Atraso


 25/10/2015 - Escrito para o Correio da Paraíba

Economistas brasileiros e estrangeiros analisam os dados do modelo econômico adotado pelo lulopetismo. A proporção entre a dívida pública e o PIB cresceu de 59% para 67%. Até o fim de 2018 chegar-se-á aos 80%, caso esse modelo continue. O financiamento de empresas privadas e públicas dá-se através de empréstimos de longo prazo. Investimentos são indispensáveis para capacitar mão de obra, produzir com qualidade, ampliar e sustentar o crescimento. Leve-se em conta a concorrência, além do mercado interno, também o externo, com as exportações.

O atual modelo de gestão governamental eleva as taxas de juros internos e reduz o crédito para os investimentos das empresas privadas, alijando-as do processo de desenvolvimento. No entanto, são as que qualificam e inserem cidadãos profissionalizados no mercado de trabalho. A elevação do dólar provoca desestabilização do financiamento de empresas que dependem de cotação da moeda e do valor das taxas de juros que, mais elevadas, bloqueiam ou inviabilizam a produção e o consumo. Milhares de empresas, pequenas, médias e grandes, reduzem ou dispensam funcionários e, assim, param de produzir.

Se for verdade que o País possui a reserva de U$ 370 bi, parte da liquidez seja investida em obras estruturais, contando com parcerias público-privadas (PPP), movimentando as transações no mercado interno e externo. É lamentável que o Brasil se auto-exclua do mercado europeu e americano e perca as oportunidades de inserção, comprometido com a política do inexpressivo Mercosul. O Brasil também perdeu o “Grau de Investimento” no mercado internacional, dificultando a venda dos títulos da dívida federal, bloqueando o financiamento para investimentos públicos.

Constroe-se riqueza com capacitação para o trabalho honrado, não com barganha de cargos. Somente com a qualificação profissional e com obras estruturais abrem-se novas frentes de desenvolvimento sustentável. Não obstante tal modelo socioeconômico adotado no País tenha levado a iniciativa privada praticamente a se paralisar. A agricultura e a agropecuária oferecem condições para o País competir no mercado, garantir o abastecimento interno e exportar milhões de toneladas de alimentos, gerando credibilidade, além de gerar “superávit”.

Que nosso País cresça. Que nosso povo desenvolva-se. Como nos libertar do atraso, imposto pelo aparelhamento do Estado, lotado com esquerdistas incompetentes? Que projeto emergencial de salvamento a (dita) oposição oferece como alternativa de saída dessa recessão empobrecedora?


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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