Obras de Misericórdia


 24/01/2016 - Escrito para o Correio da Paraíba

O Ano Santo promulgado pelo Papa Francisco objetiva fixar o olhar dos cristãos no rosto da Misericórdia de Nosso Senhor. Nele buscamos a vida e a salvação, a conversão, o compromisso de transformação, demonstrado por obras de misericórdia, espirituais e corporais. A Porta Santa do Jubileu da Misericórdia foi aberta pelo Papa Francisco, aos 8.12 pp., na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O gesto de abrir as portas das Catedrais foi seguido pelos Bispos em todas as Dioceses do mundo. São portas simbólicas que representam a passagem pela Misericórdia divina que transforma nossas vidas. Passar por portas simbólicas significa abandonar as situações de pecado, de vícios inveterados, de egoísmos, de vingança e destruição da vida dos outros. A Porta da Misericórdia é o Coração de Cristo, onde encontramos sua copiosa redenção!

A Arquidiocese da Paraíba preparou subsídios contendo orientações para os fiéis sobre o Jubileu da Misericórdia. De forma especial organizamos os “Missionários da Misericórdia” para visitar famílias e ambientes, realizar mutirões de reconciliação entre pessoas intrigadas, promover as obras de misericórdia, conforme as práticas de Jesus no Evangelho.

Por vários gestos podemos viver e proclamar a Misericórdia do Senhor. Lembremos algumas dessas obras de misericórdia, espirituais e corporais: visitar e cuidar dos enfermos (Mt. 8,14); Ensinar a quem não sabe (Mt. 5, 38-48); Dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem tem sede (Mt. 25, 35.37.42-44); Dar bons conselhos a quem necessita (Mt. 13, 1-13); Corrigir aos que erram (Jo. 8, 1-11); Dar pousada aos necessitados (Lc. 2, 1-7); Perdoar as ofensas (Mt. 18, 21-22); Vestir os despidos (Mt. 25, 34.36.43); Consolar os tristes e aflitos (Mt. 11, 28-29); Socorrer quem está preso (Lc 16, 16-21); Suportar com paciência os defeitos dos outros (Lc 5, 1-11); Orar pelos vivos e mortos, sepultar os defuntos (Jo. 11, 1-45).

Quanto bem se pode fazer ao visitar os enfermos em casa, nas clínicas e hospitais. De semelhante forma às famílias de presidiários, sobretudo às mães de filhos adolescentes e jovens apenados. Visitas de consolo e amparo também importam em mutirões para ajudar a reformar as casas de pobres, sem condições financeiras. Além das caminhadas pela paz, arrecadar alimentos e água a quem mais precisa. Promover dias de reconciliação nas paróquias, visitando famílias que, por vezes, há anos não se falam. Promover encontros ecumênicos de oração e ação, em vista da superação das violências e desrespeito à dignidade humana.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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