Mudança de sexo ou de rumos?


 05/06/2016 - Escrito para o Correio da Paraíba

De Paul McHugh, psiquiatra e professor PHD no Hospital Johns Hopkins, autor de vários livros e centenas de artigos científicos: “a promoção de cirurgia de troca de sexo colabora para a promoção de transtornos mentais” (The Wall Street Journal, 13.05 pp). Entre os transtornos que precisam de tratamento, a transexualidade é um transtorno de suposição que se fixa num sentimento de masculinidade ou de feminilidade, diverso da sua natureza biológica.

Pessoas portadoras de transtornos de transgenia devem ser compreendidas e tratadas, orientadas à prevenção. A sensação de transgenia é intensa e se constitui num transtorno mental porquanto a ideia de desalinhamento sexual não corresponde à realidade física. Tal equívoco leva a resultados psicológicos sombrios, pois a realidade anatômica entra em conflito com o gênero mental. Esse choque leva à autoafirmação subjetivista. Grupos de pressão confundem fixação subjetiva com direito, e reivindicam a aceitação da transexualidade como fato natural. Pesquisas indicam que a taxa de suicídio entre as pessoas que se submeteram à cirurgia de troca de sexo é 20 vezes mais alta que a taxa de suicídio entre as pessoas que não são portadoras.

McHugh destaca estudos da Universidade de Vanderbilt e da Clínica Portman de Londres relativas às crianças que tinham expressado sentimentos transgêneros. Passado o tempo, 70% a 80% perderam espontaneamente esses sentimentos. A ideia transexual demonstrou ser uma projeção do desejo de adultos nas crianças. As cirurgias de troca de sexo colaboram para promover homens feminilizados e mulheres masculinizadas. Grupos de pressão, defensores da ideologia de gênero, são patrocinados. Escudados em veículos da mídia, promovem campanhas para cirurgias de mudança de sexo até pelo SUS. Ora, o sistema de gestão e sustentabilidade da saúde pública sequer consegue atendimentos primários e urgentes ao povo pobre. Provoca tristeza depararmo-nos com o rombo de R$ 170,5 bilhões, ficção de números desacreditados, contas públicas maquiadas, gestão comprometida.

Queremos nos desenvolver, acreditar num projeto de estado, priorizar a coordenação e a harmonia entre os Poderes. Chega de ideologia que leva ao desemprego mais de 12 milhões de pais e mães de família. A responsabilidade no tratamento dos bens públicos exige receitas e corte de gastos perdulários à mercê de oportunistas. Estes visam encher suas burras e não se importam com o atraso em que nós viemos parar. Libertadores vinculados a grupos de pressão utilizam o álibi do pobre e dos direitos sociais. Cuidado!


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