Valores controversos


 03/07/2016 - Escrito para o Correio da Paraíba

Para que o nosso País volte a crescer é indispensável priorizar a capacitação de jovens, garantindo sua inserção profissional, a cada dia mais competitiva. A recuperação de oportunidades desperdiçadas depende de investimentos em função de habilidades, cujos critérios obedecem aos indicativos científicos e tecnológicos modernos. A missão da escola e da universidade é suscitar vocações que interagem com as realidades da sociedade, na esfera local e regional, possibilitando as transformações necessárias, articulando as novas habilidades com o desenvolvimento integral, local e regional.

Diante da necessidade da formação de bons profissionais, não podemos acomodar-nos aos sistemas defasados, demonstrando-se insuficientes para se competir no mercado de trabalho, visualizado na esfera global. Questionamentos semelhantes aos da educação cabem ao sistema de saúde pública, hoje precarizado por má gestão administrativa, além do triste fato da corrupção e evasão indevida do erário. A vida foi banalizada pela ausência de quadros referenciais de valores éticos e morais, vividos primordialmente no seio familiar e também defendido e promovido pelo estado de direito. Somente a partir da vivência dos valores praticados efetivamente na família é que se adquire o suporte necessário para a contribuição pessoal na construção coletiva e social. Nesse sentido, esperamos o incentivo claro e objetivo da parte dos nossos representantes institucionais e governamentais. Esperamos pronunciamentos dos líderes, além de práticas exemplares de políticas públicas estruturais.

Acrescentamos a pergunta: de onde levantar os recursos para os planejamentos e cumprimento das metas, com resultados exitosos? Diante das transformações sociais que se configuram no País, a população não pode quedar-se passiva e indiferente, como se tudo dependesse de um ou outro salvador da pátria. A corresponsabilidade é um dever que incumbe a todos, expressão da cidadania. A motivação que ajuda as pessoas e as famílias a construírem ambientes de paz, pelo desenvolvimento do trabalho honrado, sem corrupção, depende muito das autoridades institucionais, e dos políticos, de tratarem de temáticas voltadas à promoção da vida e da família, célula matriz constitutiva do tecido social, e do trabalho. A repercussão eleitoral inclinar-se-á pelo resgate dos valores referenciais. Que os políticos os apresentem, sem medo da verdade, mesmo enfrentando ideologias adversas aos valores humanitários e cristãos.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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