Missão do ECC


 08/08/2014 - Encontro para todos

Missão
O amor às pessoas é uma força espiritual que favorece o encontro em plenitude com Deus. O ECC, como serviço, forma e prepara casais (famílias) para a Igreja. Após a formação, os casais ficam à disposição dos padres para as diversas pastorais paroquiais. O mesmo ensina como devemos ver nossos irmãos com os olhos do Amor neste serviço Escola. Neste momento, necessitamos de mais apoio de nossa Arquidiocese, para que esta Missão de evangelizar as Famílias não seja atropelada pela falta de incentivo. Nos dias de hoje temos a grande dificuldade em local para este tipo de serviço, tão útil à Igreja de um modo geral.

O Papa Bento XVI disse que “fechar os olhos diante do próximo torna cegos também diante de Deus” e que o amor é fundamentalmente a única luz que “ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá coragem de viver e agir”. Portanto, quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliando o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor, cada vez que os nossos olhos abrem-se para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa fé para reconhecer a Deus. Em consequência disso, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a sermos missionários.

Quando sentires a tentação da impaciência ou da ira, pensa nisto: irritar-me com os outros é, em certo sentido, irritar-me comigo mesmo. Estou em todos os membros do Corpo. E amo a cada um. Se uma única pessoa, pelo pecado de Adão, tivesse sido privada à união divina, eu teria vindo a Terra para remi-la. Se amo a todas as pessoas, assim, deves fazer o mesmo. Estava disposto a viver e morrer por todos e cada um deles. Da mesa forma, se quiseres seguir-me com perfeição, deverás estar disposto a viver e até a morrer pelos outros, se for necessário. O que fazes ao outro, tu fazes a mim.

Às vezes, será teu dever repreender alguém que errou. A criança que erra deve ser repreendida, mas sempre com amor. Corrige teu filho ou quem estiver sob tua autoridade, como minha mãe me corrigia. Olha para aquele que precisa de conselho como para um Cristo cansado. Auxilia-o como para um Cristo sedento à beira do poço da Samaria ou como para um Cristo sofrendo na cruz. Como Verônica limpou minha face, com bondade e amor, assim deves ajudar a reparar as faltas daqueles que estão sob tua autoridade.

Eu te amo tanto que me torno indefeso em tuas mãos. Não sejas indelicado com os outros, áspero com os teus, impaciente com teu vizinho. E o que fazes a eles, a mim fazes. Isto deveria tornar-te muito mais cuidadoso nas tuas relações e atitudes para com os outros.

O ECC para todos
Numa época em que se ouve falar tanto em direitos humanos, em Pastoral do Trabalho, de justiça, em se comprometer com os pobres, não é demais lembrar que o Evangelho é para todos - que a Igreja, continuadora da missão de Cristo, é para todos. A Igreja deve ser instrumento de salvação para todos, indistintamente.

Não há dúvida de que é mais difícil converter à verdade do Evangelho um rico do que um pobre. Mas ninguém pediu para nascer rico ou pobre. Da parte da Igreja, devemos amar a todos e encontrar meios para levar a eles sua mensagem salvadora.

Outro aspecto que desejamos deixar claro é este: a conversão efetua-se num clima de amor. Para quem é casado, a conversão efetua-se a dois, no seio do matrimônio e da comunidade. Imaginar converter ao amor verdadeiro pessoas no ambiente de trabalho é ilusão. A pessoa converte-se num clima de confiança. Depois, ela se tornará forte como a verdade e poderá transformar o ambiente de trabalho.

A conversão, vale sempre frisar, leva tempo - a conversão profunda, bem entendida. A conversão de Zaqueu, cobrador de impostos, foi questão de meses, mas a de Paulo, o famoso rabino, demorou anos. Alguns homens, colocados em postos de imensa responsabilidade, com apoio da comunidade, com as constantes reflexões, com o estudo dos documentos da Igreja e, sobretudo, com o testemunho coerente de padres e de casais, converteram-se e mudaram o ambiente na indústria, no hospital, na penitenciária, na escola, no hotel.

Um chefe da seção de pessoal de uma indústria de 13 mil funcionários admite na empresa toda pessoa de qualquer idade e procedência, desde que tenha habilidade. E foi significativo, nas greves ocorridas em 1979, em São Paulo, ter sido exatamente ele o escolhido pelos empregados para defender seus direitos perante à diretoria, mesmo sendo o seu cargo de confiança da empresa. Introduziu ele, por iniciativa própria, a melhoria das condições de seguro contra acidentes, melhoria nos banheiros, refeitórios e comida, nos campos de esporte.

Foi comovente vê-lo convencer um dos diretores a batizar o filho, não numa paróquia suntuosa, mas na capela junto à fábrica. Não com um padre amigo, mas com o ministro do Batismo, que é um dos empregados da fábrica e que estava de plantão na capela naquele domingo (Há outros ministros que não são empregados da fábrica).

Há mais exemplos, cuja conversão transformou ambientes que se supunha impossível alterar, onde a Igreja nunca conseguiu êxito - ou, melhor dizendo, nunca encontrou como atingir as pessoas. Para o bem de todos, é necessário omitir nomes e local. O bem chegará até você, casal amigo, e o conhecimento do fato também, pois o bem vai crescendo, e não é possível que um dia não alcance a todos.

Aí, você também poderá ajoelhar-se e louvar a Deus pelos irmãos que encontraram a salvação num ambiente de condenação. E se tornaram livremente apóstolos dos justiceiros. Repete-se a história de Paulo em Roma: com algema nos braços e nas pernas, comunicava a Palavra de Deus. Esta não se acorrenta.

Mensagem
Na educação de nossos filhos, todo exagero é negativo. Responda-lhe, não o instrua. Proteja-o, não o cubra. Ajude-o, não o substitua. Abrigue-o, não o esconda. Ame-o, não o idolatre. Acompanhe-o, não o leve. Mostre-lhe o perigo, não o atemorize. Inclua-o, não o isole. Alimente suas esperanças, não as descarte. Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo. Não o mime em demasia, rodeie-o de amor. Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo. Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade. Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja. Não lhe dedique a vida, vivam todos. Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha. E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra... Ensina-lhe a viver sem portas.


Fonte: Casal Arquidiocesano Luiz Carlos e Sônia Belmont

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