A Igreja e a Família


 13/07/2014 - Escrito para o Correio da Paraíba

Cobramos tanto dos governantes serviços e atitudes, ações coerentes... A Igreja também deve ser cobrada a respeito do seu testemunho cristão e dos serviços de Evangelização que presta à sociedade. Enumero sinteticamente os compromissos da nossa Igreja, certos de contar com a graça de Deus para dar conta do que nos é apresentado como um constante desafio.

Comecemos pela Família, integrando ações de defesa e promoção de valores que os pais e os filhos precisam reaprender a amar e vivenciar. A violência tem sua gênese na falta de um lar. A formação humana e cristã dos fiéis - eu diria dos cidadãos, sem dicotomias entre a fé e a vida - não pode prescindir do ambiente familiar, já tão miseravelmente combalido e fragmentado. A prevalência é de um modelo dispersivo, solto, amorfo. Pais e filhos são bloqueados pelos condicionamentos das exigências dos novos modelos de pensar e agir, independentes e individualistas. As modas impõem relacionamentos comerciais. Os filhos dependem dos pais quando “precisam” deles para auferir alguma vantagem ou lucro.

Precisamos contar com muitas famílias, abraçando uma verdadeira cruzada missionária, visitando as famílias fracassadas, desastradas, separadas, abandonadas, empobrecidas. Não apenas materialmente, mas moralmente desprovidas de afeto, de amor, de vida, enfim. Para defender a Família precisamos formar agentes voluntários, contando com membros dos vários movimentos que se voltem especialmente para famílias de recasados, ou que vivem outras formas, não tradicionais.

Pastorear as famílias pressupõe-se uma base evangelizadora, que ainda falta na maioria dos lares e ambientes. Este desafio leva-nos aos outros: a catequese com adultos; as missões de visitação aos ambientes, onde nem a própria Igreja chega; a implantação do dízimo missionário, visto não como arrecadação de dinheiro do povo, mas de consciência de quem participa, partilha, faz parte do planejamento, do crescimento do lugar, assim por diante.

A verdade é que, sem formação, não chegamos a lugar algum na vida. O valor da formação é o princípio fundamental, válido para qualquer instância e circunstância. Se um povo quer crescer, que invista na formação, na educação, nos valores perenes que decorrem do saber e do saber fazer. Por isso a Igreja da Paraíba seja coerente, aprimorando-se no cultivo da catequese com adultos, além, é claro, de adolescentes e jovens.


Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba




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