Prevenção e cuidado


 28/11/2015 - Escrito para o Jornal da Paraíba

Todos nós sentimos responsáveis pela prevenção e erradicação do “HIV/AIDS”, cuja campanha permanente é celebrada no dia 1º de dezembro. A prevenção contra o terrível mal leva-nos à educação afetiva e sexual saudável. O programa governamental não vai além de certos meios mecânicos, insistindo apenas no aspecto imediatista de certos relacionamentos fortuitos. Cabe aos pais de família garantirem a formação adequada aos seus filhos. Entanto, considerando a ausência de orientação por parte de muitos pais, a vida leva adolescentes e jovens ao exercício sexual precoce. No contexto da permissividade da sociedade de consumo torna-se um desafio a garantia da formação integral na dimensão afetiva e sexual das novas gerações. A (pseudo) cultura do prazer identifica e confunde felicidade e alegria com ato sexual, realizado do jeito como for, como uma mera diversão de momento, do tipo “se rolar, rolou”. A iniciação sexual precoce inevitavelmente leva muitas crianças e adolescentes a uma vida desprovida de responsabilidade e de compromisso. A dimensão afetiva e sexual de pessoas sadias comporta na contínua educação para o amor, voltado para o pleno desenvolvimento das pessoas que se amam, mas não apenas por um momento.

A Igreja sente-se responsável para ajudar as pessoas a integrar a vida saudável à espiritualidade e às práticas que expressem o amor a Deus e aos semelhantes. Trata-se da vida casta, da educação para o amor, em todas as suas dimensões. Há passagens no Evangelho de Jesus que traduzem isso de forma simples e profunda. Quem ama compromete-se com o crescimento das outras pessoas. Amor e egoísmo não combinam. Amor e oportunismo não conseguem coexistir. A dimensão afetiva e sexual recreativa não se confunde nem se reduz a “sexo genitalizado”. Entanto a sociedade de consumo transformou sexo em insumo comercial. Pessoas são reduzidas a objeto de prazer.

A Arquidiocese da Paraíba mantem uma Casa de Convivência para cerca de 300 portadores do vírus, onde recebem tratamento e acompanhamento, graças ao convênio celebrado com o Governo do Estado. Contíguo ao Hospital Padre Zé, profissionais e voluntários capacitados oferecem sessões de assistência médico-hospitalar, orientação psicológica, espiritual, lúdica e laboral. Nossa missão cristã é de reorientar portadores, testemunhando os valores da vida, da família e do trabalho digno, restaurando vidas ameaçadas, evitando condenar ou destruir pessoas feridas pelos preconceitos. A missão junto aos portadores é tratá-los como seres humanos a quem foram negados compreensão, respeito e acolhimento.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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