Dor e indignação


 01/03/2015 - Escrito para o Correio da Paraíba

Grupos islâmicos radicais torturam, queimam, decapitam pessoas. O terrorismo islâmico ameaça as nações do ocidente com sucessivos atos de barbárie, supondo que suas vítimas representem não somente o Cristianismo, mas a sociedade capitalista do ocidente. Para terroristas, as vítimas consagram suas conquistas. Para a humanidade, o terror traz dor, luto, indignação. “Cristofobia” mista de “Islamofobia”. Caudilhos têm sede de domínio. Sua ânsia pelo poder cega-os, passando a agir por impulso. Utilizam-se de grupos de pressão, produzindo terror. Hitler eliminou 6 milhões de judeus e Stalin outros milhares, como fez Fidel “al paredón”. Hoje os governos de esquerda perseguem quem se opuser ao projeto de domínio do poder, incluindo a imprensa. Chávez e Maduro impuseram o regime bolivariano que levou o povo venezuelano à fome e ao empobrecimento. No Brasil, o governo que está no poder aparelhou o Estado e surrupiou a Petrobras, na tentativa de impor um projeto que não dá certo em lugar algum. Contudo tentam, mas, não conseguem amordaçar a imprensa.

Nossa consternação constata uma grave contradição discriminatória. Há cristãos vivendo em países de maioria muçulmana. São perseguidos e mortos por milícias do Estado Islâmico. Entanto, muçulmanos vivem nos EUA e nos países da Europa gozando de benesses de bons estudos e empregos. Lá são acolhidos e não discriminados. Alguns terroristas infiltraram-se. Hoje recrutam jovens para as milícias deletérias. O fato indica a falência de princípios e valores, porém nada justificaria o terror. Falácias messiânicas fascinam. Hitler atraiu milhares de jovens para seu “front” nazista. A ilusão do poder de conquista sócio-política-econômica aguça o orgulho. Quem tem coragem de repudiar?

Presidentes e ministros de Estado inibidos e fragilizados não tomam posições firmes. A ONU qual leoa alquebrada e desdentada boceja sonolenta e passiva ao arrepio da defesa e promoção dos direitos humanos. Fosse Israel a revidar aos ataques terroristas, vozes mundiais erguer-se-iam uníssonas para condenar tais atos. Evidencia-se a unilateralidade incoerente. Pelo fato de serem cristãs, mulheres são sufocadas e mortas, recebendo na garganta um pedaço de pau (em forma de cruz). Eles enterram vivas crianças de cabeça para baixo. Estima-se que mais de 150 mil pessoas foram assassinadas barbaramente pelo fato de serem cristãs. Somente em 2012 foram 105 mil pessoas assassinadas de forma atroz. O inferno não seria aqui mesmo, na Terra?


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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