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“É preciso ter amor e carinho por tudo que se faz na vida”, disse Manoel Xavier de Araújo ao iniciar a entrevista. Hoje, aos 87 anos, ele transborda alegria em falar dos seus 50 anos de dedicação à Igreja da Paraíba na missão do diaconato permanente.

Aos 13 anos de idade decidiu ingressar no Seminário Salesiano da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Queria entender o divino, queria compreender alguns mistérios da vida. Aos 20 anos, curioso e estudioso, decidiu pedir ao seu Prior um tempo: um período sabático de um ano, uma experiência fora dos muros do seminário, pois só assim, poderia entender se realmente queria seguir a vocação sacerdotal. “Pedi essa experiência para conhecer a realidade do mundo, pois um dos meus grandes desejos era estar em missão na África, era estar em missão em outros países, e eu acreditava que só assim iria decidir se queria ser padre ou não”, explica o diácono.

Decidiu nesse ano sabático ingressar no exército. Foi transferido para Fernando de Noronha (PE) e, tempos depois, foi alocado na cidade de João Pessoa. “Eu não conhecia nada aqui, era muito envergonhado e já estava percebendo toda a responsabilidade de servir ao exército do meu país”, relata. Em uma noite de festa na praça que ficava em frente ao seu dormitório, ele saiu para passear e lá conheceu sua esposa, Rosa Maria. No outro dia enquanto acompanhava com o olhar a procissão de São José que passava próximo ao quartel, ela o avistou e foi conversar com ele. Descobriram que eram conterrâneos e logo se apaixonaram.

Em janeiro de 1954, ele seguia para Natal com o objetivo de pedir ao seu Prior mais um ano sabático, mas recebeu a negativa e o ultimato de, caso não se apresentasse até o dia 5 de fevereiro a sua vaga seria preenchida. Decidiu então noivar e casar e, três anos depois, participou de um curso para Professor de Ensino Religioso, por indicação do Arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires. Após finalizar o curso, Dom José o chamou para uma conversa. “Ele foi logo me dizendo que estava abrindo no seminário vagas para ordenar diáconos permanentes, que eram homens casados que serviriam na Igreja e que eu era seu primeiro candidato a participar dessa turma”, lembra o diácono. “Eram 16 colegas, todos homens acima dos 50 anos e só tinha eu jovem, com 27. Muitos não queriam minha participação, mas Dom José confiava e acreditava em mim”, recorda saudoso.

Manoel Xavier de Araujo é um dos primeiros diáconos ordenados do Brasil e o primeiro do Estado da Paraíba. Foi considerado por Dom José Maria Pires o diácono missionário, que tinha a missão de preparar áreas pastorais para se tornarem paróquias. Rangel, Cristo, Várzea Nova, todas essas áreas foram preparadas pela coragem, pela fé e pelo amor que tinha ao serviço diaconal. “Em Aparecida, no bairro do Cristo, eu cobria uma área de 26 comunidades, conhecendo a vida e a fé de cada um, porque eu acredito que é preciso ter humildade para esse trabalho que requer amor e carinho por cada pessoa que você conhece”, afirma Manoel.

 

“Enquanto tiver voz e energia, servirei ao Senhor”




O Diácono Manoel Xavier celebrou 50 anos de Ordenação Diaconal no dia 11 de janeiro de 2020, na Paróquia São Francisco das Chagas, que fica no Bairro do Rangel em João Pessoa, onde realizou sua primeira missão como diácono. Ele recorda de todos que o auxiliaram nessa caminhada, como amigos queridos de todas as áreas pastorais e paróquias por onde passou, além dos frades franciscanos que o apoiaram em sua caminhada pastoral. “Precisamos ser gratos àqueles que nos deram a mão, precisamos também ser perseverantes, pois é a perseverança o centro de nossa caminhada na fé. Enquanto eu tiver voz e energia, estou oferecendo meu serviço as obras do Senhor”, concluiu.

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Artigo do Arcebispo

O mundo inteiro reconhece grandiosamente o valor de se celebrar o Dia das Mães. A maternidade tem um lugar privilegiado nas relações humanas. Para a Igreja, a maternidade é uma missão. Toda mãe deve ajudar na educação dos filhos, e educa pelo caminho seguro das virtudes. O Papa Francisco, de forma muito acertada, nos diz com simplicidade o sentido da maternidade: “De fato, as mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta (…). São elas que testemunham a beleza da vida. Sem dúvida, uma sociedade sem mães, seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral.”

Para o Papa, a dedicação materna ajuda a formar sociedades humanizadas. Contudo, os nossos dias assistem escandalosamente a escolha egoística de mulheres que abraçam o casamento mas optam por uma vida familiar sem a alegre e trabalhosa presença de filhos. Em uma de suas homilias, o Papa Francisco ensinou-nos algo muito belo e que expressa com profundidade o significado da maternidade humana: “A fé se transmite num ventre materno, o ventre da Igreja. Porque a Igreja é mãe, a Igreja é feminina. A maternidade da Igreja se prolonga na maternidade da mãe, da mulher.” Quantas verdades nestas palavras: A maternidade da Igreja se prolonga na maternidade da mãe! A beleza do ser mãe educa o homem a constantemente reorganizar sua vida a partir da generosidade, do sacrifício e da dedicação. As nossas mães são verdadeiros sinais de amor gratuito e de dedicação ao outro. 

Peçamos à Nossa Senhora, modelo de maternidade, que nos ajude a viver com paciência este tempo de isolamento social, sendo sinal de gratuidade mútua em nossos lares. Que a dedicação da Virgem Maria afugente essa pandemia que tanto tem feito sofrer os homens e mulheres de boa vontade. 

Dom Frei Manoel Delson
Arcebispo da Paraíba

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O Sacramento da Eucaristia, juntamente com os outros sacramentos que iniciam a vida cristã, Batismo e Crisma, constituem a origem da própria vida da Igreja. A Igreja não vive sem a Eucaristia. Esta “constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-Se Pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos”(Papa Francisco). A Eucaristia sempre nos põe diante da Misericórdia, ou melhor, coloca-nos para dentro do lado aberto do Senhor na cruz. Aqui nos encontramos diante do maior ato de caridade visto pelos homens e mulheres, “a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem” (Papa Emérito Bento XVI).

 

O último sínodo realizado pela Igreja, o da Amazônia, reafirmou que a Eucaristia é o grande sacramento que opera a unidade da Igreja (Cf. Exortação Pós-sinodal Querida Amazônia, n. 91). A unidade da Igreja é fortemente um fruto da comunhão que fazemos com Deus e com os nossos irmãos. Chamamos facilmente a Eucaristia de comunhão, e não é errado chamá-la assim. Mas que tipo de comunhão esse sacramento exige? O Papa Francisco em uma de suas catequeses sobre os sacramentos, afirmou que fazer comunhão significa participar da mesa eucarística que prontamente, mediante nossa fé e por graça do Espírito Santo, nos conforma a Cristo de maneira singular e profunda. Ele ainda diz que o fim dessa comunhão, em plena comunhão com o Pai, nos levará ao banquete do céu, juntamente com todos os santos. A Eucaristia é o alimento que nos fala das coisas futuras, mas também nos fala da caridade que gera unidade ainda neste mundo.

 

O nosso serviço de caridade junto aos pobres e necessitados, sinal da unidade querida pelo Senhor, é consequência bendita da Eucaristia que celebramos em nossas Igrejas e Capelas. Quando perdemos tempo com divisões, deixamos de evangelizar os pobres, deixamos de estar próximos a estes.

 

E o que fazer para que o nosso povo conheça mais sobre a importância da Eucaristia? “A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada” (Sacramentum Caritatis, n. 64). A doutrina cristã não é um amontoado de regras antiquíssimas, mas trata de uma Pessoa, de uma experiência real com a Pessoa de Jesus Cristo. Quando participamos ativamente da Missa, que não significa fazer coisas ou assumir funções dentro dela, o nosso coração realmente ancora-se no Senhor. Somos banhados pela Sua Misericórdia e passamos a ter em conta no coração e no convívio aqueles que são os nossos irmãos: os mais necessitados, os pobres, os prediletos do Senhor. Que a Virgem Santíssima, a Mulher Eucarística, nos ajude a comungar a vida do Senhor em consonância com as necessidades dos mais pobres, como Ela fez ao correr ao encontro de sua prima Isabel (CFf. Lc 1,39). A verdadeira comunhão eucarística nos coloca apressadamente a caminho dos outros!

 

Dom Frei Manoel Delson
Arcebispo da Paraíba

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 “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.’ (Mt 4,16-17). Estas são palavras do Evangelho que expressam muito bem a missão de Jesus: salvar o homem das escuridões de todos os tempos! Existe dentro de cada um de nós uma Galileia dos pagãos que precisa conhecer o anúncio do Reino de Deus. Aquela, para os evangelistas, não é somente um lugar periférico da geografia palestina, ela também simboliza os corações humanos que necessitam conhecer o amor de Deus que ilumina e aquece.

 

Aos pagãos de todos os tempos foi anunciado uma boa nova: as trevas viram uma grande luz (Cf. Is 8,23 – 9,1). A luz de Cristo não conhece barreiras, sua pregação revela que o Reino de Deus está sempre próximo a quem se abre generosamente a Ele. Essa proximidade coloca-nos diante de uma exigência amorosa: a conversão. A conversão é sempre o primeiro momento de um grande chamado. O Senhor não só ilumina as nossas trevas, mas chama-nos para o serviço da Igreja no mundo: “’Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens’. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram”(Mt 4,19-20). O chamado de Deus sempre comporta uma partida. Devemos deixar nossas seguranças e apoios, e na Palavra Dele, apoiar-nos se e construir um novo tempo em nossas vidas.

 

As nossas enfermidades nunca devem ser barreiras que impeçam o seguimento do Senhor. Se Ele nos chamou, Ele também nos dará a graça para segui-Lo, e muitas vezes, esse seguimento deverá ser imediato, sem meias palavras. Para o Papa Francisco, “Qualquer renúncia cristã só tem sentido à luz da alegria e da festa do encontro com Jesus Cristo.” O Reino de Deus é este encontro que alegra, é uma Pessoa: Jesus. E Ele está a nos chamar constantemente, chama-nos para o bom testemunho na família e nos ambientes de trabalhos. Que a Virgem Maria, a grande evangelizadora, nos ajude a compreender que o Evangelho sempre nos leva à missão!

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba

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A Ressurreição de Cristo, nossa Páscoa, além de remir os pecados da humanidade e nos trazer a salvação, nos provoca um movimento. Jesus Cristo, nosso Senhor, ao ressuscitar, nos devolve a dignidade humana, perdida pelo cometimento dos nossos pecados. Portanto, a ressurreição de Cristo nos impele, com gestos e nossa vida, oferecer ao próximo esta mesma dignidade, por meio do caminho seguro, que é a virtude da Caridade.

A Páscoa é, acima de tudo, o ato extremo de Caridade de Deus para com a humanidade. O ato de entrega total. Cristo morre na Cruz, vence a morte e, ressuscitado, por meio do seu Espírito Santo, nos devolve a esperança e dignidade. É o Espírito Santo do Cristo Ressuscitado que nos dá força e imprime em nossas almas um ardente desejo de cuidar dos necessitados, porque a Cruz e a Ressurreição anunciam para nós a Misericórdia de Deus e nos envia para o cuidado com o crucificado que habita em nosso próximo.


Portanto, impelidos pelo espírito Pascal, devemos sair do nosso lugar, da nossa zona de conforto e nos direcionar ao próximo, quer seja o nosso irmão mais necessitado que mora nas ruas de nossa cidade, quer seja o idoso que precisa do nosso cuidado e atenção que habita no quarto ao lado, do doente que está num leito de hospital. Celebrar a Ressurreição é fazer como Maria de Madalena, encontrar-se com o Cristo que ressuscitou e correr para anunciar a Boa Nova. E a Boa Nova se traduz na caridade que devemos praticar com o nosso próximo, no agir com Misericórdia para com os nossos irmãos que são a imagem do crucificado para cada um de nós. Tudo isso para que, através do Amor e da Misericórdia por nós ofertado, o próximo possa ressuscitar e ter devolvida a sua dignidade por Cristo, Nosso Senhor.


Unamo-nos ao vigoroso empenho de caridade da Virgem Maria, que muito amou a Deus. Que neste tempo de distanciamento social, os nossos ouvidos não estejam fechados aos apelos dos mais necessitados. De nossas casas, podemos usar nossas redes sociais para mobilizar campanhas solidárias, sejamos criativos. O Evangelho de Cristo é por excelência uma oportuna exigência que nos faz cobrir com caridade os nossos irmãos.

 

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap

Arcebispo da Paraíba

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O Tempo Pascal nos coloca diante da recorrente exigência social da Paz. O mundo tem necessitado de Paz. Contudo, para os cristãos, a Paz não é somente um bem-estar da convivência humana. A Paz do Cristo Ressuscitado é verdadeira e é fruto de constante conversão dos corações humanos. “Esta paz é o fruto da vitória do amor de Deus sobre o mal, é o fruto do perdão. E é precisamente assim: a paz verdadeira, a paz profunda, deriva da experiência da misericórdia de Deus” (Papa Francisco, 2013).

Como cristãos situados no mundo concreto, querido e amado por Deus, precisamos estar atentos aos constantes ataques contra a cultura da vida. Mesmo em tempos de isolamento social, não podemos deixar os nossos postos em favor da vida humana, desde a concepção até o declínio natural. Não podemos admitir que pauta abortista seja imposta ao povo brasileiro, principalmente, quando estamos em situação de vulnerabilidade, decorrente da pandemia. Refiro-me a decisão do STF de agendar para o próximo dia 24, o julgamento da ADI 5581, sobre a liberação do aborto em caso de zika vírus. Como homens e mulheres pascais, isto é, como defensores da Paz do Cristo que morreu e ressuscitou, não podemos aceitar o avanço gradativo e oportunista da mentalidade de que o povo brasileiro já está preparado para aceitar a execução de pautas garantidoras da cultura de morte. Não é verdade! O povo brasileiro está sim sob o Estado Laico, mas não somos um povo sem religião e que negocia o direito de viver, em qualquer circunstância.

A Páscoa do Senhor é para nós uma realidade transformadora. O velho se torna novo. O fraco recobra o vigor. O pecador encontra a salvação. E também poderíamos afirmar que o amor dos pequenos indefesos, dos que não conhecemos seus rostos mas que já estão sendo gestados, é mais forte que a morte (Cf. Ct 8,6). O uso da razão natural não nos permite sermos promotores do aborto: “Esta destruição direta da vida humana inocente jamais pode ser justificada, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, que podem levar determinadas pessoas a dar um passo tão grave como este. Quando pregardes o Evangelho da Vida, recordai ao vosso povo que o direito à vida de cada ser humano inocente, nascido ou nascituro, é absoluto e deve ser aplicado com igualdade a todos os indivíduos, sem qualquer tipo de exceção. Esta igualdade ‘é a base de todo o relacionamento social autêntico que, para o ser verdadeiramente, não pode deixar de se fundar sobre a verdade e a justiça’ (Evangelium vitae, n. 57). Que a Paz, que só nos vem da fé em Jesus, nos ajude na construção de sociedades mais justas e fraternas para todos. Também justas e fraternas para os que não podem se defender, os nascituros!

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba


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Foi em 2011, no interior da Paraíba, que Joana (nome fictício), aos 22 anos, descobriu estar infectada com HIV. Seu esposo adoeceu e, no hospital da cidade, foi diagnosticado como soropositivo após realizar o exame sorológico. A médica solicitou a Joana que ela e a filha do casal também realizassem o teste. Para a menina foi negativo, mas, para Joana, foi positivo. “Meu mundo desabou, né? Eu era leiga, não entendia nada da doença. Pra mim era uma sentença de morte, e eu estava com os dias contados”, conta.

Joana é apenas um dos milhares de casos de infecção por HIV no Brasil. O HIV é uma IST, ou seja, uma Infecção Sexualmente Transmissível. Sendo assim, a principal forma de contágio é a via sexual. No caso do HIV, a infecção é causada por um vírus denominado vírus da imunodeficiência humana. O diagnóstico do HIV é feito por meio de testes. Existem diferentes tipos de testes de HIV disponíveis, como o auto-teste, os exames laboratoriais e os testes laboratoriais remotos.

A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV e surge quando a pessoa apresenta infecções oportunistas (que se aproveitam da fraqueza do organismo, como tuberculose e pneumonia) devido à baixa imunidade ocasionada pelo vírus. Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, 982.129 casos de AIDS foram detectados no Brasil, de 1980 a junho de 2018, sendo 24% jovens de 15 a 24 anos. 
 

Foto divulgação: Casa de Convivência João Paulo II

Há três anos Joana começou a frequentar as atividades da Casa de Convivência João Paulo II, que fica localizada no Hospital Padre Zé, em João Pessoa, e funciona desde 1999. Ligado à Ação Social Arquidiocesana (ASA), o espaço presta assistência a pessoas que vivem com HIV em situação de vulnerabilidade, que vêm de longe e precisam fazer tratamento no Hospital Clementino Fraga e Hospital Universitário. 

   Arquivo pessoal: Goretti Duarte

Goretti Duarte é coordenadora da Casa há 15 anos e conta que, nesse tempo de trabalho, um dos maiores desafios é vencer o preconceito. “Muitos soropositivos ainda se escondem da família, da sociedade e até da própria ajuda. Eu sempre digo que elas e eles precisam sair desse esconderijo, já que a vida não acaba porque você descobriu essa infecção. Pelo contrário, a vida continua e precisa ser vivida de maneira integral e digna, onde essa pessoa seja amada, acolhida por sua família e pela sociedade”, afirma. 

Joana convive com o vírus HIV há 9 anos e nunca conseguiu contar para sua família, tendo receio de como eles passariam a enxergá-la. Morou na região Centro-Oeste algum tempo e lá desencadeou uma crise de ansiedade e depressão, após ser demitida por ser soropositiva. “Eu trabalhava como empregada doméstica e a mãe da minha patroa era enfermeira num hospital que tratava de pessoas com HIV/AIDS. Ela me viu fazendo exames de rotina e quando cheguei ao trabalho à tarde, ela e a filha me demitiram por ser soropositiva. A justificativa foi que ela tinha uma criança pequena e que eu manuseava com faca na cozinha e por isso eu não poderia trabalhar mais lá. Foi aí onde desencadeou meu processo depressivo. Foi muito forte pra mim na época. Até comida pra minha filha eu não queria fazer, porque achava que ia matá-la”, desabafa. 
                                         

Atividades

 

 

Além da acomodação, a Casa de Convivência oferece atividades culturais, atendimento psicológico, acompanhamento de assistentes sociais para entender sobre seus direitos, atividades manuais como produção de peças artesanais com material reciclável, trabalhos de minijardins com cactos e plantas suculentas e fabricação de uma série de medicamentos com plantas medicinais. Cursos e oficinas profissionalizantes também são realizadas ao longo do ano. 

A participação nos cursos, as atividades culturais e o suporte psicológico foram transformando a vida de Joana. “Eu fui me reerguendo, me renovando como mulher, como pessoa, como mãe. Porque eu me sentia uma fracasso. Eu procurei acreditar em mim e dizer: não vai ser uma sorologia que vai me impossibilitar. O HIV existe mas não é uma sentença de morte. O que nos mata aos poucos é o preconceito. Eu percebi na terapia que para além do preconceito das pessoas, existia o preconceito em mim. Quando eu tratei o preconceito que estava aqui, na minha cabeça, eu mudei a visão”. E concluiu sorrindo: “Eu me aceitei. Hoje sou uma pessoa feliz e realizada e quero ir além em todos os sentidos: profissional, pessoal, emocional. E esse suporte todo tenho na casa de convivência, tenho essa acolhida e esse amor”.  

São sete pessoas que se dedicam a acolher, auxiliar e dar esperança aos mais de duzentos cadastrados na Casa de Convivência João Paulo II, que conta com mais de 20 leitos para acomodação das pessoas que realizam tratamento nos hospitais da capital. “Os leitos são destinadas às pessoas que vem de outras cidades, porque eles precisam ficar uns dias em João Pessoa para a realização de consultas e exames e gastariam de quatro a oito horas de viagem para retornar as suas casas”, destaca Goretti.

Campanha Dezembro Vermelho

A campanha Dezembro Vermelho tem o objetivo de conscientizar a população sobre uma das doenças que mais matam no mundo. O principal intuito da campanha é informar sobre sintomas, perigos e formas de contágio e prevenção da AIDS, além de combater o olhar preconceituoso sobre os portadores da doença. Em 1987, a ONU criou esta campanha e, em 1991, a fitinha vermelha surgiu com artistas de Nova York, para lembrar a luta contra a AIDS e transmitir compreensão, solidariedade e apoio aos portadores do vírus HIV. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde.

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Como é tradição, o Vaticano divulgou na manhã deste dia 24 de janeiro, dia de são Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Nesta 54ª mensagem, o Papa refere-se às narrativas edificantes, convocando os comunicadores às boas histórias, aquelas “que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos”. O Dia Mundial das Comunicações Sociais é comemorado no domingo da Ascensão do Senhor, que este ano será no dia 24 de maio.

 

Confira a mensagem na íntegra:

 

“Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história

 

Desejo dedicar a Mensagem deste ano ao tema da narração, pois, para não nos perdermos, penso que precisamos de respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destruam; histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros.

 

  1. Tecer histórias

O homem é um ente narrador. Desde pequenos, temos fome de histórias, como a temos de alimento. Sejam elas em forma de fábula, romance, filme, canção, ou simples notícia, influenciam a nossa vida, mesmo sem termos consciência disso. Muitas vezes, decidimos aquilo que é justo ou errado com base nos personagens e histórias assimiladas. As narrativas marcam-nos, plasmam as nossas convicções e comportamentos, podem ajudar-nos a compreender e dizer quem somos.

 

O homem não só é o único ser que precisa de vestuário para cobrir a própria vulnerabilidade (cf. Gn 3, 21), mas também o único que tem necessidade de narrar-se a si mesmo, «revestir-se» de histórias para guardar a própria vida. Não tecemos apenas roupa, mas também histórias: de facto, servimo-nos da capacidade humana de «tecer» quer para os tecidos, quer para os textos. As histórias de todos os tempos têm um «tear» comum: a estrutura prevê «heróis» – mesmo do dia-a-dia – que, para encalçar um sonho, enfrentam situações difíceis, combatem o mal movidos por uma força que os torna corajosos, a força do amor. Mergulhando dentro das histórias, podemos voltar a encontrar razões heroicas para enfrentar os desafios da vida.

 

O homem é um ente narrador, porque em devir: descobre-se e enriquece-se com as tramas dos seus dias. Mas, desde o início, a nossa narração está ameaçada: na história, serpeja o mal.

 

  1. Nem todas as histórias são boas

«Se comeres, tornar-te-ás como Deus» (cf. Gn 3, 4): esta tentação da serpente introduz, na trama da história, um nó difícil de desfazer. «Se possuíres…, tornar-te-ás…, conseguirás…»: sussurra ainda hoje a quem se fia do chamado «mentiroso» (cf. Jo 9, 44), para atingir os seus fins. Quantas histórias nos narcotizam, convencendo-nos de que, para ser felizes, precisamos continuamente de ter, possuir, consumir. Quase não nos damos conta de quão ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta violência e falsidade consumimos. Frequentemente, nos «teares» da comunicação, em vez de narrações construtivas, que solidificam os laços sociais e o tecido cultural, produzem-se histórias devastadoras e provocatórias, que corroem e rompem os fios frágeis da convivência. Quando se misturam informações não verificadas, repetem discursos banais e falsamente persuasivos, percutem com proclamações de ódio, está-se, não a tecer a história humana, mas a despojar o homem da sua dignidade.

 

Mas, enquanto as histórias utilizadas para proveito próprio ou ao serviço do poder têm vida curta, uma história boa é capaz de transpor os confins do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque nutre a vida.

 

Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o deepfake), precisamos de sapiência para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas. Necessitamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. Ocorre paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia.

 

  1. História das histórias

A Sagrada Escritura é uma História de histórias. Quantas vicissitudes, povos, pessoas nos apresenta! Desde o início, mostra-nos um Deus que é simultaneamente criador e narrador: de facto, pronuncia a sua Palavra e as coisas existem (cf. Gn 1). Deus, através deste seu narrar, chama à vida as coisas e, no apogeu, cria o homem e a mulher como seus livres interlocutores, geradores de história juntamente com Ele. Temos um Salmo onde a criatura se conta ao Criador: «Tu modelaste as entranhas do meu ser e teceste-me no seio de minha mãe. Dou-Te graças por me teres feito uma maravilha estupenda (…). Quando os meus ossos estavam a ser formados, e eu, em segredo, me desenvolvia, recamado nas profundezas da terra, nada disso Te era oculto» (Sal 139/138, 13-15). Não nascemos perfeitos, mas necessitamos de ser constantemente «tecidos» e «recamados». A vida foi-nos dada como convite a continuar a tecer a «maravilha estupenda» que somos.

 

Neste sentido, a Bíblia é a grande história de amor entre Deus e a humanidade. No centro, está Jesus: a sua história leva à perfeição o amor de Deus pelo homem e, ao mesmo tempo, a história de amor do homem por Deus. Assim, o homem será chamado, de geração em geração, a contar e fixar na memória os episódios mais significativos desta História de histórias: os episódios capazes de comunicar o sentido daquilo que aconteceu.

 

O título desta Mensagem é tirado do livro do Êxodo, narrativa bíblica fundamental que nos faz ver Deus a intervir na história do seu povo. Com efeito, quando os filhos de Israel, escravizados, clamam por Ele, Deus ouve e recorda-Se: «Deus recordou-Se da sua aliança com Abraão, Isaac e Jacob. Deus viu os filhos de Israel e reconheceu-os» (Ex 2, 24-25). Da memória de Deus brota a libertação da opressão, que se verifica através de sinais e prodígios. E aqui o Senhor dá a Moisés o sentido de todos estes sinais: «Para que possas contar e fixar na memória do teu filho e do filho do teu filho (…) os meus sinais que Eu realizei no meio deles. E vós conhecereis que Eu sou o Senhor» (Ex 10, 2). A experiência do Êxodo ensina-nos que o conhecimento de Deus se transmite sobretudo contando, de geração em geração, como Ele continua a tornar-Se presente. O Deus da vida comunica-Se, narrando a vida.

 

O próprio Jesus falava de Deus, não com discursos abstratos, mas com as parábolas, breves narrativas tiradas da vida de todos os dias. Aqui a vida faz-se história e depois, para o ouvinte, a história faz-se vida: tal narração entra na vida de quem a escuta e transforma-a.

 

Também os Evangelhos – não por acaso – são narrações. Enquanto nos informam acerca de Jesus, «performam-nos»[1] à imagem de Jesus, configuram-nos a Ele: o Evangelho pede ao leitor que participe da mesma fé para partilhar da mesma vida. O Evangelho de João diz-nos que o Narrador por excelência – o Verbo, a Palavra – fez-Se narração: «O Filho unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O contou» (1, 18). Usei o termo «contou», porque o original exeghésato tanto se pode traduzir «revelou» como «contou». Deus teceu-Se pessoalmente com a nossa humanidade, dando-nos assim uma nova maneira de tecer as nossas histórias.

 

  1. Uma história que se renova

A história de Cristo não é um patrimônio do passado; é a nossa história, sempre atual. Mostra-nos que Deus tomou a peito o homem, a nossa carne, a nossa história, a ponto de Se fazer homem, carne e história. E diz-nos também que não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. Na história de cada homem, o Pai revê a história do seu Filho descido à terra. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou.

 

Vós «sois uma carta de Cristo – escrevia São Paulo aos Coríntios –, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações» (2 Cor 3, 3). O Espírito Santo, o amor de Deus, escreve em nós. E, escrevendo dentro de nós, fixa em nós o bem, recorda-no-lo. De fato, recordar significa levar ao coração, «escrever» no coração. Por obra do Espírito Santo, cada história, mesmo a mais esquecida, mesmo aquela que parece escrita em linhas mais tortas, pode tornar-se inspirada, pode renascer como obra-prima, tornando-se um apêndice de Evangelho. Assim as Confissões de Agostinho, o Relato do Peregrino de Inácio, a História de uma alma de Teresinha do Menino Jesus, os Noivos prometidos (Promessi sposi) de Alexandre Manzoni, os Irmãos Karamazov de Fiódor Dostoevskij… e inumeráveis outras histórias, que têm representado admiravelmente o encontro entre a liberdade de Deus e a do homem. Cada um de nós conhece várias histórias que perfumam de Evangelho: testemunham o Amor que transforma a vida. Estas histórias pedem para ser partilhadas, contadas, feitas viver em todos os tempos, com todas as linguagens, por todos os meios.

 

  1. Uma história que nos renova

Em cada grande história, entra em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos a Escritura, as histórias dos Santos e outros textos que souberam ler a alma do homem e trazer à luz a sua beleza, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando fazemos memória do amor que nos criou e salvou, quando metemos amor nas nossas histórias diárias, quando tecemos de misericórdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos a mudar de página. Já não ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma memória doente que nos aprisiona o coração, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos à própria visão do Narrador. Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crónica dos factos, mudam o sentido e a perspetiva. Narrarmo-nos ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, cozendo as ruturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!

 

Com o olhar do Narrador – o único que tem o ponto de vista final –, aproximamo-nos depois dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores juntamente connosco da história de hoje. Sim, porque ninguém é mero figurante no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Mesmo quando narramos o mal, podemos aprender a deixar o espaço à redenção; podemos reconhecer, no meio do mal, também o dinamismo do bem e dar-lhe espaço.

 

Por isso, não se trata de seguir as lógicas do «mentiroso», nem de fazer ou fazer-se publicidade, mas de fazer memória daquilo que somos aos olhos de Deus, testemunhar aquilo que o Espírito escreve nos corações, revelar a cada um que a sua história contém maravilhas estupendas. Para o conseguirmos fazer, confiemo-nos a uma Mulher que teceu a humanidade de Deus no seio e – diz o Evangelho – teceu conjuntamente tudo o que Lhe acontecia. De facto, a Virgem Maria tudo guardou, meditando-o no seu coração (cf. Lc 2, 19). Peçamos-Lhe ajuda a Ela, que soube desatar os nós da vida com a força suave do amor:

 

Ó Maria, mulher e mãe, Vós tecestes no seio a Palavra divina, Vós narrastes com a vossa vida as magníficas obras de Deus. Ouvi as nossas histórias, guardai-as no vosso coração e fazei vossas também as histórias que ninguém quer escutar. Ensinai-nos a reconhecer o fio bom que guia a história. Olhai o cúmulo de nós em que se emaranhou a nossa vida, paralisando a nossa memória. Pelas vossas mãos delicadas, todos os nós podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspirai-nos também a nós. Ajudai-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indicai-nos o caminho para as percorrermos juntos.

 

Roma, em São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2020.

[Franciscus]

 

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Destaque, Notícias



A crise financeira decorrente da pandemia do Covid-19 atinge a praticamente todas as estruturas sociais. Mas, sem dúvida alguma, a camada mais pobre da população é a primeira a sentir os efeitos mais duros deste tempo. Com o isolamento social, trabalhadores autônomos que dependem do movimento nas praias, no comércio e empregados dos pequenos estabelecimentos se veem aflitos por não ter de onde tirar o próprio sustento e o de sua família. O drama dos refugiados e migrantes, que já era uma realidade enfrentada na Paraíba e no Brasil, ganhou novo contorno e se agravou com a pandemia. Assim, é grande o número de pessoas que precisa de assistência direta para ter acesso às coisas básicas da necessidade humana, como a alimentação.



A Ação Social Arquidiocesana, que tem um trabalho constante na produção e distribuição de alimentos, medicamentos fitoterápicos, entre outros serviços, ampliou a sua atividade, visando socorrer estas pessoas que precisam de ajuda. Atualmente, são distribuídas mais de 2.500 refeições diariamente, entre café, almoço e jantar. Além disso, 125 venezuelanos, refugiados e migrantes, foram abrigados e estão sob os cuidados da instituição.

Os alimentos são preparados e distribuídos diariamente com a ação de voluntários. Com todos os critérios e recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, as equipes preparam e distribuem os alimentos, além de kits de higiene pessoal, também produzidos pela ASA.

Os venezuelanos que chegaram a João Pessoa e perambulavam pelas ruas da região metropolitana foram acolhidos no Centro Social Arquidiocesano, localizado no Centro da capital e também em uma casa alugada pela ASA em Jaguaribe. Sem abrigo, sem condições mínimas de sobrevivência, estavam à mercê do coronavírus e da fome. Abrigados e alimentados, eles encontram na ASA o refúgio necessário.

 

Tem sido uma experiência enriquecedora do ponto de vista da pastoral, mas também escancara diante da sociedade brasileira como é grande o número de excluídos e excluídas no meio de nós”, desabafa o Pe. Egídio de Carvalho, secretário-executivo da ASA. “Tem sido um aprendizado para todos nós! No olhar de cada pessoa um pedido de socorro. A fome é uma realidade entre nós. Espero, com sinceridade, que depois de tudo isto, tenhamos aprendido a lição da partilha e da solidariedade e que os poderes públicos olhem com mais justiça pelos pobres”, concluiu.

A Ação Social Arquidiocesana conta com recursos financeiros obtidos através de convênio com o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza no Estado da Paraíba (FUNCEP-PB) e também com doações. Para ajudar a ASA, doe qualquer valor através da conta abaixo:

 

PROJETOS DA ASA

Casa de Convivência João Paulo II:

Uma casa de apoio às pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS. Atua realizando um trabalho de assistência e de melhoria do bem-estar biopsicossocial, com atividades de autodescobrimento e autoencontro para as pessoas atendidas. Possui grupos de capacitação e terapia, além de atendimento psicológico individual e em grupo. A Casa de Convivência João Paulo II desenvolve também um trabalho de ajuda alimentar, capacitação para adultos, formação das famílias, atividades de minimização de medos, angústias com relação à sorologia, e melhor enfrentamento frente ao resultado do exame e aceitação. Atualmente, 200 pessoas são atendidas diretamente e cerca de 1000 pessoas indiretamente.

Centro Social Arquidiocesano São José:

Este projeto atende, em média, 150 adolescentes e jovens da grande João Pessoa, oferecendo capacitação e preparação para os vestibulares, bem como, oferecer cursos de valorização social. Neste período da pandemia e do isolamento social, o espaço vem sendo utilizado para abrigar famílias venezuelanas.


Mini
usina de Leite de Soja e Padaria Mimo do Céu:

A miniusina de leite de soja e padaria (vaca mecânica), é um projeto que produz 7 mil pães e 1.500 litros de leite de soja por semana, atendendo a um público de vulnerabilidade social da Grande João Pessoa/PB. O projeto atua em 17 comunidades e 17 instituições sociais, ou seja, 34 espaços (comunidades/instituições) que têm seu público atendido devidamente cadastrado, seguindo como base os critérios de público-alvo contemplado no convênio, que são crianças de 0 a 6 anos de idade, gestantes, pessoas que vivem com HIV/AIDS, pessoas idosas, pessoas com doenças crônicas e com intolerância à lactose.

Educação Alimentar – Pastoral da Criança

Este projeto visa atender a 100 líderes da Pastoral da Criança que atuam como agentes multiplicadores em suas Paróquias com o objetivo de orientar sobre a alimentação saudável para as famílias acompanhadas pela Pastoral. Estes líderes estão distribuídos nas cinco dioceses do Estado: Arquidiocese da Paraíba (João Pessoa), Diocese de Campina Grande, Diocese de Guarabira, Diocese de Patos e Diocese de Cajazeiras.

Quer saber mais sobre os projetos? Clique aqui

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A Arquidiocese da Paraíba lamenta profundamente o falecimento de seu Arcebispo Emérito, Dom Aldo di Cillo Pagotto, SSS. Aos 70 anos, Dom Aldo descansa e volta aos braços do Pai. Neste momento de luto, nos solidarizamos com os familiares e irmãos da congregação do Santíssimo Sacramento, da qual ele fazia parte.
Assim que possível, traremos informações sobre o velório e sepultamento do nosso Arcebispo emérito.

DOM ALDO

Dom Aldo di Cillo Pagotto nasceu no dia 16 de setembro de 1949 na cidade Santa Bárbara D’Oeste (SP). Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga (Minas Gerais) e no Seminário São Pio X, com Padres Sacramentinos. Foi ordenado Presbítero em 7 de dezembro de 1977 e sagrado Bispo no dia 31 de outubro de 1997, por Dom Cláudio Hummes, então Arcebispo de Fortaleza. Pastoreou a Diocese Sobral como coadjutor entre 1997 e 1998, depois assumindo como Bispo titular, onde ficou até o ano de 2004. Foi Arcebispo da Paraíba de 2004 a 2016.

Será emitida, ainda nesta terça-feira, uma nota oficial.
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A Igreja, sempre preocupada com a defesa da vida em todos os aspectos, acompanha com atenção a disseminação do coronavírus pelo mundo. Visto que alguns casos já foram notificados aqui no Brasil – muitos seguem como suspeitos, inclusive na cidade de João Pessoa – a Arquidiocese da Paraíba divulga algumas orientações que devem ser seguidas em todas as celebrações.

 

Assim como outros vírus já conhecidos, o coronavírus é transmitido através do contato físico ou da saliva. Portanto, nas celebrações presididas nas Paróquias da Arquidiocese, é pedido que se evite o contato das mãos, assim como abraços, que acontecem na Oração da Paz e na Oração do Pai Nosso. No momento da Comunhão, que a hóstia seja entregue na mão do fiel e não diretamente na boca. São ações simples que não alteram em nada o sentido da celebração e ajudam no combate à proliferação do vírus.

 

A Arquidiocese da Paraíba segue em oração para que este novo mal seja controlado, assim como pelo completo restabelecimento da saúde dos enfermos.

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Destaque, Notícias

A Campanha da Fraternidade será lançada, oficialmente, na Arquidiocese da Paraíba neste domingo, dia 01 de março. O lançamento será na santa Missa, presidida por Dom Manoel Delson na Catedral às 9h. O Clero, agentes das pastorais, movimentos, serviços, Novas Comunidades e todo povo de Deus é convidado a participar.

Este ano a Campanha da Fraternidade traz como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”. O lema é extraído da parábola do bom samaritano: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). “A Campanha da Fraternidade nos chama a viver o amor ao próximo e a misericórdia com mais intensidade. Quer que nós olhemos para nossa volta e percebamos que a vida plena para todos, desejada por Deus, depende das nossas ações individuais e coletivas”, afirma Dom Manoel Delson.

A equipe arquidiocesana da CF visitou as Foranias ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, promovendo formação aos grupos, para que a mensagem deste ano seja assimilada e vivida no cotidiano paroquial.

Todo material da CF 2020 pode ser adquirido na Livraria das Neves, que fica na Praça Dom Adauto, nas dependências do Palácio do Carmo, centro. Telefone: (83) 3133-1001 | whatsapp: (83) 99832-5777.

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Agenda, Destaque, Notícias

O Encontro Casais com Cristo, o ECC, está completando 50 anos de missão no Brasil. O primeiro encontro foi realizado em abril de 1970, Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em São Paulo e inspirou outras paróquias a investirem no mesmo formato de encontro. Hoje o ECC existe em todas as Dioceses e Arquidioceses do Brasil e atua na evangelização das famílias através dos casais.

 

Na Arquidiocese da Paraíba, o Jubileu de Ouro do ECC será comemorado no dia 29 de março, a partir das 13h, na Comunidade Doce Mãe de Deus, localizada no Conjunto João Paulo II, em João Pessoa.

 

O evento contará com a presença do Casal Regional NE2 do ECC e o Dirigente Espiritual do ECC Regional NE2.  Casais das outras dioceses também já confirmaram presença.

 

Para participar, basta preencher o link de confirmação. A organização também pede que os casais levem lanche para partilha.
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Destaque, Notícias

O Setor de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese da Paraíba promove o “Janeiro com a Catequese”. O objetivo é proporcionar momentos de formação para catequistas de todas as etapas da iniciação cristã através de 7 cursos. O “Janeiro com a Catequese” acontece em parceria com a Paulus, Paulinas e Colégio Lourdinas. Para cada curso, o participante investe o valor de R$ 15,00, que ajudará a manter as despesas das atividades. Para participar, é necessária a inscrição através do formulário online.

Confira abaixo o curso e seu respectivo assessor, local e horário de realização:

1- Curso para catequistas iniciantes

Dias: 6 a 10 de janeiro, das 19h às 22h

Local: Colégio Lourdinas

Assessores: Pe. Marcílio e Euclides Franklin;

2- Celebrações da Iniciação Cristã (RICA)

Dias: 6 a 10 de janeiro, das 19h às 22h

Local: Colégio Lourdinas

Assessor: Marcelo Barros;

3- A Catequese a Luz da História da Igreja

Dias: 13 a 17 de janeiro, das 8h30 às 12h

Local: Livraria Paulus

Assessor: Pe. Jorge Ivan;

4- Pedagogia Catequética

Dias: 13 a 17 de janeiro, das 13h às 17h30

Local: Livraria Paulinas

Assessor: Pe. Roberto Coura;

5- Curso para Catequistas Iniciantes

Dias: 20 a 24 de janeiro, das 8h30 às 12h

Local: Livraria Paulinas

Assessor: Euclides Franklin;

6- Celebrações da Iniciação Cristã (RICA)

Dias: 20 a 24 de janeiro, das 13h às 17h30

Local: Livraria Paulus

Assessor: Euclides Franklin;

7- A Bíblia na Catequese

Dias: 27 a 31 de janeiro, das 13h às 17h30

Local: Livraria Paulinas

Assessor: Pe. Marcílio e Diácono Jorcemar.

Outras informações: 98833-4267 (Euclides)

link de inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScnnKh_rX21qyMEv-66OdmRaK9bRkYbekKv2r09HGglNzUeSQ/viewform

OBS. Cada curso só se realizará se atingir o mínimo de 20 inscrições. O Pagamento da inscrição é efetuado no dia do curso.

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Neste dia 6 de fevereiro, faz 106 anos que a então Diocese da Paraíba foi elevada à Sede Metropolitana, ou seja, tornou-se Arquidiocese. Aproveitamos a data para explicar a diferença entre Diocese, Arquidiocese e relembrar que a ArquiPB não corresponde a todo Estado.

 

PROVÍNCIA / DIOCESE / ARQUIDIOCESE

 

De forma muito prática, pode-se dizer que Arquidiocese é Sede de uma Província. As Províncias são um grupo de Dioceses e uma Arquidiocese e não necessariamente correspondem à mesma área geográfica de um Estado. Por exemplo: no Nordeste, exceto na Bahia, cada Estado é uma Província Eclesiástica. Mas no RJ, por exemplo, existem 2 Províncias. Em São Paulo, são 6 Províncias Eclesiásticas. Na Bahia, 3. Esta divisão leva em consideração o território e a densidade populacional. O objetivo dessa divisão é meramente pastoral: promover uma ação comum por parte de Dioceses vizinhas e favorecer eficazmente a mútua relação entre os Bispos, fomentando a evangelização. Um conjunto de Províncias forma um Regional.

 

A Arquidiocese da Paraíba está no Regional Nordeste 2, formado pelas Províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Ao todo, são 17 Dioceses e 4 Arquidioceses

As Arquidioceses são as Sedes das Províncias e os Bispos recebem o título de Arcebispos. Os Arcebispos não são “chefes” dos demais Bispos, mas eles têm a missão de, como Metropolitas, convocar as reuniões da Província, funções jurídicas no caso de afastamento do Bispo de uma Diocese, promover ações comuns entre os Bispos / Dioceses da Província, etc.

 

ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA, MAS NÃO DE TODO O ESTADO

 

É muito comum as pessoas acharem que a Arquidiocese da Paraíba é a Igreja Católica do Estado da Paraíba. Esta confusão acontece, claro, por causa do nome da Igreja Particular (Igreja Particular = Diocese ou Arquidiocese). “Corriqueiramente recebemos solicitações de informações de Paróquias que são do sertão, do cariri, do agreste… As pessoas buscam pela Arquidiocese da Paraíba achando que respondemos por todo Estado. Aí temos que explicar sempre que essas paróquias são de outras Dioceses e nós não temos jurisdição sobre elas”, explica Polyanna Gomes, que trabalha no Setor de Comunicação.

 

A Arquidiocese da Paraíba recebeu este nome porque, na época da sua criação, a cidade de João Pessoa se chamava Parahyba do Norte. A Diocese da Paraíba foi criada em abril de 1892 e foi elevada à Arquidiocese em 6 de fevereiro de 1914. Parahyba do Norte passou a se chamar João Pessoa em setembro de 1930, mas o nome da Arquidiocese se manteve.

 

Também em 6 de fevereiro de 1914, quando a Arquidiocese foi elevada, foi criada a Diocese de Cajazeiras. Em 1949 foi criada a Diocese de Campina Grande e 10 anos depois, em 1959, foi criada a Diocese de Patos. A última divisão aconteceu com a criação da Diocese de Guarabira em 1980. Portanto, a Igreja Católica na Paraíba tem 4 Dioceses e 1 Arquidiocese, 4 Bispos e 1 Arcebispo, que respondem por suas respectivas regiões.

 

ARQUIPB EM NÚMEROS

 

A Arquidiocese da Paraíba corresponde à cidade de João Pessoa e mais 33 municípios, totalizando uma população estimada em 1.596.00 habitantes, de acordo com o último senso do IBGE.  Atualmente são 94 Paróquias, 3 Áreas Pastorais (quase Paróquias), 1 Reitoria e 9 Santuários. Para melhor atuação pastoral, a Arquidiocese é dividida em 9 Foranias, que dividem o território por região: Agreste, Centro, Litoral, Praia Norte, Praia Sul, Urbana Sul, Vale do Mamanguape e Várzea.

 

O clero é numeroso. Hoje a Arquidiocese conta com 134 padres diocesanos (formados nos seminários diocesanos) e 40 padres religiosos (formados em congregações. Ex: franciscanos, salesianos…). Além disso, hoje existem 48 Diáconos Permanentes e também cerca de 200 religiosas.

 

Nestes 106 anos de Arquidiocese, já passaram pelo governo eclesial Dom Adaucto Henriques, Dom Moisés Coelho, Dom Mário Vilas-Boas, Dom José Maria Pires, Dom Marcelo Carvalheira e Dom Aldo Pagotto. Atualmente, Dom Manoel Delson, franciscano capuchinho, conduz o pastoreio da Arquidiocese, que tem como Padroeira Nossa Senhora das Neves, comemorada no dia 5 de agosto, data que marca também o aniversário da capital João Pessoa.

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A Arquidiocese da Paraíba realiza o Tríduo de Preparação para a Festa de Pentecostes. De quinta (28) a sábado (30) acontecem os momentos celebrativos, que tem transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook da Arquidiocese.

Para acompanhar e rezar de casa, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia preparou os subsídios, que podem ser baixados em PDF.

Tríduo Pentecostes 1º dia

Tríduo Pentecostes 2º dia

Tríduo Pentecostes 3º dia
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De quinta a domingo, vamos celebrar a paixão, morte e ressurreição do Senhor, sustento e base da nossa fé. Vivendo esta Semana Santa diferente, nos voltemos para nossa Igreja doméstica, no nosso lar. Acompanhe as celebrações das Missas através do rádio, TV e redes sociais, mas celebre também em Família.

 

Disponibilizamos aqui os subsídios para o Tríduo Pascal. Para celebrar dignamente, não esqueça as nossas recomendações:

 

– prepare bem o corpo e o espírito. Pare o que está fazendo, descanse um pouco.

– prepare o ambiente: certifique-se de que todos da casa estão acomodados e dentro do clima da celebração.

– se possível, prepare as músicas indicadas no subsídio. Pode inserir uma playlist em algum celular ou simplesmente todos cantarem juntos, já que são hinos popularmente conhecidos.

– prepare um pequeno altar para a Palavra.

 

Baixe aqui os subsídios:

01- Celebração_Quinta feira Santa_ArquidiocesePB
02- Oficio da Agonia em família na Sexta da Paixão_ArquidiocesePB
03- Celebração da Paixão do Senhor em família_ArquidiocesePB
04-Oficio do Sábado Santo em família_ArquidiocesePB
05- Celebração da Vigilia Pascal em família_ArquidiocesePB
06-Celebração do Domingo da Ressurreição de Jesus em família_ArquidiocesePB

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Destaque, Notícias

Chegou a semana mais importante para os católicos. A Semana Santa marca a paixão, morte e ressurreição do Senhor, sustento e base da nossa fé. Este ano somos convidados a viver uma Semana Santa na nossa Igreja doméstica, no nosso lar. Para isso, além de termos as celebrações das Missas através do rádio, TV e redes sociais, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia vem preparando subsídios para que todos possam celebrar dignamente a Palavra em casa, em família.

 

Disponibilizamos aqui os subsídios para o Domino de Ramos, Segunda, Terça e Quarta-Feria Santas. Logo em breve, será disponibilizado o subsídio para o Tríduo Pascal. Para celebrar dignamente, siga estas recomendações:

 

– prepare bem o corpo e o espírito. Pare o que está fazendo, descanse um pouco.

– prepare o ambiente: certifique-se de que todos da casa estão acomodados e dentro do clima da celebração.

– se possível, prepare as músicas indicadas no subsídio. Pode inserir uma playlist em algum celular ou simplesmente todos cantarem juntos, já que são hinos popularmente conhecidos.

– prepare um pequeno altar para a Palavra.

 

Baixe aqui os subsídios:

Celebração da Palavra no domingo de Ramos_Arquidiocese da Paraíba
Celebração da Palavra para Seg.,Ter e Qua da Sem.Santa

 As celebrações com o Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, continuam sendo transmitidas através do instagram @arquipb. Confira abaixo os horários:

 

 

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CNBB, Destaque, Notícias

CNBB / Brasília – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, por meio do seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reafirmou, em nota, seu compromisso com o “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, divulgado no dia 7 de abril, assinado inicialmente por seis respeitadas instituições da sociedade civil e, posteriormente, por mais de 150 entidades. O Pacto considera que “a hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”.

Na nota intitulada “Posicionamento da CNBB – Em defesa da Democracia, pela Justiça e pela Paz” -, a CNBB considera que esta é a mais grave crise sanitária dos últimos tempos e afirma ser este momento dificílimo, que clama pelo efetivo exercício da solidariedade e da caridade. “É tempo das palavras e atitudes serenas de paz, de fé e de esperança, de respeito às leis e à democracia”, diz um trecho.

“É com perplexidade e indignação que assistimos manifestações violentas contra as medidas de prevenção ao coronavírus; que ouvimos declarações enviesadas de desprezo pela vida, por parte de agentes públicos sobre a morte de milhares de brasileiros e brasileiras contaminados pelo covid-19; que vimos acontecer eventos atentatórios à ordem constitucional, com a participação de autoridades públicas, onde se defendeu o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, a volta do AI-5 e o retorno aos sombrios tempos da ditadura; que todo o Brasil soube de denúncias acerca da politização da justiça, ferindo sua necessária autonomia de investigação”.

No texto a CNBB deixa claro que a Doutrina Social da Igreja ensina, com clareza, a intocável harmonia e cooperação entre os Poderes, base constitutiva da República, garantia do Estado Democrático de Direito, o princípio de que “é preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham no seu justo limite. Este é o princípio do ‘Estado de direito’, no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens.” (CDSI, 408).

Também considera que buscar soluções para os problemas do Brasil fora da institucionalidade democrática e em confronto com os poderes da República, coloca em risco a democracia e a integridade do povo brasileiro. “Nessa perspectiva, não são toleráveis as manifestações sociais que atentam contra a Constituição, assim como não é tolerável que qualquer autoridade viole os preceitos constitucionais e despreze a vida. Espera-se das instituições republicanas, garantidoras do Estado de direito, a devida responsabilização dos que atentam contra a ordem democrática”, diz outro trecho.

Reiterando o posicionamento contido no “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, a CNBB conclama a sociedade e os responsáveis pelos poderes públicos a se libertarem dos “vírus mortais da discórdia”, da violência, do ódio e a se unirem no único confronto que a todos interessa nesse momento: a prevenção e o combate à Covid-19, em defesa da vida, especialmente a dos mais pobres e vulneráveis.

O texto salienta, ainda, que o cuidado da saúde das pessoas e da economia são fundamentais para a garantia da vida em sua plenitude e não se opõem. “Sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Maria, mãe discípula de Jesus, irmanamo-nos na luta empenhada por justiça e paz e pela democracia plena, onde deve prevalecer o bem comum e a dignidade de cada pessoa, como partícipe da construção de uma nova sociedade marcada pela solidariedade, como nos ensina o Papa Francisco”, finaliza.

A nota pode ser acessada, na íntegra, (aqui).

Fonte: CNBB

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O Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE2) está disponibilizando a versão digital do livro especial da Campanha da Fraternidade (CF) 2020. A publicação reúne a Via-sacra e um resumo do Texto-base, além de apresentar quatro roteiros para encontros de oração e uma lista de cantos apropriados para a Quaresma deste ano.

A iniciativa tem o objetivo de ajudar os fiéis católicos, neste período de quarentena e isolamento domiciliar, a permanecerem alimentados pela Palavra de Deus e em sintonia com o tempo quaresmal, estimulando os momentos de oração em família.


Há duas opções para ter acesso ao livro da CF2020 da CNBB NE2: uma versão em PDF que pode ser lida em smartphones e tablets, e outra alternativa com as páginas organizadas na ordem para impressão.


>>Baixe aqui o livro especial da Campanha da Fraternidade 2020 (PDF)

>>Baixe aqui o livro especial da Campanha da Fraternidade 2020 (versão para impressão)


No texto de apresentação do material, o presidente da CNBB NE2 e bispo referencial para as Campanhas, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, destaca a importância cada vez maior do livro das CFs para as igrejas particulares do Regional, sobretudo, neste tempo em que o “cansaço pastoral também bateu à nossa porta”.


“A Campanha da Fraternidade quer explicitar e concretizar nosso itinerário de conversão, redescobrindo o irmão sofredor. Desejamos que a comunidade faça um excelente uso [desse livro]”, afirmou dom Paulo Jackson, que também é bispo da Diocese de Garanhuns (PE).


O subsídio foi elaborado pela Equipe Permanente de Campanhas da CNBB NE2, em parceria com a Ação Social Arquidiocesana da Paraíba (ASA).

Fonte: Ascom CNBB NE2

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O Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos de Brasil (CNBB NE2) lançou o livro especial da Campanha da Fraternidade (CF) 2020. A publicação reúne em um único exemplar a Via-sacra e um resumo do Texto-base, além de apresentar quatro roteiros para encontros de oração e uma lista de cantos apropriados para a Quaresma deste ano.

Elaborado pela Equipe Permanente de Campanhas da CNBB NE2, em parceria com a Ação Social Arquidiocesana da Paraíba (ASA), o subsídio pode ser adquirido nas cúrias diocesanas ou nas paróquias em Alagoas, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte.

No texto de apresentação do material, o presidente da CNBB NE2 e bispo referencial para as Campanhas, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, destaca a importância cada vez maior do livro das CFs para as Igrejas particulares do Regional, sobretudo, neste tempo em que o “cansaço pastoral também bateu à nossa porta”.

“A Campanha da Fraternidade quer explicitar e concretizar nosso itinerário de conversão, redescobrindo o irmão sofredor. Desejamos que a comunidade faça um excelente uso [desse livro]”, afirmou dom Paulo Jackson, que também é bispo da Diocese de Garanhuns (PE).

Quaresma no Brasil

A Campanha da Fraternidade é vivenciada há 56 anos pelos católicos brasileiros de modo especial durante o período da Quaresma, que este ano tem início no dia 26 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas) e se estende até o dia 5 de abril (Domingo de Ramos). O objetivo da Igreja no Brasil é despertar a solidariedade dos fiéis em relação a um ou vários problemas concretos que afetem a sociedade, propondo o debate e buscando soluções.

Este ano a campanha tem como tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (LC 10,33-34). O cartaz e todo material gráfico remete à figura de Santa Dulce dos Pobres, que foi canonizada no dia 13 de outubro, no Vaticano, pelo Papa Francisco.

Fonte: CNBB NE2

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Estão abertas as inscrições para a Assembleia Formativa de Diáconos, Aspirantes e Esposas promovida pela Comissão Regional dos Diáconos (CRD) da CNBB NE2. Para participar, os interessados devem baixar a ficha de inscrição, preenchê-la e depois enviar junto com o comprovante de pagamento para o e-mail diaconoolagoa@hotmail.com ou pelo WahtsApp (81) 99719-2000 até o próximo dia 30.

 

Para diáconos e aspirantes o investimento é de R$250, para as esposas R$220. O valor deve ser enviado para a conta bancária em nome de Arnaldo Martins de Miranda, titular do CPF 092.722.594-87. O banco é Caixa Econômica Federal, agência 2708, conta 00004196, operação 013.

 

A Assembleia Formativa de Diáconos, Aspirantes e Esposas será realizada no Convento Ipuarana, em Lagoa Seca (PB), entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Inspirado no Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que este ano acontecerá dentro do Regional, o encontro terá como tema “Pão em todas as mesas” e lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles. (At 2,46)”.

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Devido à pandemia e às dificuldades enfrentadas pelas Paróquias, incluindo previsões pós fim do isolamento, o Conselho Arquidiocesano do Encontro de Jovens com Cristo decidiu suspender, temporariamente, todos os encontros programados até o fim do ano de 2020. A decisão inclui os que seriam realizados no primeiro semestre e vinham sendo adiados para o período de julho a dezembro.

Em carta destinada aos Membros de Equipes Dirigentes, Núcleos Jovens e Grupos Dirigentes dos EJCs, o Conselho Arquidiocesano também dá orientações sobre como manter a assistência espiritual dos jovens, além de solicitar que, todo e qualquer donativo arrecadado para os encontros, seja destinado às famílias carentes.

O Pe. Eunildo Pereira, responsável pelo Setor Juventude, ainda convoca os EJCs para auxiliarem as suas Paróquias no período pós quarentena: “Pedimos que, vencida a fase de afastamento social, que as Equipes Dirigente busquem seus respectivos Dirigentes Espirituais Locais para organização e planejamento do calendário paroquial, auxiliando e desenvolvendo ações junto as Paróquias.”.

A mesma carta ainda informa que “os membros do Núcleo Dirigente do CAEJC estão à disposição para auxiliar, seja no desenvolvimento de ações, readequação das atividades, mediação de conflitos e tirar dúvidas”, disponibilizando as formas de contato.

Confira a Carta do CAEJC
ORIENTAÇÃO CAEJC Nº 002Oficial

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Diante da realidade de pandemia que estamos enfrentando e seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, a Arquidiocese da Paraíba resolve dar as seguintes orientações ao Clero, a todos os fieis católicos e às pessoas de boa vontade:

 

  1. Prevalecem as orientações publicadas no dia 27 de fevereiro de 2020 para as celebrações: evitar o abraço da paz, evitar dar as mãos na oração do Pai-Nosso e que a Sagrada Comunhão seja recebida na mão.

 

  1. A partir desta data, estão suspensas todas as atividades que reúnam grande número de fieis, a saber: encontros (catequese, escola da fé, ECC, EJC, etc), assembleias, Vias-Sacras públicas, procissões, festas de padroeiro e aglomerações acima de 100 pessoas em ambiente fechado e 200 pessoas em ambiente aberto;

 

  1. As celebrações da Eucaristia não podem reunir mais de 100 pessoas em ambiente fechado ou 200 pessoas em ambiente aberto;

 

  1. Durante as celebrações, as igrejas permaneçam com portas e janelas abertas, facilitando a circulação da ventilação;

 

  1. Redobrar a atenção com a higienização, tomando os seguintes cuidados: oferecer área para lavagem das mãos e/ou sempre que possível, disponibilizar álcool em gel para os fieis e manter com rigor a limpeza do ambiente celebrativo;

 

  1. Os idosos e as pessoas que se enquadram nos grupos de risco estão dispensados de participar presencialmente das Missas, podendo acompanha-las a partir dos meios de comunicação, como rádio, tv e redes sociais;

 

  1. Ao clero: suspender os mutirões de confissão, aumentando os dias e horários de atendimentos aos fieis. Recomendamos, ainda, aumentar o número de Missas visando diminuir a quantidade de pessoas nas celebrações;

 

  1. Ficam suspensas as próximas Visitas Pastorais.

 

A todos reafirmamos nosso compromisso de zelar pastoralmente pelo bem comum e a proteção da vida. Além dessas medidas, convidamos a todos a viver este período quaresmal em oração e procurando descobrir a vontade de Deus em todas as coisas. Certos de que, unidos a Ele, venceremos este tempo tão desafiador.


Estas orientações têm vigência de 30 dias.

João Pessoa, 16 de março de 2020

Dom Manoel Delson Pedreira  da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba


Baixe a carta de orientações da Arquidiocese em PDF

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Estimados padres, diáconos, religiosos e religiosas,
leigos e leigas, povo de Deus

 

Diante do avanço e da gravidade da pandemia do novo COVID-19, em sintonia com as orientações dadas pelas autoridades sanitárias e de saúde, em comunhão com as dioceses e arquidioceses do Regional Nordeste 2 e do Brasil, com zeloso cuidado pastoral e no intuito de preservar a saúde de todo povo de Deus, decidimos que:

 

  1. Estão suspensas, a partir desta data, 19 de março de 2020, as Celebrações Eucarísticas com a participação do povo em todo território desta Arquidiocese.
  2. As Missas Dominicais sejam celebradas a portas fechadas nas matrizes de cada Paróquia com, na medida do possível, transmissão online para os fieis através das plataformas digitais oficiais da Paróquia.
  3. Que os padres celebrem diariamente e de forma privada a Santa Eucaristia e Adoração ao Santíssimo Sacramento na intenção dos profissionais de saúde, das vítimas da pandemia e pelas intenções do povo de Deus (pro populo);
  4. Os fieis poderão, ainda, acompanhar as celebrações transmitidas regularmente nas emissoras de TV e rádio, nos horários convencionais disponibilizados;
  5. As celebrações da Semana Santa deverão acontecer obedecendo as orientações do item 2 desta nota. A Missa dos Santos Óleos será presidida pelo Arcebispo, na Catedral Basílica, concelebrada apenas pelos membros do Conselho Presbiteral, em comunhão com todo clero e povo de Deus que irá acompanhar através dos meios de comunicação;
  6. Os Sacramentos do Batismo e do Matrimônio deverão ser adiados para um tempo oportuno. Caso não seja possível, os mesmos devem ser celebrados em privado, com reduzido número de pessoas;
  7. As confissões, a unção dos enfermos e a celebração das exéquias sejam realizadas somente em casos de extrema necessidade, tomando os devidos cuidados;
  8. O horário de funcionamento das secretarias paroquiais serão definidos pelos Párocos ou Administradores Paroquiais de acordo com as necessidades;
  9. Diante dos inadiáveis compromissos econômicos das Paróquias (despesas fixas, salários dos funcionários, etc), solicitamos que os fieis mantenham a fidelidade ao dízimo, devendo cada Paróquia encontrar os meios para que isso aconteça.

Concluindo as determinações, invocamos a maternal intercessão de Nossa Senhora das Neves, padroeira da Paraíba, e do glorioso São José, patrono universal da Igreja, para que continuem intercedendo por nós neste momento de tamanha aflição. Convocamos a todos para que intensifiquemos as nossas orações, na certeza de que Jesus Cristo, o Bom Pastor, nos conduzirá na superação deste tempo de provação.

 

Que Deus abençoe a todos!

 

João Pessoa, 19 de março de 2020

 

 

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba

PDF: orientações arquipb 19.03
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O Domingo da Ressurreição ecoa em todos os lugares da terra, ainda que as pessoas estejam confinadas em suas residências, que o Senhor está Vivo. Ele venceu a morte e o nosso pecado, não há mais espaço para a tristeza e o pranto. “Hoje, a Igreja renova o anúncio dos primeiros discípulos: Jesus ressuscitou! E de boca em boca, de coração a coração, ecoa o convite ao louvor: Aleluia!… Aleluia1” (Papa Francisco). Vivemos uma Semana Santa diferente, mas não sem fé e esperança. Pudemos olhar mais uma vez para o Crucificado, ver em seu sofrimento a mesma solidariedade trazida nas mãos de santos e santas, que, conformaram suas vidas em favor dos pobres, por amor a Jesus. O Mistério da Páscoa do Senhor envolve inevitavelmente a dor da cruz e a alegria da manhã da Ressurreição. O homem e a mulher deste tempo também podem apoiar-se nesse Mistério, e testemunharão o quanto Deus é bom em qualquer circunstância da vida!

 

Como Pastor desta Igreja Centenária da Paraíba, quero comunicar não somente os tradicionais votos de uma feliz Páscoa, mas assegurar-lhes minha oração simples, mas consciente de que, principalmente, em tempos difíceis, o Pastor não abandona suas ovelhas. Não percamos a esperança de dias melhores; O Cristo Ressuscitado é o mesmo Pastor que nos conduz para as águas tranquilas. Só o Senhor é capaz de restaurar nossas forças e de nos acompanhar pelos vales tenebrosos. Não é assim que gostamos de cantar no salmo 22?! Confiemos no Senhor, Ele não permitirá que sucumbamos em nenhum mal.

 

Desejo ainda que o tempo pascal seja marcado pelo caminho verdadeiro da fé, caminho concreto que inquestionavelmente nos colocará diante dos pobres e necessitados, com o fim de servi-los, sem interesses e ideologias. O Senhor nos libertou do pecado e dos vícios, mas também dos fechamentos e egoísmos, fazendo com que sejamos mais construtores da construção da Fraternidade e da Paz! Uma feliz e uma santa Páscoa a todos os paraibanos!

 

 

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Fruto da última Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, realizada em novembro de 2019, foi publicada a 1ª Carta Pastoral à Arquidiocese da Paraíba, assinada pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Manoel Delson. A Carta traz como tema “Habitar a Cidade com a Alegria do Evangelho”, que também foi o tema de reflexão da referida Assembleia.

 

“Não é um slogan, é uma necessidade vital e irrenunciável para nossa ação evangelizadora. Queremos, sempre mais motivados pelas pertinentes palavras do Papa Francisco, habitar a cidade que nos envolve como uma Igreja em saída”, explica o Arcebispo.

 

A Carta Pastoral foi entregue aos padres e diáconos no último dia 4 de março, durante reunião ordinária do clero, e agora está disponível a todos os agentes pastorais, membros das novas comunidades e todos os leigos e leigas que desejarem conhecer as propostas da caminhada pastoral da Arquidiocese pelos próximos 4 anos.

 

“Com esta carta Pastoral, que a todos dirijo com particular afeto, quero manifestar também, amados irmãos e irmãs, a nossa plena comunhão e fidelidade criativa ao nosso querido Papa Francisco. Com sua simplicidade enraizada no Evangelho, e com seu coração de pai e pastor, ele tem desafiado toda Igreja para um tempo de renovação espiritual e de irrenunciável conversão pastoral, recolocando no centro de toda vida cristã, e de todo agir eclesial, a boa notícia da infinita Misericórdia de Deus. Como ficar indiferente a esta primavera da misericórdia com que Deus, pela voz do sucessor de Pedro, nos convoca? É tempo de redobrarmos nossa oração pelo Papa Francisco e de renovarmos, em nossas comunidades e em nossos corações, nossa fidelidade ao Evangelho. Não podemos adiar nossa conversão missionária. Este é o tempo favorável! Vivamos esta hora, de graça e de misericórdia, com jubilosa alegria”, diz Dom Delson na Carta.

PLANO PASTORAL

A Coordenação Arquidiocesana de Pastoral divulga, também, o Plano Pastoral para o Quadriênio 2020 – 2023. Segundo o Mons. Ivonio Cassiano, coordenador arquidiocesano de Pastoral, o Plano serve de orientação para todas as ações pastorais que serão vividas na Arquidiocese. “Este Plano de Pastoral, em consonância com as DGAE* (2019-2023), provindas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quer oferecer um caminho de ações pastorais às mais diversas realidades presentes no território arquidiocesano: Paróquias, Pastorais, Movimentos, Setores, Novas Comunidades… Sempre recordando que tal caminho é fruto de nossa caminhada e, também, a partir da realização da última Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, realizada em novembro de 2019”.

 

*DGAE: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, documento da CNBB

Carta Pastoral Dom Delson

Plano Pastoral 2020

 

 

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Na tarde desta segunda-feira, dia 20, Dom Manoel Delson presidiu a celebração da Santa Missa de 7º dia do Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto. A Missa aconteceu na capela do Seminário Arquidiocesano, onde Dom Delson reside e cumpre sua quarentena, e foi transmitida pel
a Rádio Consolação FM e pelo Facebook da Arquidiocese, onde centenas de pessoas acompanharam ao vivo.

Dom Delson falou do Arcebispo Emérito, destacando seu zelo pela Igreja. “Dom Aldo exerceu o ministério sacerdotal e episcopal, doando-se como havia prometido à Igreja e consumiu sua vida na evangelização dos seus filhos espirituais”. Ele também falou sobre os momentos de conflito: “sua personalidade forte provocou discordâncias e gerou muitos adversários, que se opuseram a ele em tantas circunstâncias. Os seus amigos são verdadeiramente amigos e, outros, adversários, dentro e fora da Igreja. Sofreu e fez outros sofrerem, na sua ânsia de ser fiel à verdade. Muito humano e, por isso, muito vulnerável. No entanto, permaneceu coerente até o fim com sua crença e seguro das suas convicções”.

A devoção de Dom Aldo à Nossa Senhora das Neves também foi lembrada durante a homilia: “Dom Aldo tinha um carinho filial todo especial por Nossa Senhora, especialmente sob o título Nossa Senhora das Neves. Que ele contemple no Céu o brilho terno e amoroso do sorriso da Mãe de Jesus e nossa Mãe”. E finalizou: “assim, que pedimos ao Senhor: Dai, Senhor, a Dom Aldo o repouso dos eleitos, o descanso eterno, na vossa presença de luz e de paz. Que ele descanse em paz”.

Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss faleceu no último dia 14 de abril, aos 70 anos, após complicações respiratórias devido a Covid-19. Seu corpo está sepultado na Igreja de São Benedito, em Fortaleza, cidade onde ele morava, e será trazido para a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves num tempo oportuno após a pandemia enfrentada no Brasil e no mundo.

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Na manhã desta quinta-feira, dia 14, Dom Manoel Delson presidiu a Santa Missa pelos 30 dias do falecimento do Arcebispo Emérito da Paraíba Dom Aldo di Cillo Pagotto. A missa foi transmitida pelo facebook e contou com centenas de telespectadores. Neste tempo angustiante de COVID-19, de pandemia e isolamento social, vimos passar velozmente 30 dias da morte de Dom Aldo. Como Arcebispo da Paraíba, presido no Seminário da Arquidiocese a missa de 30º dia pelo descanso eterno de Dom Aldo, unindo-nos à sua família, à Congregação dos Padres Sacramentinos, a todos os fieis da Arquidiocese e aos amigos dele”, disse Dom Manoel Delson.

Dom Delson relembrou a trajetória de Dom Aldo pela Arquidiocese. “Seu pastoreio de 12 anos a esta Arquidiocese foi marcado por muitos avanços e outros recuos, como é próprio de quem faz parte da história. Ele ordenou mais de 60 sacerdotes, numa Igreja Particular carente de ministros ordenados; a Festa de Nossa Senhora da Penha cresceu; as comunidades novas se organizaram e algumas foram reconhecidas. Todos estamos a serviço do Evangelho e o Espírito Santo usa-nos como seus instrumentos. Dom Aldo foi um instrumento de Deus nesta Arquidiocese.”

Sobre a pessoa de Dom Aldo, Dom Delson ressaltou os aspectos do arcebispo emérito: “religioso Sacramentino, sacerdote, bispo, arcebispo, missionário, anunciador da Palavra de Deus, com seu jeito único de ver as coisas e de ser. Homem de inteligência singular, dado à leitura, sensível, amante da música (cantava, tocava…), defendia com unhas e dentes suas convicções e pagou um alto preço por isso; sofreu e adoeceu, talvez por conta de tanto sofrimento, que ele mesmo causara e que outros lhe causaram. Posso testemunhar que, na sua consciência, Dom Aldo buscava o melhor para si e para a Igreja, mas muitas vezes as circunstâncias o traiam e ele não conseguia lidar com estas realidades conflituosas de modo natural”.

Finalizando, Dom Delson fez agradecimentos em prece ao irmão falecido. “Receba da Arquidiocese da Paraíba a nossa gratidão por tudo, pelas alegrias e tristezas, pelas conquistas e recuos, pelas amizades e a falta delas, pela sinceridade e pela sua ausência. Deus seja louvado por tudo, pela vida e pela morte, pela saúde e pela doença, pela leveza e pelo peso, pela luz e pela trevas, pelo amor e pela sua carência”.


Dom Aldo di Cillo Pagotto
morreu no dia 14 de abril, após ser infectado pelo novo Covid-19. O Arcebispo vinha realizando tratamento contra o câncer na cidade de Fortaleza, onde residia com irmãos da congregação dos Sacramentinos. Natural de Santa Bárbara D’Oeste (SP), foi sagrado Bispo no dia 31 de outubro de 1997 e pastoreou a Diocese Sobral como coadjutor entre 1997 e 1998, depois assumindo como Bispo titular, onde ficou até o ano de 2004. Foi Arcebispo da Paraíba de 2004 a 2016.

Confira a Missa de 30º dia celebrada na manhã desta quinta-feira.

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Se aproxima a semana mais importante dentro do calendário litúrgico da Igreja Católica. Porém, este ano, a Semana Santa será vivida de uma forma extraordinária, devido à pandemia do coronavírus. Ainda seguindo as orientações das autoridades sanitárias e de saúde, além de atender ao pedido do Santo Padre, o Papa Francisco, o Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, torna pública sua carta de orientações para as celebrações deste período.

 

Mantendo as últimas recomendações publicadas no dia 19 de março, as Missas continuam a acontecer sem a presença dos fieis e momentos como procissões permanecem proibidos. Desta forma, a Semana Santa terá algumas particularidades: não veremos, este ano, a procissão do Domingo de Ramos pelas ruas dos bairros; a Missa da Ceia do Senhor, que acontece na Quinta-Feira Santa, acontecerá sem o momento do Lava pés; a Missa dos Santos Óleos, que reúne todo o clero na catedral para renovação dos votos sacerdotais, será adiada para um tempo oportuno; na Sexta-feira Santa não será realizada a Procissão do Senhor Morto e terá uma oração especial pelos doentes, pelos defuntos e por aqueles que sofreram alguma perda nesta pandemia. No Sábado de Aleluia não será permitida a Procissão da Luz após a bênção do fogo e não haverá a Liturgia Batismal (Batismo) nesta celebração.

 

“Entendo que vem sendo um grande sacrifício para todos, mas reforço aos meus queridos irmãos e irmãs: fiquem em casa! Este vem se apresentando como um grande gesto de amor à humanidade! Vamos refletir, de todo coração, as palavras do Papa Francisco na bênção Urbi et Orbi  e vamos viver uma Semana Santa intensa, com muita fé, entendendo que esta será diferente na vivência, mas não na sua essência. Seguimos com muita confiança de que Deus nos ajudará a passar por este momento tão desafiador. Em breve estaremos juntos, nos abraçando, adorando ao Senhor e agradecendo a superação desta pandemia”, afirma Dom Manoel Delson.

 

Confira as orientações Litúrgicas do Arcebispo da Paraíba para a Semana Santa:
Orientações da ArquiPB Semana Santa – Covid19

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No calendário litúrgico católico, encontra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor. Esta solenidade nos faz um convite bastante especial: dirigir os nossos olhos para o Cristo Ressuscitado que, passados quarenta dias depois do Domingo da Páscoa, continua a despertar admiração aos homens, como fizera com os seus primeiros apóstolos: “se elevou à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos” (At 1,9).


O ato de subida do Ressuscitado para o seio da Trindade significa que Ele abre definitivamente o caminho que nos levará à nossa pátria definitiva. Essa subida de Cristo é uma realidade atemporal. Não devemos nos preocupar com uma localização espacial, pois tudo que se refere a Deus, foge da nossa capacidade e insistência de categorizar as coisas. A subida do Ressuscitado, que nos envia Seu Espírito, é uma subida que pode nos fazer meditar sobre a evangelização nos meios de comunicação. O Evangelho que anunciamos, do Cristo que morreu e ressuscitou, não nos aliena na cotidianidade da terra, mas planta nossos pés nesta e ancora nosso coração no céu. A necessidade de evangelizar pelos meios de comunicação tornou-se uma demanda que não podemos evitar, muito mais agora nestes tempos de isolamento social.


A Igreja, quando faz uso evangelizador desses meios de comunicação, eleva o olhar dos homens e mulheres deste tempo para a subida do Cristo ao Pai. Aqui não podemos nos contentar com uma analogia teórica. Não! Trata-se de uma realidade fundamental que toca nossa vida concreta. Cristo realmente nos visitou e, depois de sua morte e ressurreição, subiu para o Pai. A esperança cristã, fundada no Evangelho de Nosso Senhor, não é uma ilusão. Podemos confiar-nos ao Senhor. Nele, porque possuímos esperança, nossa vida fica firme e ancorada (Cf. Hb 6,19).


O Papa Francisco ao meditar sobre essa subida de Cristo ao Pai, diz que se trata de algo inédito e que nos pede olhos e coração voltados a Deus: “uma nova forma de presença de Jesus no meio de nós, pede-nos para ter olhos e coração para o encontrar, para o servir e para o testemunhar aos outros”. Pecamos ao Senhor que nunca nos falte esse desejo sincero de subida para o Pai; e que a nossa subida ao Pai comece aqui na história, estando atento às necessidades dos mais pobres e necessitados. A subida do cristão ao Pai é uma subida que puxa a caridade. Não subiremos sozinhos. Os nossos irmãos também subirão conosco!

Dom Manoel Delson
Arcebispo da Paraíba
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O Domingo de Ramos, celebrado no mundo inteiro neste dia, ainda que online, por causa da pandemia da COVID-19, nos faz meditar sobre a entrada de Jesus em Jerusalém. Nosso Senhor está subindo para cruz. O povo o acolhe como Rei: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” (Mt 21,9). Como podemos entrar nessa procissão que glorifica o Senhor se nem ao menos podemos sair de nossas casas? Nossa Semana Santa será menos digna porque estamos impossibilitados de ir à Igreja? O Papa Francisco nos ensinou com seu exemplo na sua aparição no último dia 27, quando a praça de São Pedro estava completamente vazia: ele se colocou aos pés da cruz de Jesus.

 

O caminho de subida para Jerusalém, para a cruz, que começa com o Domingo de Ramos, é um caminho interior, antes de tudo. O Senhor caminha conosco neste momento doloroso da história. Por vezes, não conseguimos acompanhar seus passos, e aí equivocadamente consideramos que Deus não olha mais para a nossa vida. O que não é verdade! Com o Senhor, caminhamos, peregrinos, para a altura da cruz. Ele nos dá força para não sucumbirmos nos sofrimentos da vida.

 

Mesmo que estejamos impossibilitados de irmos à Igreja também na Semana Santa, o Senhor se manterá ao nosso lado. Tenhamos nos lábios o louvor que brota também, quando sofremos. Enchamos nossas mãos de caridade fazendo o bem a todos. Afinal, na Última Ceia, Ele nos ensina a amar até o fim! A verdadeira caridade nos leva ao destino da cruz. Quantas vezes devemos esquecer de nós mesmos para colocar-nos a serviço dos irmãos; e este tempo de pandemia pode ser uma grande ocasião para estarmos atentos às necessidades de quem sofre ao nosso lado. A cruz que seguimos não é sinal de derrota, mas de vitória. Nossa Semana Santa será diferente não porque estamos impotentes. Não! Mas porque sabemos que a nossa vida está nas mãos de Deus. Um vírus não é maior que o amor de Deus!

 

Que a Virgem Maria, Aquela que prontamente se colocou aos pés da Cruz de Seu Filho Jesus, seja amparo para nós neste tempo da nossa história, e nos ensine a não abandonar o lugar da cruz.

Dom Frei Manoel Delson, OFMCap
Arcebispo da Paraíba

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Representantes das Pastorais Sociais de toda a Província da Paraíba estiveram reunidos em Campina Grande no último fim de semana. O evento reuniu agentes da Arquidiocese da Paraíba e das Dioceses de Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras.

 

O principal objetivo do encontro, sediado na Fazenda do Sol, em Campina Grande/PB, foi o compartilhamento de relatos de experiências da missão, entre os representantes das pastorais e também a reflexão da relação das experiências com o Texto Base do 18° Congresso Eucarístico Nacional, que acontece em novembro, em Recife/PE. “Esse espaço de articulação existe para que as pastorais sociais possam caminhar de forma mais integrada. Então, é importante, a gente reunir, como estamos aqui as 5 dioceses, para ver como se dá nossa caminhada enquanto Igreja, ver os desafios que a gente enfrenta aqui no estado e também ver as respostas que estamos dando no momento”, afirmou Irenaldo Pereira, coordenador estadual das Pastorais Sociais.

 

A reflexão sobre o texto base, que foi produzido por uma comissão do Regional Nordeste 2 e tem como tema “Pão em todas as mesas”, ficou sob responsabilidade do Pe. Bosco, da Diocese de Guarabira. Na ocasião ele reforçou que o povo de Deus reunido já é sinal da Eucaristia e que fazer memória não é relembrar o passado, mas fazer uma atualização para o presente. Também lembrou que durante a missa, o celebrante é o próprio Cristo, o padre é o presidente. “Existe a exclusão de minorias, como os quilombos, mulheres, entre outros grupos. É como se na favela nem vida existisse, mas existe. Na casa do pobre é o único lugar em que o Pai Nosso é rezado de forma coerente. É necessário pegar o texto e meditar, aprofundar e pôr em prática”, afirmou o padre Bosco.




O coordenador estadual das pastorais sociais na Paraíba reforçou a necessidade de encontros como este, realizado neste fim de semana, dizendo que “o mesmo Jesus que disse: ‘Este é o Meu corpo’, na Ceia Eucarística, é o mesmo Jesus que diz ‘estive com fome, estive preso’, então o interessante é essa associação entre missão, entre Eucaristia, entre profetismo, e nós estamos aqui vivendo a experiência que Jesus faz lá no monte, a gente faz uma experiência semelhante, é o momento em que a gente vai se encontrar com a com a própria experiência do ressuscitado, a gente aqui se reabastece, mas com entendimento de que a nossa missão está na base, é lá embaixo, então estamos aqui é com esse intuito, de estar juntos, de se fortalecer, de sair mais entusiasmados para a missão que está em nossas dioceses, em nossas pastorais sociais, em nossos serviços, lá nas comunidades, nas paróquias, lá nas nossas dioceses”.

 

Ao final do encontro, foram apresentados eventos que serão realizados durante o ano, por parte de diferentes pastorais. Ainda acontecerá dois encontros das Pastorais Sociais da Paraíba, sendo o próximo em julho, na cidade de Guarabira.

Texto e fotos: Carla Miranda

Ascom Vicariato para a Caridade, Justiça e Paz – Diocese de Campina Grande

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A Arquidiocese da Paraíba oferece o subsídio ‘Celebração da Palavra em Família’ para este 5º domingo da Quaresma.  Apesar do grande número de Missas transmitidas on-line, a reunião familiar é de suma importância na vida do cristão, em especial neste tempo quaresmal, em preparação para a Páscoa do Senhor.

 

“Lembrem-se, porém, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração, para que seja possível o colóquio entre Deus e o homem, pois ‘com ele falamos quando rezamos e a ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos’” (Const. Dei Verbum, 25)

 

Celebre com sua família e divulgue para que outras famílias possam rezar também!

Celebração da Palavra 5ºDom Quaresma_Arquidiocese da Paraíba

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Na noite desta terça-feira, dia 14, Dom Manoel Delson presidiu a Santa Missa onde foram ordenados os dois novos sacerdotes da Arquidiocese: Pe. Manoel Viana e Pe. João Paulo Ricarte. A celebração aconteceu na Catedral Basílica de Nossa das Neves e contou com a presença de padres, seminaristas, familiares e amigos dos neossacerdotes.

 

“É sempre uma alegria e renova o nosso ministério quando vemos irmãos entregando sua vida à Igreja. A oração da comunidade, dos familiares e dos presbíteros chega ao coração de Deus, que mantém viva a vocação”, diz Dom Manoel Delson.




A primeira Missa presidida pelo Pe. Manoel Viana será na próxima quinta-feira, dia 16, na Paróqia São Pedro e São Paulo, no bairro Tibiri II, em Santa Rita, às 19h30. Já Pe. João Paulo preside a celebração na sexta, dia 17, no bairro Alto dos Populares, também em Santa Rita, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus.



Fotos: Rose Félix e Clecinaldo Cruz

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Desde o dia 19 de março, os católicos da Arquidiocese da Paraíba vivem a nova realidade de participação virtual nos momentos de celebração. A pandemia do coronavírus impôs uma nova rotina e necessárias adaptações por toda sociedade nos mais diversos setores. Esta realidade é compartilhada por católicos em todo país e em diversas partes do mundo.

Antes da pandemia, era comum acompanhar as Missas transmitidas nas TVs e Rádios, mas, na nova realidade, elas se tornaram a única opção, juntamente com transmissões através das redes sociais. “Sabemos perfeitamente que assistir Missa pela internet ou Tv tem o seu valor, mas a essência da forma adequada do católico participar da Missa consiste naquilo que o Papa Francisco disse recentemente: ‘Esta é a Igreja de uma situação difícil, que o Senhor permite, mas o ideal da Igreja é sempre com o povo e com os sacramentos. Sempre’”, explica o Pe. Marcelo Monte, referencial para o Setor Família da Arquidiocese da Paraíba.



Esta situação, causada pelo isolamento social, é muito nova para todos. A Igreja, que é o lugar do encontro comunitário e vivência de sacramentos, está fechada. Porém, as casas estão cheias de vida e é nelas que os católicos vivem, com maior intensidade, a Igreja Doméstica. “A fé comunitária que celebramos em nossos templos começa primeiramente nos lares domésticos. Não há esquizofrenia entre o Templo e a Igreja da nossa casa”, diz o sacerdote.

Nos lares são montados altares. O espaço onde a família se reúne para comer, assistir ou conversar, se tornou também o espaço de celebrar. Ainda segundo o Pe. Marcelo Monte, as famílias devem aproveitar este momento para transformar a vivência da fé numa oportunidade de estarem cada vez mais unidas. “Os familiares de nossa casa, quando rezam unidos, fazem cumprir aquele ensinamento bíblico: o amor é forte! (Cf. Ct 8,6)”.



COMO CELEBRAR EM FAMÍLIA

Para celebrar no lar, as famílias precisam preparar o ambiente para a dignidade que o momento merece. Há a preparação do ambiente e a preparação pessoal. O Pe. Marcelo deixa as seguintes sugestões: “é importante acender uma vela como sinal da fé que não se apaga num arrumado e simples altar que representa o nosso coração disponível a Deus; convide todos da casa para rezarem juntos”.

Além de assistir as Missas através dos meios e comunicação, as famílias também podem fazer a Celebração da Palavra. Nas redes sociais da Arquidiocese (arquipb), toda semana o subsídio do domingo é disponibilizado gratuitamente em pdf. O material é produzido pela Comissão de Liturgia da Arquidiocese e disponibilizado no instagram, facebook (@arquipb) e também através da Pascom nas paróquias.



Finalizando, o Pe. Marcelo deixa um recado: “o tempo que estamos passando é de muita prova, mas não percamos sequer nenhum segundo nos opondo às permissões de Deus. Acreditamos que, mesmo nos desertos da vida, O Senhor caminha conosco, Ele é o Pai do céu que não retira seu olhar atencioso e misericordioso da terra, lugar que Ele ama bastante”.

*As fotos foram enviadas pelas equipes de Pascom das Paróquias da ArquiPB

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A Igreja Nossa Senhora de Nazaré, que fica localizada na Praia do Poço, em Cabedelo, celebra 100 anos de sua construção no mês de janeiro. Será realizado um novenário de 3 a 12 de janeiro de 2020, com celebração eucarística todas as noites às 19h.  

No dia 11 de janeiro, ás 8h, será realizada uma carreata com a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, saindo da Igreja São Francisco no Centro de João Pessoa e percorrendo as principais avenidas da Capital. Já no dia 12 de janeiro, às 7h, a Missa será presidida pelo Arcebispo da Paraíba Dom Manoel Delson e, logo após a Missa, haverá uma procissão marítima saindo da Praia do Poço em direção a Areia Vermelha.

Ainda dentro das celebrações do Jubileu dos 100 anos, no dia 7 de janeiro de 2020, a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré celebra 1 ano de sua criação.

HISTÓRIA

A Igreja de Nossa Senhora de Nazaré tem um valor histórico para a Arquidiocese e para o Estado da Paraíba, pois ela é um segmento de uma outra construção importante, a Igreja do Almagre, construída no Século XVII com incentivo da coroa de Portugal, situada as margens da Praia de Ponta de Campina, em Cabedelo. Preocupados com a deterioração da igreja e possivelmente da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, no ano de 1920, os fiéis realizaram uma procissão levando a imagem para a recém construída Capela de Nazaré, na Praia do Poço. A Capela ficou alguns anos sem realizar celebrações, mas depois passou a pertencer a uma Paróquia local e retomou sua história, suas celebrações e seus fiéis. Em 7 de janeiro de 2019, o Arcebispo Dom Manoel Delson criou a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, nomeando como pároco o Padre Lucivaldo Eugênio Gomes de Souza.

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Viajar para a Capital da Paraíba pode incluir mais roteiros do que o belo litoral e suas praias. O Centro Histórico de João Pessoa é um dos locais que todo visitante deve procurar conhecer. A terceira cidade constituída mais antiga do Brasil tem sua história contada nos belos monumentos arquitetônicos e religiosos. As Igrejas do Centro de João Pessoa destacam todo o valor de patrimônio histórico e cultural da Capital.

 

Sob a proteção de Nossa Senhora das Neves, a Capital Paraibana encontra sua fé e religiosidade representada por seus complexos arquitetônicos, que trazem do barroco ao ecletismo. Destacam-se a Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, o Conjunto Barroco Franciscano da Paraíba, Complexo Carmelita, Mosteiro Beneditino e a Igreja da Misericórdia, fechando um belíssimo contexto de igrejas históricas no Centro da Capital.

 

 

O Centro Cultural São Francisco é uma das principais visitas no centro histórico de João Pessoa. É o mais importante conjunto de arte barroca da Paraíba, que começou a ser erguido em 1589 e concluído no final do século XVIII. O CCSF é aberto para visitação de segunda a sexta, das 9h às 16h30, e no sábado, das 9h às 14h30. É cobrada uma taxa de visitação de R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia). A visita é acompanhada por guias que falam os idiomas português, inglês e espanhol. Este complexo arquitetônico inclui a Igreja de São Francisco, Convento de Santo Antônio, a Capela da Ordem Terceira de São Francisco, a Capela de São Benedito, a Capela Dourada e o Claustro. Neste local encontra-se o acervo de arte sacra, arte popular, memorial arquidiocesano e o memórial dos arcebispos. Nas terças e sextas, o CCSF realiza concertos de música clássica para os visitantes, das 10h às 12h.

 

 

O Mosteiro de São Bento é um conjunto em estilo barroco, construído pelos monges Beneditinos que teve sua construção iniciada no século XVII e concluído em 1761. Formado pelo mosteiro e a Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat, este patrimônio é considerado um dos mais importantes do nordeste. O mosteiro é aberto para visitação das 6h às 14h, de segunda a sexta. Durante a semana ocorre missas às 7h30.

 

 

A Igreja de Nossa Senhora das Neves, hoje Catedral Basílica, fica localizada na Praça Dom Ulrico, marco zero da capital. A atual igreja foi sagrada em 1894, porém a construção da primeira capela aconteceu em 1586 em estrutura de taipa, pelos primeiros colonizadores da Paraíba como forma de homenagear Nossa Senhora das Neves. Depois, aconteceram duas grandes reformas: uma no século XVII e outra na metade do século XVIII.  A Catedral fica aberta para visitação de segunda a sexta, das 9h às 14h, com missas ao meio-dia. Aos sábados, ocorre missa às 18h e, aos domingos, às 6h, 9h, e 18h.

 

 

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada na Praça Dom Adauto, compreende um conjunto arquitetônico construído pelos carmelitas, composto pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, pelo Palácio Episcopal (antigo Convento Carmelitano e atual sede da Arquidiocese da Paraíba), ambos construídos no século XVIII, e pela Igreja de Santa Teresa de Jesus da Ordem Terceira do Carmo, também datada do século XVIII. A Igreja do Carmo fica aberta à visitação de segunda a sábado das 14h às 17h30.

 

 

A Igreja da Misericórdia fica localizada na Av. Duque de Caxias e é uma das mais antigas da cidade de João Pessoa, que teve a conclusão da sua construção em 1612. Atualmente é a única que possui sua fachada original, bem como boa parte do seu interior. A fachada mostra os traços maneiristas, sem os adornos e ostentações do barroco. A Igreja fica aberta para visitação de segunda a sexta, das 8h às 17h. No penúltimo sábado acontece a Missa celebrada em inglês.

 

 

A Igreja de São Frei Pedro Gonçalves a atual estrutura arquitetônica desta igreja é datada da primeira metade do século XX com influência eclética. Porém, a primeira capela construída neste local data do século XVII.  A edificação é parte integrante do conjunto arquitetônico disposto no largo homônimo. O prédio passou por uma restauração em 2000. O diferencial está na sua localização, próxima ao Rio Sanhauá, e nas ruínas soterradas embaixo da igreja, visível ao público e referente à primeira capela. É aberta para visitação de segunda a sábado, das 9h às 12h, e fica localizada ao lado da Praça Antenor Navarro, próximo de outro famoso ponto turístico da cidade: o Hotel Globo.

 

A Capital Paraibana se transforma, ao longo dos dias, para melhor acolher seu povo e seus visitantes. A hospitalidade, a riqueza de sua natureza, a beleza de suas praias e a fé de sua população escrevem mais uma página de sua história, onde a alegria e o amor fazem morada.

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A sede das Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília, recebe durante toda esta semana, de 27 a 31 de janeiro, assessores e assessoras da Infância e Adolescência Missionárias (IAM), que participam do I Curso de Multiplicadores das IAM. A formação busca capacitar esses assessores para preparar novos facilitadores e multiplicadores em suas regiões. “Nosso desafio é fazer esse objetivo se concretizar, realizando essa formação integral com as temáticas que condizem à missão e à obra da infância e adolescência missionárias, de modo que estes agentes formem os novos assessores do seu Estado e multipliquem a obra em sua região”, explica a Ir. Patrícia Souza, Secretária Nacional da IAM.

 

Neste curso estão participando 40 assessores de todas as regiões do país que, até sexta-feira (31), estudam e refletem temas referentes ao carisma e a organização da IAM, além de aprofundar os processos formativos, espiritualidade e missão dos grupos. A Paraíba está sendo representada pelos Coordenadores Estaduais da IAM: Leonardo Sousa, da Diocese de Guarabira, e Ricardo Cavalcanti, da Arquidiocese da Paraíba. “Nesse momento recebemos uma semente e começamos a sonhar com os frutos. Quando retornarmos à Paraíba, iremos plantar essa semente nos novos articuladores e assessores que terão sua formação iniciada a partir do próximo mês”, afirma Leonardo.



A formação faz parte das ações do eixo pensado e planejado na assembleia nacional da IAM de dezembro de 2017. Cada Estado inscreveu dois assessores, que buscam aprofundar as temáticas do subsídio para multiplicadores lançado em 2018. “Foi um encontro muito esperado por todos que participam e assessoram os grupos de Infância e Adolescência Missionárias. Esse encontro vem para reorganizar, reestruturar e formar melhor todos os assessores e assessoras que tem a missão de conduzir grupos da IAM pelo país, tornando Jesus conhecido e amado em suas áreas de atuação. Muitas novidades estão chegando para nossa Arquidiocese da Paraíba e também para todas as dioceses do nosso Estado”, disse Ricardo.

Comunicação ArquiPB

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O I Congresso Missionário Nacional e a V Missão Sem Fronteiras, que ocorrem na cidade de Planaltina, no Distrito Federal, está reunindo mais de 200 jovens desde a última quarta-feira (15) e vai até o domingo (19). Os eventos buscam fortalecer a comunhão e a identidade das juventudes missionárias católicas do país. O Congresso tem como tema: “Batizados e enviados: as juventudes em missão no mundo”.

 

O Estado da Paraíba está sendo representado por quatro jovens, dois da Arquidiocese da Paraíba, um da Diocese de Patos e um da Diocese de Cajazeiras. Rayanne Pessoa, que representa a Arquidiocese da Paraíba e é atualmente a Coordenadora Arquidiocesana da Juventude Missionária, falou das expectativas desse I Congresso Missionário. “Estamos em grande entusiasmo para essa partilha de testemunhos que acontecerá nesses dias de congresso. Esse ano a JM completa seus quinze anos e isso já é mais do que motivo para celebrar. Nós da Paraíba ainda estamos iniciando e por isso ainda não temos tantos grupos no nosso Estado, mas esperamos que esse congresso acenda essa consciência missionária na juventude paraibana para enviarmos cada vez mais jovens em missão pelo nosso Estado e pelo país”, afirma.




O Pe. Maurício Jardim, que é diretor das Pontifícias Obras Missionárias, em sua fala de abertura do evento, frisou que é importante durante esse Congresso, “desencadear processos de formação integral, de acompanhamento às juventudes, de articulação, missão e espiritualidade”. O Congresso segue até o domingo, dia 19, onde às 9h, ocorrerá a missa de encerramento presidida por Dom Sérgio da Rocha, bispo da Arquidiocese de Brasília.

 

V MISSÃO SEM FRONTEIRAS



O projeto Missão Sem Fronteiras busca fortalecer o diálogo e a interação entre os jovens missionários de todo o Brasil. Nas últimas quatro edições o Missão Sem Fronteiras escolheu uma realidade do país para que as JMs pudessem realizar visitas, formações e oficinas. Durante o I Congresso Missionário, as atividades do projeto acontecem nas comunidades locais de Planaltina, no sábado (18) e no domingo (19). A Paraíba sempre teve a média de três representantes no projeto Missão Sem Fronteiras, participando desde a segunda edição. “Estamos sempre convidando os jovens de nosso Estado para viver o carisma missionário com amor, coragem e esperança, sendo esse jovem missionário em saída que é a verdadeira natureza da Igreja”, completa Rayanne Pessoa.

Comunicação ArquiPB com Assessoria das POM

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Artigos do Bispo, Destaque

O Mês de Maio é um tempo bastante especial para os católicos. É um tempo marcadamente mariano. A Igreja arruma um altar especial para a Mãe de Deus, um altar que, antes de tudo, começa no coração dos fieis. Com a Virgem Maria, aprendemos mais perfeitamente a nos aproximar de Deus. E esse caminho é simples, passa pela oração do Rosário. “A oração do Rosário pode ajudar-vos a aprender a arte de rezar com a simplicidade e profundidade de Maria.” (Papa Emérito Bento XVI)

Neste tempo em que celebramos também as alegrias pascais, a Igreja se une mais proximamente à Maria. E nos unimos a Ela porque desejamos ter os mesmos sentimentos que teve para com O seu Filho Jesus. Com Maria, queremos continuamente entrar pela Porta do Bom Pastor: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo (…)” (Jo 10,9). A oração do santo rosário possui uma graça que faz crescer a constância naqueles que têm fé. Na repetição das ave-marias, o fiel vai compreendo que existe uma paciência histórica de Deus. Quantas vezes rezamos o rosário com a pressa dos que não sabem esperar o tempo paciente de Deus. Celebrar o mês mariano só é realmente frutuoso para os que buscam esperar em Deus.

As flores que dedicaremos à Virgem Maria, também neste tempo de isolamento social, é um sinal da Vitória de Cristo Ressuscitado. As flores, as rosas… têm o poder de nos comunicar a mensagem da vida. Nossa Senhora passou prontamente pelo sofrimento da Cruz de Jesus, mas Ela também tornou-se mensageira da alegria que brota da Ressurreição. Os verdadeiros filhos de Maria sabem conjugar na vida esse movimento de vida e morte. Eis o movimento de Deus ao salvar a humanidade! Amamos profundamente a Mãe de Deus, e a amamos não por sê-la uma simples mulher do povo. Mas porque Deus, no seu plano de amor para os homens e mulheres de todos os tempos, quis que a tratássemos como Mãe e Rainha. “Maria é Rainha amando, servindo, e velando por seus filhos” (Papa Emérito Bento XVI). Que o Bom Deus, que nos protege sempre, nos ajude a viver este tempo de profunda crise com o nosso coração ancorado na confiança Dele, como fez a Santíssima Virgem Maria. E lembremos também do pedido do Papa Francisco para este tempo especial: “que as famílias se reúnam diariamente para rezar o terço sob o olhar da Virgem Mãe, para que nelas não se acabe jamais o óleo da fé e da alegria, que jorra da vida daqueles que estão em comunhão com Deus.”

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba

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“Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2).
A vida se faz história 

 

Desejo dedicar a Mensagem deste ano ao tema da narração, pois, para não nos perdermos, penso que precisamos de respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destruam; histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros.

  1. Tecer histórias


O homem é um ente narrador. Desde pequenos, temos fome de histórias, como a temos de alimento. Sejam elas em forma de fábula, romance, filme, canção, ou simples notícia, influenciam a nossa vida, mesmo sem termos consciência disso. Muitas vezes, decidimos aquilo que é justo ou errado com base nos personagens e histórias assimiladas. As narrativas marcam-nos, plasmam as nossas convicções e comportamentos, podem ajudar-nos a compreender e dizer quem somos.

O homem não só é o único ser que precisa de vestuário para cobrir a própria vulnerabilidade (cf. Gn 3, 21), mas também o único que tem necessidade de narrar-se a si mesmo, “revestir-se” de histórias para guardar a própria vida. Não tecemos apenas roupa, mas também histórias: de fato, servimo-nos da capacidade humana de “tecer” quer para os tecidos, quer para os textos. As histórias de todos os tempos têm um “tear” comum: a estrutura prevê “heróis” – mesmo do dia a dia – que, para encalçar um sonho, enfrentam situações difíceis, combatem o mal movidos por uma força que os torna corajosos, a força do amor. Mergulhando dentro das histórias, podemos voltar a encontrar razões heroicas para enfrentar os desafios da vida.

O homem é um ente narrador, porque em devir: descobre-se e enriquece-se com as tramas dos seus dias. Mas, desde o início, a nossa narração está ameaçada: na história, serpeja o mal.

  1. Nem todas as histórias são boas


“Se comeres, tornar-te-ás como Deus” (cf. Gn 3, 4): esta tentação da serpente introduz, na trama da história, um nó difícil de desfazer. “Se possuíres…, tornar-te-ás…, conseguirás…”: sussurra ainda hoje a quem se utiliza do chamado storytelling para fins instrumentais. Quantas histórias nos narcotizam, convencendo-nos de que, para ser felizes, precisamos continuamente de ter, possuir, consumir. Quase não nos damos conta de quão ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta violência e falsidade consumimos. Frequentemente, nos “teares” da comunicação, em vez de narrações construtivas, que solidificam os laços sociais e o tecido cultural, produzem-se histórias devastadoras e provocatórias, que corroem e rompem os fios frágeis da convivência. Quando se misturam informações não verificadas, repetem discursos banais e falsamente persuasivos, percutem com proclamações de ódio, está-se, não a tecer a história humana, mas a despojar o homem da sua dignidade.

Mas, enquanto as histórias utilizadas para proveito próprio ou ao serviço do poder têm vida curta, uma história boa é capaz de transpor os confins do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque nutre a vida.

Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o deepfake), precisamos de sapiência para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas. Necessitamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. Precisamos de paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia. 

  1. História das histórias


A Sagrada Escritura é uma História de histórias. Quantas vicissitudes, povos, pessoas nos apresenta! Desde o início, mostra-nos um Deus que é simultaneamente criador e narrador: de fato, pronuncia a sua Palavra e as coisas existem (cf. Gn 1). Deus, através deste seu narrar, chama à vida as coisas e, no apogeu, cria o homem e a mulher como seus livres interlocutores, geradores de história juntamente com Ele. Temos um Salmo onde a criatura se conta ao Criador: “Tu modelaste as entranhas do meu ser e teceste-me no seio de minha mãe. Dou-Te graças por me teres feito uma maravilha estupenda (…). Quando os meus ossos estavam a ser formados, e eu, em segredo, me desenvolvia, recamado nas profundezas da terra, nada disso Te era oculto” (Sl 139/138, 13-15). Não nascemos perfeitos, mas necessitamos de ser constantemente “tecidos” e “recamados”. A vida foi-nos dada como convite a continuar a tecer a “maravilha estupenda” que somos.

Neste sentido, a Bíblia é a grande história de amor entre Deus e a humanidade. No centro, está Jesus: a sua história leva à perfeição o amor de Deus pelo homem e, ao mesmo tempo, a história de amor do homem por Deus. Assim, o homem será chamado, de geração em geração, a contar e fixar na memória os episódios mais significativos desta História de histórias: os episódios capazes de comunicar o sentido daquilo que aconteceu.


O título desta Mensagem é tirado do livro do Êxodo, narrativa bíblica fundamental que nos faz ver Deus a intervir na história do seu povo. Com efeito, quando os filhos de Israel, escravizados, clamam por Ele, Deus ouve e recorda-Se: “Deus recordou-Se da sua aliança com Abraão, Isaac e Jacob. Deus viu os filhos de Israel e reconheceu-os” (Ex 2, 24-25). Da memória de Deus brota a libertação da opressão, que se verifica através de sinais e prodígios. E aqui o Senhor dá a Moisés o sentido de todos estes sinais: “Para que possas contar e fixar na memória do teu filho e do filho do teu filho (…) os meus sinais que Eu realizei no meio deles. E vós conhecereis que Eu sou o Senhor” (Ex 10, 2). A experiência do Êxodo ensina-nos que o conhecimento de Deus se transmite sobretudo contando, de geração em geração, como Ele continua a tornar-Se presente. O Deus da vida comunica-Se, narrando a vida.


O próprio Jesus falava de Deus, não com discursos abstratos, mas com as parábolas, breves narrativas tiradas da vida de todos os dias. Aqui a vida faz-se história e depois, para o ouvinte, a história faz-se vida: tal narração entra na vida de quem a escuta e transforma-a.

Também os Evangelhos – não por acaso – são narrações. Enquanto nos informam acerca de Jesus, “performam-nos[1] à imagem de Jesus, configuram-nos a Ele: o Evangelho pede ao leitor que participe da mesma fé para partilhar da mesma vida. O Evangelho de João diz-nos que o Narrador por excelência – o Verbo, a Palavra – fez-Se narração: “O Filho unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O contou” (1, 18). Usei o termo “contou”, porque o original exeghésato tanto se pode traduzir “revelou” como “contou”. Deus teceu-Se pessoalmente com a nossa humanidade, dando-nos assim uma nova maneira de tecer as nossas histórias.

  1. Uma história que se renova


A história de Cristo não é um patrimônio do passado; é a nossa história, sempre atual. Mostra-nos que Deus tomou a peito o homem, a nossa carne, a nossa história, a ponto de Se fazer homem, carne e história. E diz-nos também que não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. Na história de cada homem, o Pai revê a história do seu Filho descido à terra. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou.


Vós “sois uma carta de Cristo – escrevia São Paulo aos Coríntios –, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações” (2 Cor 3, 3). O Espírito Santo, o amor de Deus, escreve em nós. E, escrevendo dentro de nós, fixa em nós o bem, recorda-no-lo. De fato, re-cordar significa levar ao coração, “escrever” no coração. Por obra do Espírito Santo, cada história, mesmo a mais esquecida, mesmo aquela que parece escrita em linhas mais tortas, pode tornar-se inspirada, pode renascer como obra-prima, tornando-se um apêndice de Evangelho. Assim as Confissões de Agostinho, o Relato do Peregrino de Inácio, a História de uma alma de Teresinha do Menino Jesus, os Noivos prometidos (Promessi sposi) de Alexandre Manzoni, os Irmãos Karamazov de Fiódor Dostoievski… e inumeráveis outras histórias, que têm representado admiravelmente o encontro entre a liberdade de Deus e a do homem. Cada um de nós conhece várias histórias que perfumam de Evangelho: testemunham o Amor que transforma a vida. Estas histórias pedem para ser partilhadas, contadas, feitas viver em todos os tempos, com todas as linguagens, por todos os meios.

  1. Uma história que nos renova


Em cada grande história, entra em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos a Escritura, as histórias dos Santos e outros textos que souberam ler a alma do homem e trazer à luz a sua beleza, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando fazemos memória do amor que nos criou e salvou, quando colocamos amor nas nossas histórias diárias, quando tecemos de misericórdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos mudando de página. Já não ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma memória doente que nos aprisiona o coração, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos à própria visão do Narrador. Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crônica dos fatos, mudam o sentido e a perspectiva. Narrarmo-nos ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, costurando as rupturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!


Com o olhar do Narrador – o único que tem o ponto de vista final –, aproximamo-nos depois dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores juntamente conosco da história de hoje. Sim, porque ninguém é mero figurante no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Mesmo quando narramos o mal, podemos aprender a deixar o espaço à redenção; podemos reconhecer, no meio do mal, também o dinamismo do bem e dar-lhe espaço.


Por isso, não se trata de seguir as lógicas do storytelling, nem de fazer ou fazer-se publicidade, mas de fazer memória daquilo que somos aos olhos de Deus, testemunhar aquilo que o Espírito escreve nos corações, revelar a cada um que a sua história contém maravilhas estupendas. Para o conseguirmos fazer, confiemo-nos a uma Mulher que teceu a humanidade de Deus no seio e – diz o Evangelho – teceu conjuntamente tudo o que Lhe acontecia. De fato, a Virgem Maria tudo guardou, meditando-o no seu coração (cf. Lc 2, 19). Peçamos-Lhe ajuda a Ela, que soube desatar os nós da vida com a força suave do amor:


Ó Maria, mulher e mãe, Vós tecestes no seio a Palavra divina, Vós narrastes com a vossa vida as magníficas obras de Deus. Ouvi as nossas histórias, guardai-as no vosso coração e fazei vossas também as histórias que ninguém quer escutar. Ensinai-nos a reconhecer o fio bom que guia a história. Olhai o cúmulo de nós em que se emaranhou a nossa vida, paralisando a nossa memória. Pelas vossas mãos delicadas, todos os nós podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspirai-nos também a nós. Ajudai-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indicai-nos o caminho para as percorrermos juntos.


Roma, em São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2020.

Franciscus


[1] Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi (30/XI/2007), 2: «A mensagem cristã não era só “informativa”, mas “performativa”. Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda a vida».

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O Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE2) disponibiliza o livro “Mês de Maio com Maria”, um subsídio para animar a devoção mariana neste mês de maio, que será atípico devido ao isolamento social. A versão on-line da publicação pode ser baixada gratuitamente em PDF.

Com o tema “Maria, mulher eucarística, imagem e modelo da Igreja em Saída”, o documento foi inspirado na encíclica Ecclesia de Eucharistia escrita por São João Paulo II, em 2003. A escolha desse mote manifesta a comunhão pastoral do Regional em preparação para o Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que acontecerá em novembro de 2021 em Recife.

Fortalecendo a sintonia entre a CNBB NE2 e o CEN o lema “Saiu, subiu a montanha, levou Jesus e serviu”, inspirado no episódio da visita da Virgem Maria a Isabel (Lc 1,39-56), faz convite à reflexão sobre o dinamismo da vida eucarística na existência quotidiana de cada um e suas consequências para a missão.

O livro Mês de Maio com Maria tem cerca de 180 páginas divididas entre encontros diários composto de orações, leituras das Sagradas Escrituras, cânticos e momentos de reflexão. O documento também traz à memória os vários títulos de Nossa Senhora, em especial, as que são padroeiras das dioceses da CNBB NE2.

O subsídio nos oferece um esquema de celebração que pode ser adaptado, de acordo com o costume de cada lugar. Na meditação da Palavra de Deus, seguimos a ordem litúrgica dos evangelhos do Tempo Pascal, oferecendo às comunidades pistas para reflexão e partilha”, explica o secretário geral da CNBB NE2 e bispo da Diocese de Cajazeiras (PB) e referencial para a Liturgia no Regional, dom Francisco de Sales.

Além do prelado que coordenou a elaboração do livro, participaram da produção do subsídio os padres Antônio Sérgio Mota da Silva, Emanuel Anchieta Lacerda de Andrade e Thiago Dias Ramalho, todas de Cajazeiras (PB). Completam a equipe o padre Expedito Caetano da Silva, da Diocese de Patos (PB) e o cônego Egídio de Carvalho Neto, da Arquidiocese da Paraíba. A organização dos textos contou com a colaboração de Maria Julianna do Nascimento, integrante da Ação Social Arquidiocesana da Paraíba. E a diagramação foi feita por Josemar Firino de Almeida.

“Que a devoção à Virgem Maria, celebrada intensamente durante este mês de maio, acenda em todos nós a piedade eucarística, para vivermos em sua integridade o Mistério do Sacramento, tanto na celebração quanto no testemunho de vida”, afirma dom Sales.

Baixe o livro “Mês de Maio com Maria”

Fonte: CNBB NE2

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Mesmo as igrejas estando vazias em tempos de pandemia, isso não significa o cancelamento das celebrações. Diariamente Missas são transmitidas online, através das redes sociais, e os fieis católicos podem seguir com sua rotina de orações. “Não deixaremos de assistir o nosso povo! Mesmo neste tempo tão desafiador, estaremos juntos, através da tecnologia, mantendo firme a nossa fé”, diz Dom Manoel Delson. As transmissões acontecem através do empenho da Pastoral da Comunicação (Pascom) das Paróquias.

 

O Arcebispo tem suas Missas transmitidas através do instagram da Arquidiocese da Paraíba, o @arquipb. Todos os dias, às 7h, Dom Delson preside a celebração na capela do Seminário Arquidiocesano, onde mora, acompanhado apenas pelos padres e os 3 seminaristas que continuam na casa de formação. “Todos os nossos seminaristas voltaram para suas casas e aqui ficamos apenas os padres residentes e 3 seminaristas. Celebramos diariamente a Eucaristia, pedindo a Deus força para superarmos este momento difícil e pedindo muito pelos profissionais de saúde, que se arriscam para salvar a todos”, explica o Arcebispo.

 

Além da Missa diária do Arcebispo, as Paróquias mantêm suas celebrações, com horários especiais e transmissão via redes sociais.  Para os fieis surdos, tem missa com tradução em Libras nos domingos às 9h nas páginas da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Cabedelo: @pscjpascom no instagram ou na página no facebook.

 

MISSAS DIÁRIAS TRANSMITIDAS DURANTE A QUARENTENA

Lista em atualização sempre que necessário

 

 INSTAGRAM

 

Todos os dias

  • 07h00 @arquipb – com Dom Manoel Delson

 

Segunda

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 12h30 @com.filhosdamisericordia
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 18h00 @shalomdefatima
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos (conta privada, peçam para seguir logo)
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Terça

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 12h30 @com.filhosdamisericordia
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 17h30 @p_sasj
  • 17h30 @shalomdefatima
  • 18h00 @paroquiasp
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos (conta privada, peçam para seguir logo)
  • 19h00 @psjojp
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h30 @paroquinsassuncao_
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Quarta

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 12h00 @catedralneves_jp
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 17h30 @shalomdefatima
  • 18h00 @paroquiasp
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos
  • 19h00 @psjojp
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h15 @p_sasj
  • 19h30 @com.filhosdamisericordia
  • 19h30 @pscjpascom
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Quinta

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 16h00 – @saopedroesaopaulo.mamanguape @com.filhosdamisericordia
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 17h30 @shalomdefatima
  • 18h00 @paroquiasp
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos
  • 19h00 @portalpmmd
  • 19h00 @pscjpascom
  • 19h00 @psjojp
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h15 @p_sasj
  • 19h30 @paroquiansassuncao_
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Sexta

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 12h30 @com.filhosdamisericordia
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 17h30 @p_sasj
  • 18h00 @paroquiasp
  • 18h00 @shalomdefatima
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos
  • 19h00 @psjojp
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h30 @pscjpascom
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Sábado

  • 06h00 @emadoracao
  • 11h30 @p_sasj
  • 17h00 @paroquiasaopedropescador
  • 17h00 @p_sasj
  • 17h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 19h00 @fraternidadeoblatos
  • 19h00 @portalpmmd
  • 19h00 @paroquia_lourdes
  • 19h00 @pscjpascom
  • 19h00 @psjojp
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h30 @igrejasaogoncalo

 

Domingo

  • 07h00 @paroquiasp
  • 08h00 @psjojp
  • 08h00 @pascomdopilar
  • 08h00 @paroquia_de_inga
  • 08h00 @pnsa13demaio
  • 09h00 @saojoaobatistacs
  • 09h00 @portalpmmd
  • 09h00 @paroquiasp
  • 09h00 @p_sasj
  • 09h00 @com.filhosdamisericordia
  • 09h00 @catedralneves_jp
  • 09h00 @pscjpascom (LIBRAS)
  • 10h00 @paroquiasaopedropescador
  • 10h00 @emadoracao
  • 10h00 @paroquia_spedrospaulo
  • 11h00 @paroquiasp
  • 11h00 @p_sasj
  • 11h15 @paroquiamaedoshomensjp
  • 07h00 e 19h00 @paroquiapenhadefrancapitimbu
  • 17h00 @paroquia_lourdes
  • 17h00 @igrejadorosariojp
  • 17h00 @psjojp
  • 18h00 @shalomdefatima
  • 18h00 @psantoantonio_
  • 18h30 @com.filhosdamisericordia
  • 19h00 @pnsraconceicao
  • 19h00 @fraternidadeoblatos
  • 19h00 @saopedroesaopaulo.mamanguape
  • 19h00 @psfa_paroquia
  • 19h00 @pscjpascom
  • 19h00 @paroquia_de_inga
  • 19h30 @paroquiasp
  • 19h30 @psjojp
  • 07h00 e 17h00 @paroquiansassuncao_
  • 10h00 e 18h00 @nsaparecida_cristo
  • 09h00 e 19h30 @igrejasaogoncalo

 

YOUTUBE

 

 Segunda

  • 12h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Terça

  • 12h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Quarta

  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 19h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Quinta

  • 12h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Sexta

  • 12h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Sábado

  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

Domingo

  • 09h00 Com. Filhos da Misericórdia
  • 09h00 Paróquia Aparecida
  • 18h30 Com. Filhos da Misericórdia
  • 19h00 Padre Leonardo
  • 19h00 Paróquia Aparecida
  • 10h00 e 18h00 Pascom Paróquia Nossa Senhora Aparecida Cristo
  • 19h30 Paróquia São José PB

 

FACEBOOK

 

Segunda

  • 19:30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB

 

Terça

  • 19h30 Paróquia Nossa Senhora da Assunção (Alhandra)
  • 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB
  • 19h30 Santuário Mãe Rainha

 

Quarta

  • 19h30 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo)
  • 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ProquiaSaoJosePB

 

Quinta

  • 19h00 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo)
  • 19h00 Paróquia Maria Mãe de Deus (paroquiammd)
  • 19h00 Paróquia Santíssima Trindade
  • 19h30 Paróquia Nossa Senhora da Assunção (Alhandra)
  • 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB
  • 19h30 Santuário Mãe Rainha

 

Sexta

  • 19h30 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo)
  • 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB

 

Sábado

  • 16hoo Capela de Santa Terezinha do Derby
  • 18h00 Paróquia São João Batista (Jacumã)
  • 19h00 Paróquia Maria Mãe de Deus (paroquiammd)
  • 19h00 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo)
  • 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB

 

Domingo

  • 06h00 Santuário Santa Rita de Cássia
  • 08h00 Paróquia São João Batista (Jacumã)
  • 08h00 Paróquia Nossa Senhora do Pilar ( Pilar)
  • 09h00 Paróquia Maria Mãe de Deus (paroquiammd)
  • 09h00 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo) – LIBRAS
  • 16h00 Capela de Santa Teresinha do Derby
  • 17h00 Paróquia Santíssima Trindade
  • 19h00 @saopedroesaopaulo.mamanguape
  • 19h00 Paróquia Sagrado Coração de Jesus (PSCJ Cabedelo)
  • 19h00 Santuário Santa Rita de Cássia
  • 07h00 e 17h00 Paróquia Nossa Senhora da Assunção (Alhandra)
  • 10h00 e 18h00 @paroquiansaparecida
  • 09h00 e 19h30 @igrejasaogoncalo
  • 09h00 Paróquia Jesus, Maria e José (São José dos Ramos)
  • 19h30 @ParoquiaSaoJosePB

 

SITE

 

  • Todos os dias às 19h00 http://psjpb.org/aovivo
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Destaque, Notícias



“Eu sou a ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (Jo 11,25)

 

Nas alegrias e esperanças das oitavas pascais, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, aos 70 anos, faz a sua Páscoa definitiva, entrando na eternidade e voltando aos braços do Pai. Neste momento de pesar, toda a Arquidiocese da Paraíba está consternada por seu falecimento. Mas não podemos deixar de reafirmar nossa fé na certeza da Vida Eterna.

 

Enquanto Arcebispo desta Arquidiocese, por 12 anos, Dom Aldo Pagotto foi incansável no seu pastoreio. Suas obras, palavras e ações estão eternizadas no coração do povo desta Arquidiocese, que não cessa suas orações em favor do seu pastor.

 

Neste momento de luto, recomendamos que todos os padres rezem Missa pelo descanso eterno de Dom Aldo. Ao mesmo tempo, agradecemos a Deus pela Congregação do Santíssimo Sacramento, que acolheu este irmão nos últimos anos e solidarizamo-nos com seus familiares.

 

Dom Aldo di Cillo Pagotto era um homem que confiava muito em Nossa Senhora. Estejamos, portanto, neste momento de dor, junto com a Virgem Maria, Senhora das Neves, aquela que sempre nos leva ao convívio do Seu Filho, que está Vivo e Ressuscitado!

 

Que Dom Aldo descanse em paz.

 

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz,OFMCap

Arcebispo da Paraíba

 

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Destaque, Notícias

† Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
 Ide aos meus irmãos

 

COMUNICADO AO POVO DE DEUS

Acerca do sepultamento de Dom Aldo Di Cillo Pagotto, sss, Arcebispo Emérito da Paraíba

 

Dom Aldo faleceu ontem, em Fortaleza, aos 14 de abril de 2020, onde residia, com os seus irmãos da Congregação dos Sacramentinos. É previsto que as exéquias e o sepultamento do Bispo Diocesano sejam celebrados naquela onde foi a sua última Igreja Catedral (Cf. Câns. 1178 e 1242, CIC). Contudo, considerando a situação atual de pandemia do Covid-19, com a exigência do isolamento social e a consequente proibição de aglomerações por parte das autoridades sanitárias e governamentais; para salvaguardar a vida das pessoas e evitar a transmissão do novo coronavírus, eu, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap., Arcebispo Metropolitano da Paraíba e o Pe. Marcelo Carlos da Silva, Provincial da Congregação do Santíssimo Sacramento, Província Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, Brasil-Argentina-Chile; DECIDIMOS que o corpo de Dom Aldo Di Cillo Pagotto será sepultado na cidade de Fortaleza no maosuléu da Congregação dos Sacramentinos, na Igreja de São Benedito. No tempo oportuno, seus restos mortais serão transladados para a Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves em João Pessoa.

Nós cremos na Ressurreição e sabemos que o destino dos que acreditam em Cristo Ressuscitado é participar Nele da vida Eterna. Dom Aldo repousa agora na Paz do Cristo.

Dai-lhe Senhor o repouso eterno e brilhe para ele a vossa luz.

Descanse em paz. Amém!

 

 

† Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap.

Arcebispo Metropolitano da Paraíba
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Artigos do Bispo, Destaque

O tempo litúrgico do Natal encerra-se com a celebração solene do Batismo do Senhor. O Menino Jesus adorado pelos Magos do Oriente na manjedoura de Belém, agora encontramo-Lo adulto, deixando-Se batizar por João no Rio Jordão (Cf Mt 3,13). O céu se abre quando Jesus, ao receber o Batismo, sai das águas. O Espírito Santo desce sobre ele na forma de pomba e uma voz se faz escutar: “Este é meu filho muito amado, no Qual pus toda minha complacência” (Cf Mt 3,17). O Batismo do Senhor torna público o Seu serviço em favor dos homens. O Senhor não pode mais se esconder na vida simples de Nazaré, chegou o tempo de cumprir os desígnios salvíficos do Pai.

 

A partir do Batismo, Jesus se revela aos homens não como um homem importante, mas como o Cristo, o ungido do Pai. Esta unção diz respeito a nossa condição pecadora. O Senhor deixa-Se batizar com os pecadores porque Sua missão é nos levantar. “Deus quis salvar-nos indo Ele mesmo até ao fundo do abismo da morte, para que cada homem, mesmo quem tão em baixo que já não vê o céu,  possa encontrar a Mão de Deus à qual se agarrar e subir das trevas para ver novamente a Luz para qual ele é feito” (Papa Bento XVI). Mas o sacramento do Batismo, destinado a todos os homens e mulheres, não apaga somente os nossos pecados, ele tem a finalidade de nos fazer filhos de Deus. Tornamo-nos filhos no único Filho de Deus. O céu se abre a nós e passamos a ter acesso à vida verdadeira e plena que só Deus pode nos oferecer no Seu Filho.

 

O Batismo é o primeiro dom que Deus concede a quem deixa de ser criatura e passa a se tornar Seu filho. Nas águas batismais, passamos a pertencer ao Senhor, tornamo-nos também filhos da Igreja de Cristo. Portanto, tomar consciência das graças que decorrem do nosso Batismo é também uma grande oportunidade de gratidão a Deus. Ele não nos deixou entregues às garras da morte e do pecado, mas quis estar conosco, fez-se vizinho de nossas quedas para nos levantar; e não importa o tamanho da queda, do quão baixo venhamos a sucumbir, Ele vai em nossa direção. O Batismo tornou-nos próximos e filhos de Deus! Tamanha graça não merecemos, mas Ele quis Se unir à nossa humanidade, simplesmente movido pelo amor, porque nos ama!

Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap
Arcebispo da Paraíba

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Destaque, Notícias

Da Praça São Pedro vazia, mas com suas palavras sendo alcançadas por todo o mundo, o Papa Francisco proferiu a Bênção Urbi et Orbi (à Roma e ao mundo) na tarde desta sexta, dia 27. O momento foi transmitido por rádios, TVs e páginas de redes sociais de todo planeta, numa grande corrente de oração pelo fim da pandemia do coronavírus. Na oração desta tarde, o Papa também concedeu indulgência plenária aos infectados pelo COVID-19, aos que estão em quarentena, aos profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo novo vírus.

 

O Papa Francisco lembrou os profissionais que precisam se arriscar por todos, enaltecendo esta entrega que, nas palavras do Pontífice, “estão a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história”. Ele  ainda ressaltou que “perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: ‘Que todos sejam um só’ (Jo 17, 21)”.

 


Confira, na íntegra, as palavras do Papa nesta Bênção Urbi ET Orbi:


 

Momento extraordinário de oração presidida pelo Santo Padre na Praça São Pedro

 

É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21).

 

«Ao entardecer…» (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho que ouvimos. Há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados “vamos perecer” (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro… E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiando no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: “Mestre, não Te importas que pereçamos?” (4, 38). Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: “Não te importas comigo”. É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De fato, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa descobertas as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de “empacotar” e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente “salvadores”, incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquiagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso “eu” sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: “Acorda, Senhor!”

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: “Convertei-vos…”. “Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração” (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

“Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: “Não tenhais medo!” (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, “confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós” (cf. 1 Ped 5, 7).

Papa Francisco
Praça São Pedro
27 de março de 2020

Fotos: Vatican Media

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Agenda, Destaque, Notícias
Entre os dias 12 e 15 de março, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, localizada no bairro Mandacaru, em João Pessoa, recebe o Arcebispo da Paraíba na sua primeira Visita Pastoral de 2020. Serão 4 dias de programação intensa, que inclui visita às comunidades, reuniões setoriais, encontros e celebrações.

Dom Manoel Delson iniciou seu roteiro de Visitas Pastorais ano passado e pretende seguir pelos próximos anos. “A Arquidiocese tem, atualmente, 94 Paróquias e, com certeza, novas vão surgir. Não sei quanto tempo posso levar e nem se conseguirei ir a todas, mas a intenção é visitar o maior número possível de Paróquias”, explica.

A Visita Pastoral, prevista pelo Código de Direito Canônico, consiste na visita do Bispo Diocesano onde ele possa conhecer a realidade local através das pessoas, lugares e instituições, estando atento às necessidades e levando orientações pertinentes.

“Além do ‘dever’, a Visita Pastoral contém muito amor. É um momento muito rico e muito forte para o bispo estar diante de suas ovelhas, poder ouvi-las, ir ao encontro delas, estar com elas conversando, rezando, tomando um café, celebrando. Espero em Deus conseguir realizar a missão que ele me confia”, afirma Dom Delson.

A Paróquia Sagrado Coração de Jesus atualmente está com uma subdivisão, que é a Área Pastoral Santo Inácio de Loyola. Juntas, as duas abrangem os bairros de Mandacaru, Bairro dos Ipês, Bairro dos Estados, Alto do Céu, Jardim Esther, Beira Molhada, Porto de João Tota, Salinas Ribamar e Padre Zé, num agrupamento de 11 comunidades.

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Destaque, Notícias

Na tarde deste sábado, dia 9, a coordenação arquidiocesana da Pascom promoveu uma live formativa para os agentes da pastoral da comunicação. A formação ficou por conta do jornalista Allan Ribeiro, que trouxe dicas e explicações sobre o bom uso das redes sociais por parte da Igreja, especialmente em tempos de isolamento social. A formação aconteceu através do canal da Arquidiocese no Youtube.

Allan é jornalista e pós-graduado em Comunicação Corporativa, Marketing e Redes Sociais. Trabalhou na TV Aparecida apresentando o programa “Terço de Aparecida”. Ainda vinculado ao Santuário Nacional, coordenou as redes sociais do projeto “Jovens de Maria”. Para o jornalista, hoje estudando inteligência turística em Madri, o momento com a ArquiPB foi gratificante. “Como é importante a gente fazer esse intercâmbio de conhecimento, não é? Porque em primeiro lugar a gente aprende junto e compartilha um pouco das experiências. E como é importante a gente ter esse olhar de carinho pela nossa Pastoral da Comunicação, especialmente nesse momento em que enfrentamos esse período de confinamento, quando o trabalho dos agentes de pastoral tem sido fundamental para levar a Cristo às nossas comunidades”, relata.

“Pensando no crescimento desta pastoral em nossa Arquidiocese, temos nos preocupado em formar os agentes levando em conta os quatro eixos indicados no Documento 99 da CNBB (Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil) – Formação, Articulação, Produção e Espiritualidade”, explica o Pe. Moisés Coelho, coordenador arquidiocesano da Pascom. “Este ano já tivemos uma formação presencial onde articulamos os coordenadores forâneos, fizemos uma formação virtual com estes coordenadores e, agora, uma formação virtual para todos os agentes pelo canal do YouTube da arquidiocese. Acreditamos que todas as atividades realizadas só nos fortalecem e nos fazem mais fortes”, explica o coordenador.


Para os agentes da Pascom, que participaram do momento, a formação trouxe uma oportunidade de abrir os horizontes na atuação da pastoral neste momento em que os olhos e ouvidos da comunidade estão totalmente voltados para a comunicação.

Parabéns a todos vocês que organizaram e nos deram essa oportunidade de aprender mais. Foi tudo passado de forma simples e de fácil entendimento. Gratidão!(Sandra Cardoso, Paróquia São Gonçalo – João Pessoa)

Muito boa! Serve até mesmo para a vida fora da Pascom.” (Cleane Costa, Paróquia São José – João Pessoa)

Foi muito boa, ajudou em aspectos de uso de redes sociais e suas ferramentas. No planejamento, para um melhor alcance e movimentação das páginas. Como atingir mais o público e os fazerem ter um sentimento de pertença com a paróquia, através das redes sociais.” (Rafael Costa, Paróquia São Francisco – João Pessoa)

“Todos nós da Pascom somos conscientes da missão que nos foi dada pela Igreja local. E, de fato, somos uma pastoral que vai além de informar os feitos e os benefícios da Igreja. Comunicamos Aquele que É, comunicamos Cristo presente no mundo. E tamanha missão exige que nos preparemos a cada dia para melhor servir da melhor maneira”, finaliza o Pe. Moisés.

A Formação está disponível no canal da Arquidiocese no Youtube. Inscreva-se e fique por dentro das novidades.

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No último sábado, dia 29, a Pascom da Arquidiocese da Paraíba realizou o Encontro Anual de Formação e Articulação. Na oportunidade, foram apresentadas as novidades para 2020 além da reorganização da Coordenação nas Foranias.

 

O encontro reuniu cerca de 100 pessoas, vindas de todas as 9 Foranias da Arquidiocese. O Pe Moisés Coelho, coordenador arquidiocesano, conduziu o momento de espiritualidade. A formação, ministrada por Márcia Marques, membro da coordenação arquidiocesana, focou na missão da pascom e no perfil do agente desta pastoral. “É uma alegria ver tantos jovens reunidos, cheios de vontade, de paixão pela missão de comunicar. A nossa missão, enquanto pascom, é evangelizar através do serviço da comunicação e da amplitude das nossas atividades. A Pascom da Arquidiocese da Paraíba avança, se organiza e, juntos, vamos conseguir melhorar cada vez mais!”, comenta o Pe Moisés.

 

A coordenação da Pascom atuará diretamente com as Foranias, através dos coordenadores forâneos da pastoral. No encontro, ficou decidido que o(a) coordenador(a) terá um mandato de 2 anos, podendo ser prorrogado por mais dois anos. “Os coordenadores forâneos serão ‘um braço’ da coordenação arquidiocesana, para facilitar a comunicação com as paróquias, facilitando muito a nossa articulação”, explica Pe. Moisés.

 

NOVIDADES PARA 2020

 

A Pascom Arquidiocesana está organizando uma caravana para o 8º Mutirão Regional de Comunicação. Será a primeira vez que a Arquidiocese participará de um Muticom  organizada em caravana. O evento acontece de 3 a 5 de julho na Diocese de Patos e tem como tema “Ambiência digital e cultura do encontro: pensar a comunicação numa sociedade democrática”.

 

Outra novidade é o nascimento da Escola de Comunicação da Arquidiocese. “Não está tudo pronto, mas já adiantamos que a escola terá 3 polos de aulas, visando estar o mais próxima possível de todas as paróquias, além de workshops com aulas isoladas para aqueles que não estarão matriculados no curso completo”, explica Márcia.

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De quinta até este sábado, reuniões e ações públicas movimentam as agendas da Pastoral de Rua e do Movimento da População de Rua de João Pessoa.  As ações marcam o início das atividades do Movimento, criado no último dia 7 de janeiro e composto apenas por pessoas que vivem esta realidade da falta de moradia.

 

Os dois grupos promoveram reuniões com setores públicos como o Centro Pop, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Defensoria Pública e o grupo Rede, composto por psicólogos e assistentes sociais. No sábado, a Pastoral de Rua promove mais uma manhã no Mosteiro de São Bento, com alimentação, atendimentos de saúde, jurídico, estético e momentos de oração.




O objetivo das reuniões da Pastoral e do Movimento é o avanço das políticas públicas para as pessoas em situação de rua. “Queremos organizar esta população para, juntos, reivindicarmos junto às instituições governamentais, o desenvolvimento de políticas públicas que garantam o que prevê a Constituição, que é moradia, emprego e renda para todos os cidadãos”, explica Massilon Gonzaga, coordenador da Pastoral de rua da Arquidiocese da Paraíba.

 

“A população de rua reconhece e agradece as ações de caridade. Essa população tem fome e a sopa distribuída é fundamental pra sobrevivência. Mas o Movimento existe porque precisamos ir além. A caridade é pontual, mas os direitos não. Essa população precisa ter consciência dos seus direitos e ter como lutar por eles, por isso existimos. E a Pastoral de rua foi fundamental para chegarmos aqui”, comenta Vanilson Torres: Secretário regional do Movimento Nacional da População de Rua, que está em João Pessoa participando das atividades.

Comunicação ArquiPB

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No próximo domingo, dia 31 de maio, a Igreja Católica celebra o dia de Pentecostes. Na Arquidiocese da Paraíba, tradicionalmente acontece uma grande celebração que reúne milhares de pessoas. Porém, com a pandemia, esta celebração não acontecerá como nos últimos anos. O Arcebispo da Paraíba, Dom Manoel Delson, emitiu uma Carta aberta onde convoca os fieis a intensificarem as orações em casa e acenderem uma vela na janela, às 18h, em sinal de unidade. Nas igrejas, os sinos irão tocar por 5 minutos ao meio dia.

Na Carta, Dom Delson lamenta o distanciamento, mas reforça que o mesmo é necessário para salvaguardar as vidas, já que os números de infectados com o novo coronavírus não para de crescer no Estado. “Este ano, devido à pandemia que atravessa de modo avassalador toda humanidade, não podemos estar fisicamente unidos. Por isso, com sentido de profunda responsabilidade humana e pastoral, seguimos no cumprimento estrito das orientações das autoridades de saúde, que orientam a evitar aglomeração de pessoas. Se para o meu coração de pastor é muito doloroso não poder ver e abraçar cada um de vocês, é meu dever também não ignorar que a vida, em todas as suas circunstâncias, é um bem absoluto que devemos preservar. Como povo pela vida sofremos com esta ausência física, mas sabemos que os laços de fé que nos unem não se quebram, antes se fortalecem, pois como nos recorda S. Paulo, ‘o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza’ (Romanos 8, 26)”.

A CELEBRAÇÃO


Para celebrar Pentecostes, a Arquidiocese realizará um Tríduo, a ser transmitido pelo canal no Youtube e fanpage oficial no Facebook. De quinta a sábado, às 20h, um momento celebrativo será conduzida por padres e leigos e poderá ser acompanhado por todos, através da internet, com o subsídio que ficará disponível para download no site e redes sociais da Arquidiocese.

Já no domingo, dia de Pentecostes, acontece a Santa Missa com o Arcebispo, às 10h, transmitida pelo Facebook e Youtube da Arquidiocese. Neste dia, às 12h, os sinos das igrejas irão tocar por 5 minutos. Às 18h, todos são convidados a acenderem uma vela nas janelas das casas e rezarem em unidade pelo fim da pandemia.

Confira o pedido na Carta:

Convido todas as Paróquias para um gesto público de fé no Espírito Santo de Deus. Peço aos queridos Presbíteros que, se possível, façam ressoar os sinos das nossas igrejas pelas 12h, durante 5 minutos. Este gesto manifestará nossa unidade como família de Deus, a Igreja, mas também recordará a todos que nossa pátria definitiva é o céu, donde nos vem o auxílio no tempo da alegria e no tempo da adversidade.

Convido todas as famílias, no dia de Pentecostes, pelas 18h, a colocarem nas janelas ou varandas de suas casas uma vela acesa e a rezarem juntas a oração que todos, desde a mais tenra idade, aprendemos:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém


Confira a íntegra da “Carta Pentecostes 2020

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Com a Quarta-feira de Cinzas a Igreja dá início ao Tempo da Quaresma, período de reflexão, jejum, penitência e oração em preparação para a Páscoa. Na celebração deste dia, o sacerdote impõe as cinzas na fronte dos fieis, como chamado à conversão. “As cinzas têm significado bíblico, que nos lembra que somos pó e ao pó voltaremos. É um chamado à humildade e à conversão”, explica Dom Delson, Arcebispo da Paraíba. Com a Quaresma, é iniciado um novo Ciclo no Calendário Litúrgico: Ciclo da Páscoa.

 

Em todas as Paróquias acontece a Missa da Quarta-feira de Cinzas. Dom Manoel Delson preside a celebração na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves às 19h. No Mosteiro de São Bento, a Missa será às 7h30 e, na Igreja do Carmo, às 16h.

 

Confira os horários das Missas de Cinzas nas Paróquias de João Pessoa



Catedral Basílica – Centro – 19h (Dom Delson)

Paroquia São José – José Americo – 19:30h

Paróquia São José Operário – Cruz das Armas – 19h

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Cristo – 7h e 19h

Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Valentina – 17h e 19h

Paróquia São Francisco de Assis – Mangabeira VII – 19h

Paróquia Mãe do Redentor – Cristo – 7h e 19h30

Mosteiro de São Bento – Centro – 7h30.

Paróquia São Pedro Pescador – Manaíra – 19h30

Paróquia São Pedro e São Paulo – Brisamar- 19:30 horas

Paróquia São Francisco das Chagas – Rangel – 19h30

Paróquia São João Batista – Costa e Silva – 8h

Paroquia São Francisco de Assis – Bairro Jardim Veneza – 19h30

Santuário Nossa Senhora da Penha – Penha – 19h30

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – 13 de maio – 08h e 19h

Igreja Nossa Senhora do Carmo – Centro – 16h

Paróquia Menino Jesus de Praga – Bancários – 19h30

Paróquia Jesus Ressuscitado – Bancários/Anatólia – 7h e 17h

Paróquia Santa Teresinha – Roger – 19h30

Paróquia Sant’Anna e São Joaquim – Pedro Gondim – 19h15

Paróquia São Rafael – Castelo Branco – 7h e 17h

Paróquia Maria Mãe de Deus – Intermares – 19h

Paróquia Santa Clara – Alto do Mateus – Missa 19h30

Santuário Mãe Rainha – Bessa -19h

Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – Jardim Oceania – 09h e 19h

Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Mandacaru – 19h30

Paróquia São Miguel Arcanjo – Bessa – 8h e 19h

Paróquia Sant’ana – Funcionários II – 19h30

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Centro – 19h30

Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Jaguaribe – 17h

Paróquia Santo Antônio de Pádua no Geisel – 19h30

Paróquia São Francisco das Chagas – Rangel – 19h30

Paróquia São Francisco de Assis – Bancários Jardim São Paulo – 08h e 19h

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A Igreja Católica, através de suas Paróquias, Novas Comunidades ou Grupos de Oração, promove retiros e eventos religiosos para quem busca uma opção alternativa à festa de carnaval. Na Arquidiocese da Paraíba, dezenas de eventos abrem o leque de opções, com programações que começam já a partir do sábado, dia 22.

 

Em João Pessoa, dois grandes retiros reúnem o maior número de pessoas: “Deus te quer sorrindo”, da Comunidade Consolação Misericordiosa, e o Renascer, da Comunidade Shalom. O retiro da Comunidade Consolação reúne cerca de 10 mil pessoas, segundo a organização, e será realizado na quadra de esportes do Lyceu Paraibano entre os dias 22 e 25, das 8h às 18h. A entrada é franca, mas a comunidade solicita a doação de 1kg de alimento.  Já a edição 2020 do Renascer tem como tema “Buscai as coisas do alto” e sua programação acontece na quadra do Colégio Lourdinas, também no centro de João Pessoa, de 23 a 25 de fevereiro, das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

“Carnaval é um tempo de folga para a maioria das pessoas, então muitos aproveitam para descansar, outros para curtirem as festas, reunir-se com a família e outros aproveitam para participar de retiros e eventos religiosos. Na Arquidiocese temos muitas opções seja nas Paróquias, seja com as Novas Comunidades, dando muitas opções para todos”, afirma Dom Manoel Delson, Arcebispo da Paraíba, que preside celebrações em vários retiros ao longo dos dias de carnaval.

 

Abaixo, listamos alguns dos maiores eventos deste período. Programe-se!

 

                         

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