e de que forma iria chegar no propósito. Estes sim se encontraram e alcançaram a meta, eles são “grandes expressões que temos como exemplos”.4 Atualmente há muitos outros a nossa volta, e o O Papa chama estes de “santos ao pé da porta”, são aqueles tão próximos de nós em nossa vivência, que muitas vezes passam por nós e não percebemos.5 A Santidade de fato, é como uma meta que precisa ser alcançada; E que maravilha que o Senhor nos deu irmãos na caminhada, não quis que cumpríssemos a meta sozinhos. Não tem como querer conhecer a Deus e ainda querer conhecer a si mesmo, sem ter relação com tudo o que está fora de si. Os santos sabiam onde queriam chegar, por isso se conheceram tanto. E eles também viveram não só de solidão, mas primordialmente de comunidade, de relação, de dedicação ao irmão. Deus é um Deus de relação, e nós que somos criaturas não podemos viver diferente do Criador. 

Em uma de suas homilias, o santo padre vai falar que existe duas riquezas que não desaparecem: O Senhor e o Próximo!6 Exatamente as bases eficazes, para nossa construção quanto pessoa madura e santa. O Senhor chama a cada um de nós, com nossas individualidades, histórias de vida diferentes, capacidades diferentes, limitações diferentes, mas com a mesma meta de ama-Lo, de viver em comum unidade, de viver em caminhos diferentes com vocações diferentes, mas em vista do mesmo amor. E na vivência da santidade que faz jorrar alegria, a beleza de sabermos que não devemos enxergar esta vida como algo inalcançável, “não é para mim!” 7… Na verdade é para TODOS e de maneira simples nas pequenas coisas do dia a dia. Será erro nosso mostrar para as pessoas, semblantes cansados, penosos, sofridos, tristes. Ninguém vai querer provar do Amor, vão achar que a santidade é sem “graça”, quando na verdade santidade é ser feliz e é Graça! 

“Nem tudo o que um santo diz é plenamente fiel ao evangelho, nem tudo o que faz é autêntico ou perfeito. O que devemos comtemplar é o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santificação, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa”.8 Nós não somos perfeitos, e tendo essa consciência, faz-se necessário enxergar a vida do outro como um dom muito valioso. Deus me deu o irmão que está à caminhar comigo e eu também preciso validar as suas lutas, não devo parar simplesmente nos erros que ele comete, pois seria de fato ignorar a história de vida dele, o seu caminho de santificação. Nesta caminhada rumo ao céu, todos nós estamos juntos ou pelo menos deveríamos estar! Eu preciso do outro e o outro precisa de mim. 

As práticas do Gnosticismo e do Pelagianismo acarretam problemas grandes demais nas nossas relações com Deus e o próximo, nos impedindo de ser santos. E muitas vezes de forma quase que sem percebermos ou até mesmo sabendo que o que faço não está certo, mas continuo a praticar. Precisamos nos policiar quando queremos saber de tudo, controlar a vida dos outros, os sentimentos de superioridade“gente que quer só saber, mas não coloca em pratica o que sabe”.9 Confiar nas próprias forças sem reconhecer a graça de Deus, e ainda pensar que “é por minhas forças que faço o que faço”. Mas se TUDO é Graça, como que é por minhas próprias forças se nem forças eu possuo? Tudo depender das próprias forças, sem precisar de Cristo que de fato transforma minha condição humana, jamais é Santidade!  

A grande regra de comportamento que se encontra no Evangelho de São Mateus, nos leva a perceber que no caminho de santificação tanto pessoal, quanto comunitário, existe quatro ações que precisamos colocar em prática: Dar, Acolher, Cuidar e Ir. Agir com misericórdia como Jesus agiu e nos ensinou. Nós precisamos agir, sair de nós, ir ao encontro, tocar o outro, fazer como Jesus fez! Claro que muito exigirá de nós essas atitudes, mas devemos pensar que nossas ações se tornam consequências na vida dos outros. Por isso que o testemunho fala muito mais. Isso é ser santo! Na exortação é muito evidente que olhar para nossas relações, na igreja, na família, em qualquer que seja o meio, exige de nós um olhar que compreende que em cada história de vida, há a construção da missão de um santo. 

“…a salvação não consiste na autorrealização do indivíduo isolado, e, muito menos, na sua fusão interior com o divino, mas na incorporação em uma comunhão de pessoas, que participa na comunhão da Trindade”.12 Esta frase tem todo um sentido em relação à intenção da exortação do Papa na Gaudete et exsultate, que vai detalhar muitas coisas que são necessárias para nossa caminhada quanto batizados chamados a viver a santidade com alegria. O percurso que o santo padre nos faz olhar com clareza é justamente o de alcançarmos uma santidade alegre baseada na minha relação com o que está fora de mim, os irmãos, a comunidade. Que à exemplo da Virgem Maria Divina Pastora nos tornemos capazes de ser sensíveis ao olhar para todos, ela que percebe a necessidade de cada um, nos ensine também a ver além do que está só na nossa frente! Santidade é ter esse olhar que vai além e que mostra ser feliz. Feliz por que acreditou e acredita. 

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

Quem menos merece, mais merece!

”Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos,
mas, sim, os pecadores ao arrependimento” Mc 2:17.

Em se tratando da Misericórdia de Deus, eis a fórmula: Quem menos merece, mais merece!
Isso é a lógica do Amor Misericordioso de Deus que São Paulo deve ter descoberto, pois foi capaz de
dizer: “Se me glorio, me glorio de minhas fraquezas… Porque, quando estou fraco, então, sou forte”
(II Cor 12, 9-10). Tanto sofremos enquanto religiosos por não conseguirmos ser capazes de oferecer
a fidelidade perfeita ao Senhor, entristecemos nossos corações diariamente diante de nossas quedas
e fragilidades, o que, claro, deve nos ser útil à contrição de nossos pecados, mas, no entanto, tantas
vezes não conseguimos utilizar para nos fazer crescer em humildade, em compaixão.

Perceber-nos frágeis e errantes podem gerar em nós dois impulsos: ou nos desesperamos,
entristecendo-nos e enchendo nosso coração de culpa que não passa da vaidade e orgulhos feridos,
o que só nos faz querer abandonar a caminhada para nos fazer ir em busca de algo em que sejamos
bons de verdade e assim não termos que lidar constantemente com os insucessos de nossa condição,
porque na verdade, vivemos com um constante medo da rejeição. Ou ao contrário, a percepção de
nossos limites e fragilidades deve gerar em nós uma contrição perfeita, aquela que alcança a
humildade e a dependência de Deus, nos fazendo crescer e que ainda nos torna mais sensíveis e
compassivos diante das fragilidades dos irmãos. Nós é quem determinamos o efeito que queremos!

Essa é a grande questão: como tenho, afinal, lidado com minhas imperfeições e limites? A
misericórdia de Deus redireciona tudo em nós, ela é capaz de dar sempre mais perdão e paz para
aqueles que entenderam que a fidelidade é construída pela luta, pelo “bom combate”, por “guardar
a fé”, que se não fosse tão assaltada não teria necessidade de sermos exortados pelo Apóstolo Paulo
a tão bem guardá-la.

Amar Jesus é guardar sua Palavra (Jo 14,23), e isso não significa não errar, mas sim torná-la
nossa vida, isso implica o ajuste diário de nossa vida e diante de nossas falhas e quedas mantê-la
como combustível em nosso coração, pois o Senhor veio para o que está doente, não para o são (Mc
2:17). Sejamos, portanto, capazes de entender o valor de reconhecer nossas fraquezas como ímã que
atrai até nós o Amor Misericordioso de Deus, pois “foi ainda quando éramos pecadores…” (Rom 5,
6), que sua infinita Bondade sacrificou-se por Amor de nós, para nos dá a vida e vida em abundância.
Não esperou Ele que merecêssemos Seu Amor, mas foi nossa indignidade, porque exatamente,
somos fracos e doentes e não merecemos que nos Amou, e nos deu em Seu Amor a dignidade!

A ação da Misericórdia em nosso coração e nossa vida também gera em nós sensibilidade,
verdadeira compaixão com as fraquezas de nossos irmãos, começaremos daí a estender a mão para
levantar, perdoar, aceitar e acolher com mais facilidade, quanto mais reconhecermos nossas
fraquezas diante de Deus e nos sentirmos amados e sustentados por Ele, menos forças teremos para
julgar e atirar pedras. Aprenderemos a oferecer esta Misericórdia da qual experimentamos dia após
dia, e tornaremos muito mais suave os fardos que nossos irmãos carregam por suas imperfeições.

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3). Felizes
são os pequeninos a quem o Pai quis revelar o Seu Filho, o Seu Amor! E quem encontra o colo desse
Bom Pastor, que é pura Misericórdia e é capaz de deixar as 99 ovelhas para ir ao encontro de nós,
ovelhas tontas que vivemos nos perdendo, é verdadeiramente feliz e nele confia. Quem menos
merece, mais merece! Não devemos nos esquecer jamais disso, porque o demônio quando nos
espreita e leva pela tentação ao pecado quer que perdamos tão somente o colo do Pastor, que
decidamos nós abandoná-lo, pois o demônio sabe que Ele jamais abandonaria… sejamos espertos,
lutemos com toda nossa força para não cair, e se por desventura chegarmos a cair, aproveitemos pra
ir ao encontro desse Bom Pastor que nos espera com seu Lado aberto, com o Seu Coração como
abrigo, cura e perdão, e que por meio do sacramento da reconciliação nos perdoa e ainda nos
alimenta para que retornemos à caminhada ainda mais fortes, seguros e felizes! Assim
conseguiremos como São Paulo exclamar a alegria de sermos fracos, pois aprendemos em nossas
fraquezas fazer-nos fortes e reconciliados conosco e com o Pai da Misericórdia também nos
tornaremos o que Ele é.

“Misericordiosos como o Pai”

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

Somente queres que eu te siga…

“Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (lc 14, 26-27).

Seguir o Senhor é caminhar após Ele, carregando a Cruz do sacrifício da nossa
vontade, de nossos sonhos e até mesmo de nossa visão. É tão claro esse desejo de Jesus: de
que apenas O sigamos e quanto tempo ainda perdemos de avançar nesse caminho
preocupados demasiadamente com tantas coisas, com as incertezas, com as respostas que
exigimos possuir para poder andar.

Ora, quem caminha atrás de alguém não precisa ver o caminho, precisa apenas
confiar, logo, podemos perceber que nossos estacionamentos no seguimento do Senhor, no
cumprimento de sua vontade, não são por falta de visão, mas por falta tantas vezes de
confiarmos naquele que vai a nossa frente e que não só caminha, mas, é O caminho! Ele deve
ser a certeza de que não nos perderemos. É preciso confiar, Por que então insistimos em
querer saber o caminho se Ele próprio só deseja que nós o sigamos?

Devemos dedicar nosso tempo em fazer crescer nossa confiança, afinal nos garante
o salmista “É feliz quem a Deus se confia” (sl 1). Podemos largar para trás o medo de errar e
a ânsia de conhecer a Vontade de Deus, o foco é segui-Lo! Dediquemo-nos ao que Ele mesmo
se dedicou: “Eu vim não para fazer a minha vontade, mas a Vontade daquele que me enviou”
(Jo 6, 38). Se nos atentarmos bem a esse texto, Jesus não fala que veio “conhecer”, mas que
veio “fazer” a Vontade do Pai. Outrossim possamos nós também como Ele nos preocuparmos
com o cumprimento de sua Vontade.

E como então saberemos o que fazer, o que realizar, como cumprir? “Como se dará
isso?” disse a Virgem Maria no anúncio do Anjo sobre a Vontade de Deus pra sua vida, e é
perceptível como no texto de Lucas o Anjo não vai esmiuçar o que deverá fazer a Virgem
Maria nessa longa e dura caminhada de ser a Mãe do Salvador. Como pode então Maria não
se perturbar, não errar e ainda responder indubitavelmente “eis aqui a serva do Senhor, façase em mim segundo a Vossa Palavra? O segredo está na Unidade! Disse Jesus: “Eu e o Pai
somos um” (Jo 10, 30). Maria fez-se uma com o seu Senhor, uniu-se intimamente a Sua
Palavra, guardava-a em paz em seu coração, seu Coração e o dele eram um só, o que desejava
o Senhor, realizava Maria. Eram um! Ou não cremos que é imaculado o seu Coração, assim
como o dele?

Entretanto, nós, quando entramos em um Processo Vocacional por exemplo,
queremos mais descobrir que realizar, quando Maria, nesse mesmo processo, se dispôs tão
somente a realizar. O discernimento vem à medida que nos dispusermos a realizar. E são
essas expressões do ensinamento Mariano: “eis aqui”, “faça”, que devem reger o nosso
processo vocacional e toda nossa vida Cristã, porque na verdade o que importa é que O
sigamos! De outro modo acabaremos caminhando em círculos em volta de nós mesmos, em
volta de nossas próprias especulações, medos e curiosidades.
Lancemo-nos!

Quando o Evangelista narra a Vocação/Chamado dos Apóstolos relata a força do
Senhor que chama e a força de quem foi chamado que se lança a segui-Lo, não existe
interrogações, diálogos, nem mesmo muito tempo, eles IMEDIATAMENTE O seguiram.
Vejamos Mateus, que abandona a bancada de impostos e se lança a segui-Lo sem olhar pra
trás ou no relato de quando resolvem interrogar Jesus diante do chamado que é respondido
com outro chamado: “Vinde e vede”, ou seja, apenas quero que tu me sigas.

Por conseguinte, a Vida Consagrada é uma vida de seguimento, de um eterno lançarse atrás do Caminho, da Verdade e da Vida e é isso que nos assegura a Eternidade, estamos
aqui na temporalidade, mas caminhamos seguindo a Vida, portanto não poderá nem mesmo
a morte nos separar dela. Caminhemos, pois, felizes e seguros!

Qual riqueza pode haver em deixar tudo, sacrificar tudo, perder mesmo a condução
e direção de nosso caminhar? Foi também o questionamento de Pedro: “Nós deixamos tudo
e te seguimos; o que será, pois, de nós?” (Mt 19, 27). Ora, os mesmos questionamentos que
nos invadem são os do coração de Pedro, estamos mesmo seguros? Valerá mesmo a pena?
Haverá justa recompensa, diante do que estamos oferecendo? Não poderíamos ser mais
bem-sucedidos em outra vida? E, claro, que assim como a nós Jesus não deixou Pedro sem
resposta: “Todo aquele que abandonar a sua casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos e terras por
minha causa, receberá em recompensa cem vezes mais, e terá a vida eterna”. Nós podemos
esperar o que mais? Que maior riqueza poderia nos ser oferecida ou poderíamos conquistar
com nossas próprias mãos? Ganhamos o cêntuplo, seu Coração, e a Vida Eterna! Seu Amor é
100 vezes mais que qualquer amor que abandonamos por Ele.

Somente queres que eu te siga… Que essa verdade tire de nós o medo e nos encha
de vigor e valentia para caminhar atrás dele sendo quem somos, com nossas cruzes e lutas,
que tanto nos purificam para melhor encaixarmos nossos pés em suas pegadas de Amor! Que
seja também esse o motivo da nossa alegria. Somos ricos, escolhidos e separados por Jesus
para ser no mundo Mensagem do Amor do seu Sacratíssimo Coração que regenera,
transforma, dá a vida e salva!

“Onde há Consagrado há Alegria”
Vivat Cor Iesu!

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

Tudo é secundário Irmãs Diocesanas.

Madre Isis Stela dos Santos.

No mistério da vida Consagrada, a vida de Oração é como âncora, que deve nos
prender em Deus e impedir que as correntezas nos arrastem nos levando para
longe de sua Vontade! Na maioria das vezes um Consagrado não desiste da sua
caminhada porque quer deixar Jesus, sempre alega circunstâncias que não o
permitem continuar no seguimento, no entanto, o que pouco se percebe é como
se chegou as tais circunstâncias… cada minuto que perdemos diante de Jesus é
como uma inquietude adquirida que aos poucos e somada a outras vão nos
levando ao caos da frustação, desânimo, confusão e por fim da desistência.
Na vida que abraçamos precisamos ter muito cuidado para que o ativismo não
se torne a grande causa de estarmos falhando na vida de Oração! Quanto temos
nos dedicado a contemplação? Quanto temos nos dedicado a não fazer nada
para deixar que Ele faça algo em nós? Sim, o nosso ativismo pode até parecer
útil por edificar a muitos ao nosso redor, mas muitas vezes acaba sacrificando
a melhor parte que escolhemos e abraçamos em nossa vida consagrada. É
necessário estar com Jesus!

Lembremos de São João Paulo II, como priorizava a Oração, como se demorava
nas capelas em Adoração, tanto que era necessário que fossem fechadas quando
ele fosse passar pelos corredores para que ele não acabasse entrando e perdendo
seus compromissos de Papa! Ele nos ensinou muito bem que tudo precisa ser
secundário! Tudo precisa vir depois de nossa hora preciosa, a hora de estar com
Jesus, hora santa que nos santifica.

Tudo precisa ser secundário! Talvez essa seja a grande conversão que
precisamos! Em primeiro lugar deve estar o Coração Eucarístico de Jesus, nosso
Senhor e Amor. Já rezei hoje? Já meditei a Palavra hoje? Já abasteci meu
espírito? Essas devem ser as maiores preocupações de nossas almas, caso
contrário, todo resto do que fizermos no dia será inútil. O que fazemos nada se
torna se não o consagrarmos antes a Quem de fato tudo faz!

Tudo deve ser secundário e talvez o nosso maior pecado seja esse, colocar a
oração como secundária, deixar o nosso momento com Jesus para depois, para
o fim, para quando for possível, fazê-la mal, vive-la pensando no que temos
para fazer depois… Só conseguiremos ser castos, pobres e obedientes se
estivermos cheios daquele que de fato é Casto, Pobre e Obedientíssimo. Se O
deixamos por secundário, acabamos nos enchendo de nós mesmos ou pior nos
enchendo do mundo e assim nos tornando o que o mundo é.

Tudo precisa esperar. Tudo pode esperar! Afinal, é isso que nos torna separados
do mundo, é isso que indivisa nosso coração. Mesmo as almas podem esperar,
mesmos os pobres podem esperar, pois dizia Santa Madre Teresa de Calcutá às
suas irmãs que se não rezassem não deviam ir ao encontro dos pobres porque
não teriam o que oferecer a eles. Quando era questionada de como realizava
tantas obras de caridade aos pobres sempre respondia dizendo: “Sou apenas um
mulher que reza”. Por isso, nossa prioridade precisa ser estar com Jesus, ou
acabaremos nos perdendo no meio de feitos infecundos e frustrantes.

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu” (ecle
3,1), mas tudo pode esperar! Insisto, tudo pode ser feito depois, por mais
urgente que seja. O Amado escondido sob o véu do Sacramento, a nossa vida
de oração, precisa ser nossa preferência de todos os dias, nosso primeiro olhar,
nossa primeira comunicação, intuição, esforço, cuidado, preocupação, devem
ser sempre Ele! Todo resto deve ser secundário, e é isso que harmoniza até
mesmo nossa vida Fraterna. Se adorarmos mais nós iremos contemplar mais
frutos, assim pensava São João Paulo II que se não tivesse muitos
compromissos dizia ter que adorar 1 hora, mas se tivesse muitos compromissos
então teria que adorar mais, dizia que ia precisar adorar 3 horas!

Não podemos ser missionários sem antes sermos contemplativos, precisamos e
primeiro ouvir a mensagem do Amor e só depois é que poderemos anuncia-la.
É necessário primeiro nos enchermos de Deus para depois leva-lo aos corações.
Nossa missão não é prioridade, nem deve jamais ser. Nossa missão é
consequência de nossa vida encontrada no altar do Senhor, encontrada em seu
Amor que nos preenche e nos lança ao encontro de seus pequeninos, de suas
ovelhas desencontradas que caminham a nossa espera… Se invertemos essa
ordem, tudo se transforma em desordem, frustação e não veremos jamais frutos.

Se muito O amamos e o amamos com prioridade não nos cansaremos…
“descansaremos no Amor” como dizia Santa Madre Teresa em sua biografia.
Tudo deve ser secundário em nossa vida, tudo passa, tudo se refaz. Por isso,
amemos a Jesus com PRIORIDADE! Nada deve estar acima daquele que nos
desposou e nos fez seus. Somos pertença de Deus!

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!

Seguir é configurar-se

A chamada de Jesus para segui-Lo é o que certamente inquieta a vida de
tantos jovens, homens e mulheres, despertando neles o desejo de resposta, mas
também faz surgir diversos questionamentos e indagações sobre tal caminho a se seguir.
Jesus em sua vida pública foi sempre acompanhado de grandes multidões, sempre
arrastava pessoas que por motivos diferentes queriam ouvir sua Palavra, receber
milagres, assistir as curas e até perseguidores que tentavam pegá-lo em contradição a
lei judaica. Nesse contexto, diz Jesus: “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 14), numa linguagem
bíblica, pastor pressupõe a mais extrema ternura e compaixão, a terna misericórdia do
coração de Deus pelo seu povo e é assim que Jesus se revela e ilumina aqueles que são
chamados a continuar a missão de apascentar as suas ovelhas. Revelando sua identidade
compassiva e sua missão de pastoreio Jesus também nos convida a uma intimidade.
Seguir Jesus requer intimidade: relação estreita, convívio próximo, assim como foram
com seus apóstolos que Ele formou.

Entretanto, seguir Jesus tem seus desafios, implica planejamento, não é
algo impulsivo ainda que exija prontidão. Quando Jesus se direciona as multidões no
evangelho vai colocando as exigências desse seguimento, “Se alguém vem a mim, mas
não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs
e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não
caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,25-33), ou seja, há de fato
critérios para tal seguimento, e Ele continua dizendo ser necessário planejamento, é
preciso calcular se estamos realmente dispostos, se iniciando tal processo, seremos
mesmo capazes de continuar a luta… Afinal, seguir Jesus é configurar-se!

O objetivo do seguimento é a identificação com Jesus Cristo, nosso Bom
Pastor e essa identificação é o que chamamos de configuração, pois não se trata apenas
de se identificar com a Pessoa de Jesus Cristo ou de se sentir atraído por Ele, mas, de
uma configuração plena no assumir sua vida, como nos diz o apóstolo Paulo: “e já não
sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20), essa é a santidade que somos
chamados a assumir em nossa vida consagrada.

Buscar a configuração com o seu Coração manso e humilde é assumir sua
vida, sua vida de pastor e missionário, que é inquieto em dar sua vida pelas ovelhas.
Configurar-se a Ele: este é o caminho. Ele é o caminho! Nos discípulos de Emaús vemos
também o mistério desta configuração que se desperta no encontro com o ressuscitado
que se apresenta no caminho e faz arder o coração com sua Palavra, mas que se
compreende no partir do pão, na oferta, no fazer-se alimento nos impele a ir ao encontro
e inquieta a anunciar, nos faz missionários. Assemelhados a Ele teremos sempre os pés a caminho, afinal Ele é aquele que não se cansa, que é capaz de deixar as 99 e ir ao encontro da que se perdeu, jamais se acomoda no redil, é inquieto no amor, cheio de uma compaixão que é inquietante.

No entanto, seguir Jesus como um processo de configuração é trabalho
árduo que requer entusiasmo e perseverança, somos demasiadamente levados à
estacionar, não nos acomodemos. Nosso chamado à santidade nos convida a assumir a
fisionomia de Jesus, imprimindo em nós seus sentimentos, a santidade do seu coração,
e nos tornarmos cada vez mais parecidos com Ele e isso deve começar já, não se pode
esperar. Santa Teresinha já dizia: só temos hoje, assumir em nós a sua vida, nos
parecermos com ele isso é se configurar, isto é seguir! Deve ser essa nossa maior
preocupação vocacional, viver na intimidade de Jesus Bom Pastor nos configurando cada
dia mais a Ele, assumindo sua vida, sua compaixão, sua missão. É nessa relação que deve
ser nutrida a caridade pastoral que é a virtude que anima e guia a vida espiritual e
missionária diocesana.

O Instituto das Irmãs Diocesanas do Divino Coração é um Instituto de Vida Apostólica cujo Carisma é “Ser Elo entre as ovelhas e o Bom Pastor” tendo como grande inspiração a figura de Maria nas Bodas de Caná, que foi Elo de aliança entre Jesus e o povo, estando atenta e disponível às necessidades do povo. O Coração de Jesus Bom Pastor é o Patrono das Irmãs, sentido e única riqueza. A Espiritualidade Diocesana as faz estarem inseridas na Igreja, com o Povo de Deus, sendo apoio diante das necessidades das Dioceses, Paróquias, Pastorais e Movimentos. São Irmãs da Igreja! Neste ano de 2023, entraram no Ano Jubilar de 10 anos de Fundação do Carisma tendo como berço a Arquidiocese da Paraíba, a qual hoje ofertam-se, oferecem suas orações e sacrifícios diários. Ser Irmã Diocesana é Graça e Missão!