História


Dom Adauto Aurélio de Miranda HenriquesA história da Arquidiocese da Paraíba remonta ao dia 27 de abril de 1892 quando o Papa Leão XIII, pela Bula Ad Universas Orbis Ecclesias desmembrou o território que compreende os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, constituindo assim uma nova Diocese com sede na então Capital paraibana. A nova Diocese só foi instalada dois anos depois, aos 4 de março de 1894, com a chegada do seu primeiro Bispo, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Homem clarividente e empreendedor, Dom Adauto fundou, logo no dia de sua chegada, o Seminário e o Colégio Diocesano.

Aos poucos, parte do território original da Diocese foi se reconfigurando em outras circunscrições. Em 1909 é criada a Diocese de Natal, desmembrando todo o Rio Grande do Norte. Em 1910, tanto a Diocese de Natal quanto a então Diocese da Paraíba ficaram sendo sufragâneas da recém-elevada Arquidiocese de Olinda e Recife. No dia 6 de fevereiro de 1914, apenas vinte anos depois da Dom Moisés Sizenando Coelho

chegada de Dom Adauto, pela Bula Maius Catholicae Religionis Incrementum, o Papa São Pio X cria a Diocese de Cajazeiras no sertão paraibano e, ao mesmo tempo, eleva a Diocese da Paraíba à condição e dignidade de Arquidiocese e Sede Metropolitana, tendo por sufragâneas as duas Dioceses que haviam sido desmembradas do seu território: Natal e Cajazeiras.

Em 1932, já debilitado pela idade, Dom Adauto recebe um Arcebispo Coadjutor, o então Bispo de Cajazeiras, Dom Moisés Sizenando Coelho. Com a morte do 1o bispo e 1o arcebispo da Paraíba, Dom Moisés assume a Cátedra da Paraíba, tornando-se seu segundo Ordinário. Dom Moisés foi o autêntico herdeiro espiritual de Dom Adauto, de sorte que o trabalho do fundador da Diocese encontrou continuidade na pessoa do seu sucessor. Por ocasião do Jubileu de Diamante da Diocese e do Seminário, o Papa Pio XII nomeou Dom Manuel Pereira da Costa para o cargo de Bispo Auxiliar de Dom Moisés. Em maio de 1949 o Santo Padre criou a Diocese de Campina Grande e dez anos depois, em janeiro de 1959, já sob João XXIII, foi criada a Diocese de Patos, com território desmembrado das Dioceses de Cajazeiras e Campina Grande. Aos 18 de abril do mesmo ano, assistido por seu auxiliar, Dom Moisés faleceu em João Pessoa, após 24 anos à frente da Arquidiocese da Paraíba.

Como sucessor de Dom Moisés, o bem-aventurado João XXIII (então reinante) nomeou como novo Antístite da Paraíba o gaúcho Dom Mário de Miranda Villas-Boas, então Arcebispo Coadjutor do Primaz do Brasil e aclamado orador sacro. O governo de Dom Mário foi de curta duração: apenas seis anos. Nesse ínterim, criou algumas importantes paróquias na Arquidiocese, a exemplo de São José Operário, em Cruz das Armas (1959), São Sebastião de Bayeux (1960) e Nossa Senhora de Fátima em Miramar (1961). Como Arcebispo da Paraíba, Dom Mário participou das quatro sessões do Concílio Vaticano II (1962-65). Renunciou ao governo diocesano em razão de sua deteriorada saúde no dia 21 de maio de 1965, vindo a falecer no dia 23 de fevereiro de 1968 em Aracaju-SE.

Dom Marcelo Pinto Carvalheira

Em 1966 toma posse o 4o Arcebispo da Paraíba, o mineiro Dom José Maria Pires, proveniente da sé episcopal de Araçuaí-MG. Seu pastoreio na Arquidiocese foi fecundo sob vários aspectos, particularmente do ponto de vista da assistência social e da luta pelos direitos dos mais necessitados. Em 1975 o jovem padre Marcelo Pinto Carvalheira foi nomeado pelo Papa Paulo VI Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Paraíba, ficando sob sua responsabilidade a organização de uma nova Diocese no brejo paraibano. Em 1980 foi criada a caçula das Dioceses paraibanas: Guarabira. Durante seu governo, celebrou-se o centenário da criação e instalação da Diocese da Paraíba (1894-1994). Sua renúncia foi acolhida, conforme as normas canônicas no dia 29 de novembro de 1995.

O sucessor de Dom José foi o então Bispo de Guarabira-PB, Dom Marcelo Pinto Carvalheira que fora seu auxiliar na Arquidiocese. Dom Marcelo tomou posse em janeiro de 1996 e solicitou da Sé Apostólica a concessão do título de Basílica Menor à Catedral Metropolitana de Nossa Senhora das Neves. Em 1997, após grandiosa reforma do templo, o título é concedido pelo Papa João Paulo II. Unida à Igreja Universal, a Arquidiocese da Paraíba celebrou o Jubileu do Ano Santo de 2000. Ao atingir a idade limite para o governo diocesano, Dom Marcelo apresentou sua renúncia ao Papa, sendo esta acolhida em maio de 2004.

Aos 5 de maio de 2004, em substituição a Dom Marcelo, o Santo Padre nomeou Dom Aldo di Cillo Pagotto, sss, então Bispo de Sobral-CE. Sua posse aconteceu no dia 3 de junho seguinte na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, na presença do Núncio Apostólico no Brasil, hoje cardeal Lorenzo Baldisseri. Em preparação para a celebração do Centenário da elevação da Diocese à dignidade de Arquidiocese (1914-2014), Dom Aldo convocou um Sínodo Diocesano, solenemente inaugurado aos 19 de novembro de 2011 no Adro de São Francisco, no Centro da Capital. Neste ano jubilar de 2014, Dom Aldo completa dez anos à frente da Arquidiocese.

Pesquisa: Seminarista Thiago Fragoso

  •  Endereço: Palácio do Carmo - Praça Dom Adauto, s/n
    Centro - João Pessoa (PB)
  •  Fone:(83) 3133-1000
  •  E-mail: curia@arquidiocesepb.org.br
Twitter

© Mitra Arquidiocesana da Paraíba – Todos os direitos reservados