Aberração


 20/06/2015 - Escrito para o Jornal da Paraíba

Lideranças interessadas na qualificação da Educação debateram as Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estaduais e Municipais de Educação 2015-2025, baseada na Lei 13.005/2014. O Plano Nacional de Educação 2014-2024 trazia ambiguidades referentes à expressão “igualdade de gênero”. Ao arrepio da lei natural e da lei divina confunde-se a identidade do homem e da mulher, ora reduzindo à orientação sexual, à livre escolha subjetiva. Confunde-se atração e prazer sexual com orientação ou opção por gênero, construído à livre escolha. Eu construo o gênero que eu quero e mudo quando quiser. É uma aberração negar a ordem biológica natural, afirmando que ninguém nasce homem ou mulher e que cada um constrói o gênero que mais lhe convier. Ativistas da ideologia de gênero querem impor isso nas escolas, a partir dos três anos de idade! A estratégia N. 12.6 diz: “garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, de diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.

Na realidade, o que se pretende é descontruir a família natural, constituída de pai, mãe e filhos. A ideologia de gênero provoca modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e à identidade da família (cf. Documento de Aparecida, N. 40). A ideologia de gênero nega a natureza pré-constituída do homem e da mulher. A natureza corpórea não seria dada como realidade da criação, fato pré-constituído, e sim uma criação subjetiva. Não havendo homem e mulher como realidade pré-estabelecida pela criação, a família deixa de existir! O filho, de sujeito jurídico e com direito próprio, passa a ser objeto de um direito que se pode adquirir. Ora, a vida do ser humano depende da promoção da vida e da família. A dignidade do homem dissolve-se onde Deus, autor da vida, é negado. Diz Bento XVI que quem defende Deus defende o homem. Francisco diz que a educação não pode ser neutra, porque ou enriquece ou empobrece. A escola educa para o que é verdadeiro, para o bem comum e para o que é belo. No entanto, ativistas ideologizados produzem “materiais didáticos” a serem distribuídos nas escolas para desorientar nossas crianças. Nossos filhos não seriam meninos ou meninas, mas inventariam outro gênero qualquer. Que os pais e mestres não aceitem isso, antes que se oponham à aberração. Se aprovadas tais leis, os pais seriam criminalizados caso seus filhos recusem-se a assistir às “aulas de gênero”. Isso já aconteceu em países da América e da Europa. Há gente patrocinando o movimento e muita grana rolando solta. A quem interessa?


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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