Confirmação da Fé


 01/10/2017 - Escrito para o Correio da Paraíba
O Sacramento da Crisma, ou como nós também conhecemos: da Confirmação da Fé, faz-nos recordar que nós temos uma fé batismal. Recebemos o dom do Espírito Santo no Batismo, que nos fez filhos de Deus. E, quando crescemos, precisamos que essa fé seja assumida de forma consciente e plena na nossa vida, e isso acontece no Sacramento da Crisma. É importante que os crismandos preparem-se, por um bom tempo, sendo orientados pelos catequistas, que são bastante esforçados, que buscam uma catequese que vai além do conteúdo, da doutrina, buscando também uma catequese integrada com a vida litúrgica e em comunhão com a vida pastoral da paróquia. Motivados e devidamente preparados, os crismandos vão à igreja dizer que querem continuar na vida cristã, na Igreja de Jesus Cristo, como cristãos adultos e como apóstolos do Senhor. Muitos jovens e adultos se crismam nas paróquias. Espera-se uma maior presença deles na Igreja.
 
A catequese de crisma visa à conversão, fazer a experiência de discípulo de Jesus Cristo, através da vivência da Palavra de Deus. Para que esse ministério na vida cristã, esse serviço na vida cristã ou, melhor ainda, que essa vocação realize-se, precisamos muito da ajuda, da força, e da sabedoria de Deus. Por isso o Espírito Santo, que é Deus que vem morar no nosso coração, na nossa vida, enche-nos da sua graça, da sua força, do seu poder. E esse poder é nos dado para o bem comum. É um poder bem-vindo, abençoado, que cria comunhão. Todos nós recebemos de Deus muitos dons: a inteligência, capacidades particulares... Por exemplo: tem gente que tem o dom de cantar e tocar, e quem tem um dom tem um poder de influenciar as pessoas. Quem canta tem um poder muito grande de criar emoção, de animar as pessoas, de transmitir mensagens, e esse poder deve estar a serviço do bem.
 
Na nossa Igreja nós temos muitos ministérios, serviços... todos são convidados a participar das pastorais, dos movimentos, e nenhum desses serviços deve ser colocado em prática para dominar os outros, para prejudicar os outros. Pelo contrário. Deve ser colocado em prática para promover o bem estar, a melhoria dos outros. O bispo também recebe um poder da Igreja. E que poder o bispo tem? De confirmar os irmãos na fé, de ungir os irmãos com o poder do Espírito Santo, de animar a Igreja. Os padres e os diáconos também tem o poder de, juntamente com o bispo, animar a vida da Igreja. E também aqueles que coordenam as pastorais, os serviços, as comunidades novas, todos recebem de Deus os dons e com os dons o poder para servir.

Dom Manoel Delson
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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