Foi rejeitada


 04/07/2015 - Escrito para o Jornal da Paraíba

O Plano Nacional de Educação (PNE) serve de base para os planos estaduais e municipais. Foi rejeitada a tentativa de imposição por grupos de pressão da igualdade de gênero, também conhecida como ideologia de gênero que nega a lei biológica natural que nos define homem e mulher. A ideologia de gênero levaria a humanidade a se libertar de conceitos formais reprodutores das estruturas da sociedade capitalista e opressora. A nova identidade de gênero seria elaborada pela atração instintiva de cada um, incorrendo na negação da natureza biológica e psíquica do ser humano. A ideologia de gênero nasceu com a revolução sexual dos anos 60, assumida de forma radical no estilo de vida de comunidades hippies, difundida no movimento de maio de 68, cuja influência incide no comportamento afetivo-sexual de muita gente.

Levy Strauss, filósofo pós-moderno, sugere a desconstrução da constituição da família, formada de pai, mãe e filhos. A família seria substituída por comunidades tribais, onde se viveria o amor livre, sem conceitos formais e sem preconceitos. Essa utopia chocante seria introduzida nas escolas, através de projetos e programas de orientação sexual, a partir do período pré-escolar por metas e estratégias. Crianças deveriam ser induzidas de forma precoce à aceitação e à prática de comportamentos afetivos e sexuais plurais. Elaborariam o seu gênero por experiências praticadas, numa ou noutra forma. A pedofilia seria uma entre outras experiências. Que tal? Como se não bastassem, questiona-se onde estariam a autoridade e a autonomia dos pais na educação e integração familiar dos seus próprios filhos! Professores(as) conscientes jamais teriam condições de transmitir aberrações aos alunos, pois que também são pais de família.

A ideologia de gênero separa a sexualidade da afetividade humana, de forma redutiva e mesquinha. As pessoas seriam identificadas pelo instinto sexual do momento e não mais pelas leis biológicas e psíquicas. Bem se observou que, no raciocínio da ideologia de gênero, não se sustenta o conceito de homem, de mulher, de homossexual ou de outra categoria. De forma unânime ou separadamente, as categorias não mais sustentariam seus próprios movimentos. Não é necessário lutar por direitos das minorias feministas, homossexuais ou outras. Não endossamos qualquer forma de discriminação e, pior, de agressão. É inaceitável, entanto, induzir a humanidade à negação radical à lei natural e divina. Grupos de pressão ideológica não conseguirão impor-nos sua visão unilateral e distorcida sobre a afetividade e da sexualidade humana.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

  •  Endereço: Palácio do Carmo - Praça Dom Adauto, s/n
    Centro - João Pessoa (PB)
  •  Fone:(83) 3133-1000
  •  E-mail: curia@arquidiocesepb.org.br
Twitter

© Mitra Arquidiocesana da Paraíba – Todos os direitos reservados