Não passou


 05/07/2015 - Escrito para o Correio da Paraíba

Foi rejeitada a (chamada) ideologia de gênero nas metas e estratégias dos planos nacional, estaduais e municipais de Educação. Tal ideologia bizarra afirma que cada qual constrói o gênero que lhe convier, não mais homem ou mulher, conforme as leis da natureza biológica. Nega-se a distinção e a complementariedade sexual, cedendo espaço à escolha subjetiva. Os ideólogos da igualdade de gênero afirmam que a estrutura do gênero masculino e feminino é uma convenção opressora e discriminatória da sociedade capitalista. Ora, negar a lei biológica e natural significa negar a complementariedade afetiva e sexual do homem e da mulher que se unem para formar uma família, gerar e educar filhos. Desconstroi-se a família para se impor uma utopia, sem fundamento na natureza humana. Confunde-se afetividade com atração e prazer sexual instintivo.

Grupos de pressão que se autodenominam “minorias” tentaram introduzir a ideologia de gênero nos currículos escolares! Por direito e por dever, cabe aos pais a missão de transmitir valores aos filhos, ajudando-os a formar e amadurecer sua personalidade. Você deixaria o seu filho ser induzido a construir seu gênero? A existência de gênero masculino e feminino jamais será substituída por utopias. A ideologia de gênero é fruto da revolução sexual da década de 60. Fortaleceu-se no movimento estudantil de maio de 68, apoiada no pensamento de Levy Strauss. Sua sugestão é que a humanidade libere-se para viver o estilo tribal, o tribalismo, sucessor do modelo patriarcal, machista, reprodutor do stablishment capitalista e da sociedade de consumo. O amor livre expressaria a sociedade livre, fraterna, igualitária. O tribalismo tornou-se experiência hippie. Livres, soltos, descomplexados, sob o efeito de drogas, apregoavam o lema “é proibido proibir”. Isso se tornou moda. Em breve espaço de tempo a moda foi encampada e patrocinada pelo mercado do sexo, altamente lucrativo. O comércio do sexo cria consumidores individuais e coletivos, sem identidade definida. Amor livre não passa de comercialização do sexo que, para se manter, cria a sua infraestrutura, promovendo eventos, turismo, casas de produtos eróticos... Não há instância jurídica que desconstrua a lei natural e a instituição familiar. Cristãos e humanistas amam e seguem as leis da natureza biológica que o Pai criador colocou na natureza, com amor e sabedoria, socorrendo a fragilidade humana e a sustentando com a sua graça!


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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