Reforma e modelos


 18/10/2014 - Escrito para o Jornal da Paraíba

A OAB, a CNBB e os setores representativos de entidades civis mobilizam uma campanha pela reforma política no País. Outras tentativas como essa não prosperaram no Congresso Nacional. O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política afirma não se vincular a candidatos e partidos políticos. A Coalizão pela Reforma Política e Plebiscito Popular, nº 6.316/2013, quer conscientizar a população, coletando assinaturas a favor do Projeto defendendo o financiamento de candidatos; a eleição em dois turnos, pelo voto do programa e pelo voto no candidato que o represente; pela regulamentação do Artigo 14 da Constituição; pela participação do povo nas decisões democráticas representativas; pelo aumento de candidatura de mulheres.

Em junho de 2013 a população reivindicou melhorias na gestão dos serviços públicos essenciais, como o retorno de impostos à facilitação da mobilidade humana e acesso aos alimentos de primeira necessidade. Políticos oportunistas surrupiam o erário. A corrupção é conivente com a expansão da bandidagem e o tráfico de drogas. Por que  não prevenir nem reprimir a criminalidade? Em nome de direitos humanos, grupos de pressão tentam impor leis a favor de comportamentos discutíveis. São perseguidas as pessoas e entidades que defendem o direito à vida e à família natural.

A visão atávica da política econômica brasileira fecha-se à iniciativa privada e às classes produtivas, penalizando-as com carga tributária, inviabilizando investimentos na qualificação de mão-de-obra. O governo esquerdista é unilateral. Favorece Cuba e países “bolivarianos”, enquanto crescemos nem 0,5%. A culpa pelo nosso atraso seria atribuída aos EUA! E os países emergentes da América Latina que progridem? A corrupção e a defasagem colocam-nos à margem da evolução histórica. A tendência estatizante adota a utopia ideológica fascinante do regime que tende ao totalitarismo, tornando os cidadãos dependentes de políticas de compensação. A visão empreendedora investe em infraestrutura e gera oportunidades, capacitação científica, tecnológica, financeira, possibilitando o desenvolvimento.

Nosso desenvolvimento com justiça social transformaria bolsas, cotas raciais, políticas compensatórias, em promoção de capacitação para classes menos favorecidas, sem incitar luta de classes e bloquear parcerias com a livre iniciativa, criando condições de competir com o mercado interno e externo.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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