"Jovens, retornai ao coração sagrado de Jesus"


 12/06/2015 - "Toda devoção deve ter como fim o cumprimento do dever do amor e o da expiação".

Jovens, retornai ao coração sagrado de Jesus

Por: Ir João Antônio Johas Leão

Publicado no Portal A12 de Aparecida 

 

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que hoje celebramos, é muito antiga, lançando suas raízes na mesma Sagrada Escritura, ainda que de forma velada. Desde então, com certa dificuldade devemos reconhecer, vêm se afirmando na Igreja com mais ou menos força até que em 1856, o Papa Pio IX instaura essa festa litúrgica que desde então, “semelhante a um rio que transborda, superou todos os obstáculos e difundiu-se pelo mundo todo”. Será que essa devoção ainda possui algo que dizer aos jovens? Vale a pena voltar o nosso olhar para o Sagrado Coração?

"Se conhecesses o dom de Deus", com essas palavras de São João, o Papa Pio XII chamava a atenção de todos aqueles que por algum motivo ainda tinham alguma reserva em entregar-se a essa devoção. Em outras palavras, é como se ele dissesse: “Vocês não sabem o que estão perdendo, se soubessem, viriam correndo”. Os benefícios que podem vir dessa devoção são tão grandes que não pensaríamos duas vezes antes de dedicar-nos a ela.

Talvez o maior benefício seja que, por meio do Sagrado Coração de Jesus, tocamos ao amor divino. “O Coração de Jesus é, antes de tudo, símbolo do divino amor, que nele é comum com o Pai e com o Espírito Santo, e que só nele, como Verbo encarnado, se manifesta por meio do caduco e frágil instrumento humano, "pois nele habita corporalmente a plenitude da divindade" (Haurietis Acqua 27)”. Ou seja, o Amor de Deus, esse amor que plenifica a nossa vida, que dá sentido à nossa existência, que nos sustenta ao caminhar, esse amor se faz visível na pessoa de Jesus, o Verbo Encarnado. E o Coração dessa pessoa divina é o símbolo desse amor.

Em todas as devoções existem algumas práticas externas de piedade. Na devoção ao Sagrado Coração de Jesus não é diferente, mas é preciso ter muito claro que essas práticas não são o mais importante. Por outro lado, muitas pessoas se fazem devotas pela esperança de algum benefício prometido em revelações privadas (o que não tem nada de errado), quando esse não deve ser o motivo principal. Toda devoção deve ter como fim o cumprimento mais fervoroso dos “deveres da religião católica, a saber: o dever do amor e o da expiação”. Dessa maneira, o proveito espiritual será o melhor possível (HA 64).

Toda devoção deve ter como fim o cumprimento do dever do amor e o da expiação.

No fim das contas, o culto ao coração sacratíssimo de Jesus é o culto da pessoa do Verbo encarnado, essa pessoa divina que se faz humana para nos levar de volta a Deus. Jesus disse que ninguém vai ao Pai senão por Ele, disse também que Ele é o caminho, a verdade e a vida. A sua missão na terra pode ser resumida nesse ardoroso coração que atrai para o Pai todo o gênero humano. Nessa imagem do coração de Jesus – “que supera todas em valor expressivo” (HA 57) – chegamos à própria pessoa de Jesus.

Para terminar, deixo um trecho um pouco mais longo da exortação do Papa Pio XII a que nos entreguemos sem medo a essa devoção, que com certeza segue atual para os jovens de hoje:

“Portanto, ao vermos que tamanha abundância de águas, quer dizer, de dons celestiais do supremo amor, que têm brotado do sagrado coração do nosso Redentor, se derramam sobre incontáveis filhos da Igreja católica por obra e inspiração do Espírito Santo, não podemos, veneráveis irmãos, deixar de exortar-vos com ânimo paterno a que, juntamente conosco, tributeis louvores e profundas ações de graças ao dispensador de todos os bens, repetindo estas palavras do apóstolo das gentes: "Aquele que é poderoso para fazer, acima de toda medida, com incomparável excesso, mais do que pedimos ou pensamos, segundo o poder que desenvolve em nós a sua energia, a ele glória na Igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações, nos séculos dos séculos. Amém" (Ef 3,20-21)” (HA 10).

 

Postagem retirada do Site http://www.a12.com

 


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