Em busca do bem comum


 11/06/2017 - Escrito para o Correio da Paraíba

Desde que cheguei à Arquidiocese da Paraíba tenho organizado a minha agenda de tal forma que possa, toda semana, fazer visitas de cortesia e de apresentação a algumas autoridades locais. Fazer esse contato é importante para futuras parcerias com os poderes constituídos nas ações voltadas para o bem comum, em favor dos mais necessitados.

Ser irmão para mim não é um “slogan”. É a razão mesma da minha vida. Desde cedo, formado pelos Capuchinhos, entendi a proposição de São Francisco de Assis: “ser irmão de todos e de tudo”. Entendo que estamos como seres humanos muito implicados uns com os outros e com toda a natureza. Somos felizes com os irmãos ou não seremos felizes. Numa linguagem eclesiástica diríamos: “salvamo-nos com os irmãos ou não nos salvamos”. Na relação com as pessoas, não sou de construir barreiras, sou de erguer pontes. Não sou de alimentar medos, sou de semear a paz. Quero sempre o bem de todos. Se eu não puder ajudar, também não atrapalho.

Julgo de grande relevância estes encontros com as autoridades federais, estaduais e municipais. A Igreja é um segmento importante da sociedade. Sua missão é religiosa, diria mesmo: espiritual. No entanto, tem consequências culturais, sociais e políticas. O ser humano religioso tem um quadro referencial de valores evangélicos que orienta sua vida numa prática de amor, justiça e paz. A Igreja une-se a todos que trabalham em defesa desses valores e defendem a Vida. Tudo deve concorrer para que a vida humana seja respeitada e valorizada. Desse modo, uno-me a todas as autoridades que têm este propósito de buscar o bem comum e defender a vida.

Terei grande alegria de me unir a todos na construção de uma sociedade mais justa, pacífica e cheia de esperança. Nós não temos direito de tirar a esperança dos mais jovens nem de entristecer os idosos! Sejamos todos semeadores de esperança. A realidade humana já está muito ferida! São muitos os sofrimentos que geram tanta insegurança. O povo espera de nós, autoridades civis e religiosas: gestos, expressões, atos geradores de esperança. E sabemos que as questões maiores da sociedade só podem ser enfrentadas com a união de todos os segmentos: poderes públicos, civis, militares, instituições religiosas, sociedade organizada, meios de comunicação, trabalhadores e famílias.

Termino este artigo pedindo a Nossa Senhora das Neves que interceda ao Pai infinitas bênçãos sobre todos os que têm responsabilidades diante da sociedade para que sejam sempre operadores do bem e agentes da paz!

Dom Manoel Delson
Arcebispo Metropolitano da Paraíba


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