Água: planejamento


 11/07/2015 - Escrito para o Jornal da Paraíba

O Governo do Estado da Paraíba, considerando as secas e estiagens prolongadas, planejou obras estruturais e emergenciais para a convivência no semiárido nordestino, onde o solo é cristalino e as chuvas são atípicas. As obras planejadas e orçadas de forma estratégica, em médio e curto prazos, estão com a realização garantida. As condições da ambiência e “habitat” não mudam. Somos nós, cidadãos(ãs) paraibanos(as) a adaptar nossos hábitos que, não raro, estão viciados pelo desperdício de água, de energia e de bens indispensáveis para a vida e para a convivência social. Os recursos naturais são finitos, não são inesgotáveis, e devem ser administrados em função do bem da coletividade. Se nós não repomos os bens da natureza em suas fontes e mananciais, como a água doce, tudo se esgota! A natureza não perdoa quem a destrói ou se vinga de quem a maltrata.

A segurança hídrica e energética é condição para o desenvolvimento da Paraíba! Consideremos o crescimento da demanda e a escassez de nossas reservas. Para garantir nosso desenvolvimento é preciso investir em obras estruturais. Daí a construção de 137 mil metros de adutoras; 660 sistemas de abastecimento d’água para comunidades rurais, além das mais próximas aos canais da transposição do São Francisco; 2.430 barragens subterrâneas e 4 grandes de terra; 150 barreiros acumulando água de chuva para produção e uso doméstico; 740 poços artesianos e amazonas; 500 caixas d’água de 10 mil litros; 10 mil filtros de barro para garantir a qualidade da água; 175 carros pipa para locais em situação de colapso; 13 mil cisternas de placa, 200 de calçadão, 500 de enxurrada; 50 sistemas de dessalinizadores.

Devemos, por primeiro, conhecer o plano, as obras estruturais e ações emergenciais de enfrentamento à estiagem. Segundo, reeducar-nos para usar água de modo racional e equitativo. Terceiro, sensibilizarmo-nos com o sofrimento de milhares de famílias em locais onde o colapso seria inevitável se não houver socorro, pois já se enfrenta tal situação. O “El Niño”, portador de estiagens para o Nordeste, está previsto para 2015/2016. O momento requer a solidariedade de todos, economizando água e energia, no âmbito individual, familiar, social, nas zonas urbanas e rurais, nos centros e periferias, nas cidades maiores ou menores das regiões do interior. O envolvimento efetivo da população é sinal de corresponsabilidade e salvaguarda do bem coletivo, evitando prejuízos incalculáveis. A propósito, não está descartado o racionamento de água para o uso humano e animal, bem como de água para criação, rebanhos, agricultura sustentável, em maior e menor escala.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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