Desmentindo ideólogos


 03/10/2015 - Escrito para o Jornal da Paraíba

Luiz Carlos Carvalho preside a Associação Brasileira de Agronegócio. No seu novo livro, “Novo Mundo Rural”, Ed. Unesp, demonstra a prosperidade agrícola e agropecuária graças à moderna tecnologia que garante a produção de qualidade e o abastecimento interno, exportando milhões de toneladas de alimentos. O autor afirma que a atual situação produtiva no campo tem por base três fundamentos. Um deles é a montagem do sistema nacional de crédito rural, entre 1960 e 1970. Em 1973 foi criada a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Seguiu-se a estabilização da economia nacional com o Plano Real, acelerando grandes mudanças no modelo agrário. As tecnologias modernas adaptaram-se aos biomas. Surgiram as redes produtivas e o agronegócio, aumentando a produção agropecuária e o agronegócio que movem a economia, geram emprego, promovem um “superávit”, redesenham os quadros socioeconômicos e transformaram o País. O Brasil era essencialmente rural, mas, hoje, urbaniza-se, com 85% da população que vivem na cidade.

O autor afirma que, “nos idos de 1970, os estudiosos agrários acreditavam que sem as profundas transformações estruturais (isso necessariamente passava pela reforma agrária), o Brasil não conseguiria romper a barreira da pobreza e subdesenvolvimento nem promover a justiça social. Todos nós estávamos equivocados. A modernização capitalista do campo, puxada pela globalização e ancorada nas novas tecnologias, superou o dilema histórico. Antes da ‘queda do Muro’ já se percebia esse movimento transformador que modificaria totalmente a equação do desenvolvimento rural, jogando poeira nas velhas teorias marxistas. Bastava desvendar os olhos para divisar um novo mundo rural materializando-se”. Vejam agora os dados do IBGE e do CNA (Conab).

A safra de grãos 2014/2015 em recorde de produção aumentou 6,6% em relação a 2013/2014. A liderança do setor agropecuário estabiliza a economia brasileira, com oferta interna de alimentos à população. Entanto, a indústria nacional paralisa-se por falta de investimentos em infraestrutura, impedindo capacitação, emprego e renda para milhares de jovens. O País cresce se investir na capacitação e acompanhamento de mão de obra qualificada. Para tal, na Paraíba, contamos com o Sistema S. Especificamente, contamos com o Senar, a Emater, a Embrapa e a Emepa. Diante dos bons resultados da agricultura e da agropecuária moderna, certos agentes de movimentos sociais que não conseguem produzir nada, além de uma ideologia oportunista, deveriam se envergonhar.


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