Sínodo da Família


 18/10/2015 - Escrito para o Correio da Paraíba

O Papa Francisco preside o Sínodo dos Bispos que se realiza em Roma, 4 a 25 de outubro, juntamente com 270 bispos e 90 especialistas, entre casais, observadores e representantes de igrejas cristãs. Peter Erdo, cardeal de Budapeste, ralatou o resultado de sugestões provindas dos 5 continentes de outubro de 2014 até o presente. A temática “Vocação e Missão da Família no mundo contemporâneo” traz questões polêmicas: a comunhão a divorciados recasados, uniões de fato ou no civil, uniões de pessoas de condição homossexual, a necessidade da boa preparação dos casais que contraem o Matrimônio no religioso, controle de natalidade, assistência às famílias em crise conjugal, aborto, eutanásia (...).

A percepção da Igreja diverge de outras visões que não estejam de acordo com os valores e os princípios do Evangelho. A sociedade moderna tem percepções diversas nas esferas antropológicas, sociológicas e psicológicas. Visões plurais criticam ou prescindem das instituições, não somente a Igreja. A maioria dos casais convive de forma estável. Embora respeitem a Igreja, não aceitam interferências das instituições nem lhes interessa o Matrimônio religioso, ou mesmo no civil. Muitos jovens não assumem compromissos definitivos. Nem sempre os direitos correspondem aos deveres e às responsabilidades. Para muitos, a doutrina cristã não tem incidência no âmago do Matrimônio, entendido como sacramento, isto é, indissolúvel, por toda a vida. Divórcios e uniões livres são comuns. A família vive a crise da instabilidade. Incluam-se as uniões de pessoas de mesmo sexo que, entanto, a Igreja não equipara à família.

A Igreja acompanha jovens que realmente aceitam o Matrimônio, sinal sagrado em ordem à salvação, vivido na unidade, na santidade, na indissolubilidade, conforme o Evangelho de Jesus (cf. Mt. 19, 1-12; Mc. 10, 1-12) Divorciados e recasados podem se integrar na vida da comunidade eclesial, de várias formas, embora não recebam a Eucaristia. Quem coabita e vive em situações de caráter particular é acompanhado pela pastoral de recasados. Nem por isso negamos a verdade ensinada por Jesus sobre a indissolubilidade do Matrimônio. Novas uniões não se equiparam ao sacramento do Matrimônio, mesmo se ambas as partes não sejam igualmente culpadas pelo desenlace. A misericórdia de Deus oferece tanto o perdão como pede a conversão a todos nós, pecadores. A comunidade eclesial acolhe os filhos, vítimas de situações inusitadas, e encoraja os esposos para que perseverem na fé e vida cristã. Para isso mantemos centros de escuta que ajudam a prevenir crises e restaurar vidas!


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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