O exemplo de João


 25/06/2017 - Escrito para o Correio da Paraíba

João Batista iniciou o seu ministério recolhido, rezando no deserto, alimentando-se de mel silvestre e de gafanhotos, vivendo uma vida de penitência, muito dura, para se libertar de toda a vaidade humana, de tudo aquilo que pudesse manchar o seu espírito. E assim ele pôde acolher plenamente a Palavra de Deus. João Batista iniciou a pregação da conversão e da penitência e muitos se converteram, multidões se converteram. E pediam a ele o batismo, e João batizava a todos nas águas do Rio Jordão. Era um batismo de mudança de vida, de preparar o coração, o espírito e a alma para a chegada do filho de Deus.

Muitos pensavam que João era o Messias. Imaginem leitores: ele era alguém que estava fazendo tudo bonito, tudo perfeito, com muita espiritualidade, muita sabedoria, e muita verdade, mas João sabia que ele era somente um servo de Deus, o instrumento do Senhor, a voz que gritou no deserto, que preparou o caminho do Senhor.

Quando João encontrou Jesus às margens do Rio Jordão e Jesus o pediu para que ele o batizasse, João disse: “Mas Senhor, não sou eu quem devia lhe batizar”. Mas Jesus insistiu e João o batizou, para dar importância ao batismo como o início da vida em Deus, a recepção do Espírito Santo. João batizava nas águas e Jesus iniciou o seu ministério batizado no Espírito Santo porque o Espírito desceu sobre ele e aí, daquele momento em diante, o batismo tornou-se o batismo do Espírito Santo.

Mas João não terminou aí o seu ministério. Ele continuou pregando e como profeta seguiu anunciando a verdade, até que foi preso porque ele não tinha medo dos poderosos. Ele deu a vida por causa da verdade que defendia - a verdade moral. Herodes tinha tomado a mulher do seu irmão. Como ele era poderoso, ele achava que podia fazer isso. E João foi e disse: “Olha Herodes: você não pode fazer isso não - tomar a esposa do seu irmão. Isso é injustiça. É pecado. Ofende a Deus”. E por isso ele foi preso. Até que Herodias, a mulher, que ele tinha tomado do seu irmão, fez uma armação, conseguindo que Herodes ordenasse que João fosse decapitado.

João pulou de alegria no encontro das mães Maria e Isabel, já anunciando no ventre da sua mãe a chegada do filho de Deus, e João também anunciou a morte de Jesus Cristo com a sua própria morte. Como o Filho de Deus daria a própria vida para salvar a humanidade, João deu a vida. Sua cabeça foi decapitada por causa da verdade do bem, da justiça, da moral, da decência, do respeito aos valores. Então nós aprendemos muito com João Batista.

Dom Manoel Delson
Arcebispo Metropolitano da Paraíba





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