Polos da formação familiar


 12/07/2014 - Escrito para o Jornal da Paraíba

Sabemos, por experiência, como a Família é e representa o anteparo que nos protege das intempéries da violência que permeia todos os ambientes. A propósito, a formas de violência ameaçam as estruturas e a própria instituição familiar.

Perguntemos: quem não possui problemas sérios nos quadros da parentela mais próxima? Quantos conflitos entre marido e mulher? Esposos e pais (ou tutores) sentem a necessidade de orientação para lidar com problemas graves entre si e para com os seus próprios filhos. Inclua-se o fato consumado de termos que conviver com a disseminação da droga entre crianças e adolescentes. Qual é a mãe ou o pai que não se desespera com isso?

A sociedade atual chegou ao grau de decadência moral que a corrupção se instalou qual posseira nos relacionamentos sociais. Eis porque tanto a Igreja quanto qualquer instituição deva integrar forças na defesa e promoção da dignidade da vida, em todas as suas dimensões. Comecemos pela defesa da Família - célula-mãe construtora da sociedade. Os dois polos da Família devem ser contemplados na formação do caráter dos cidadãos e cidadãs de bem.

O primeiro polo da formação da personalidade de cada um dos pais e de cada um dos filhos é a criação de condições internas de suporte. Por mais humilde que sejam as condições, todos e cada um dos membros do núcleo familiar sejam envolvidos na construção do mútuo acolhimento e do respeito recíproco. Essa é a condição que responsabiliza e dignifica cada qual, na reciprocidade.

Por mais carente ou desfalcada que esteja a Família, cada um dos membros sempre se considere incumbido para assumir compromissos dentro do seu próprio núcleo familiar. É um grave erro, faz muito mal aos filhos e as conseqüências são incontroláveis “dar tudo nas mãos”, sem vincular uma responsabilidade correspondente ao direito outorgado pelos pais.

O segundo polo da formação familiar que incumbe os pais é ensinar aos filhos a conviver na sociedade. Uma Família não vem pronta, mas se constrói. Assim também acontece com a sociedade. Saber viver e conviver em sociedade é uma tarefa permanente, enfrentando e superando conflitos. Ninguém vive para si, senão que em função da solidariedade fraterna.

O sentido da vida construída com amor deve ser um prolongamento dos nossos relacionamentos vividos no calor humano do ninho familiar. Assim, com amor à Família e amor à vida é que tentamos superar a violência e incansavelmente fazer parte da edificação de um mundo melhor, com a graça de Deus.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
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