Viva Água


 12/07/2015 - Escrito para o Correio da Paraíba

A ambiência do semiárido nordestino apresenta solo cristalino e chuvas atípicas. Impossível combater secas e estiagens prolongadas. Importa relacionar o homem com as condições da ambiência natural, aprendendo a se adaptar e conviver em harmonia com ela. Há tempo o Governo do Estado da Paraíba planejou obras estruturais, ora em curso, orçadas e garantidas nas suas sucessivas etapas de realização, em médio e curto prazos. A partir das obras estruturais vigoram medidas emergenciais inadiáveis de socorro às cidades em situação de colapso ou de alerta a um colapso inevitável. O envolvimento efetivo da população é indispensável para salvaguardar o bem da coletividade, evitando prejuízos incalculáveis para todos. Da colaboração de todos depende a preservação da qualidade de vida na esfera individual, familiar e social, nas zonas urbanas e rurais, nos centros e periferias, cidades pólos e regiões interioranas. A escassez de água tratada obriga-nos a adotar um estilo de vida condizente ao uso racional e equitativo.

Doravante é imprescindível reeducar nossos hábitos e disciplinar nossas atitudes. Ainda há inconsciência sobre o desperdício de água, de energia e de bens essenciais à vida, porém limitados. A crescente demanda desses bens, e a escassez deles, como a segurança hídrica e energética, remetem-nos às questões sociais de saúde, educação e do desenvolvimento da população. Isso exige investimentos e custeios para assegurar nosso presente e futuro. Note-se que não está descartada a medida extrema do racionamento para o uso humano da água tratada e a disponibilidade de água para criação caseira, rebanhos, agricultura sustentável, em maior e menor escala.

A Paraíba planejou metas estratégicas e sistemáticas, garantindo R$ 80 milhões (recursos próprios e R$ 53 mi federais) para 137 mil metros de adutoras; 175 carros pipa para locais em situação de colapso; 13 mil cisternas de placa, 200 de calçadão, 500 de enxurrada; 660 sistemas de abastecimento d’água para comunidades rurais, além das próximas aos canais da transposição do São Francisco; 50 sistemas de dessalinizadores; 2.430 de barragens subterrâneas e 4 de terra; 150 barreiros de acúmulo de água de chuva para produção e uso doméstico; 740 poços artesianos e amazonas; 500 caixas d’água de 10 mil litros; 10 mil filtros de barro para purificar a água. Colaboremos todos no projeto, com a corresponsabilidade e a concidadania solidária e cristã! Parabéns Governador Ricardo Coutinho e sua equipe de trabalhos! Conte conosco também.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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